Diário da Região

25/01/2019 - 22h39min

Rompimento de barragem

Tragédia em Minas deixa 200 desaparecidos

Uarlen Valério/O Tempo/Estadão Conteúdo Barragem da mineradora Vale, em Brumadinho (MG), rompeu no início desta sexta-feira e atingiu comunidade da Vila Ferteco
Barragem da mineradora Vale, em Brumadinho (MG), rompeu no início desta sexta-feira e atingiu comunidade da Vila Ferteco

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais afirmou que cerca de 200 pessoas estão desaparecidas após o rompimento da barragem 1 da Mina Feijão, da mineradora Vale, em Brumadinho no início da tarde desta sexta-feira, 25.

Segundo a empresa, a área administrativa, onde estavam funcionários, foi atingida, assim como a comunidade da Vila Ferteco. A lama agora começa a chegar ao centro do município, pelo leito do Rio Paraopebas, que abastece 6 milhões de pessoas. Por enquanto, quatro pessoas foram socorridas e encaminhadas ao hospital.

Um sistema de Comando de Operações foi estruturado no Centro Social do Córrego do Feijão, nas proximidades do campo de futebol e da igreja católica da cidade. Em nota, os Bombeiros informaram que "vários órgãos, principalmente de segurança pública, estão no local e em reunião neste momento definindo as estratégias de atendimento".

O acidente aconteceu na altura do km 50 da Rodovia MG-040. Os Bombeiros enviaram equipes com policiais civis e militares, com enfermeiros e medicamentos, além de cinco aeronaves e um helicóptero. Também foram acionados militares do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (Bemad).

Gabinete de crise

O gabinete de crise da tragédia em Brumadinho está sendo estruturado na Faculdade Asa, que fica a pouco mais de seis quilômetros do local do acidente. Já foram mobilizados quatro helicópteros da Polícia Militar (MG), pelo menos um da Polícia Civil e dezenas de viaturas da corporação, além de socorristas do Samu e ambulâncias.

Os helicópteros estão utilizando o gramado de um campo de futebol da faculdade para aterrissagem, enquanto uma estrutura de atendimento médico emergencial está sendo montada em um galpão ao lado.

"No local teremos apenas uma estrutura emergencial, já que lá falta água, energia e o acesso é complicado", afirma o major Flávio Santiago, da comunicação da PM. "O atendimento principal e o centro de controle das operações serão aqui", completa.

Furnas

A estatal Furnas, do grupo Eletrobras, monitora a chegada dos rejeitos da barragem de Brumadinho (MG) em sua hidrelétrica Retiro Baixo, que funciona no Rio Paraopeba, podendo comprometer as operações da usina.

A barragem da usina hidrelétrica Retiro Baixo, confirmou a Agência Nacional de Águas (ANA), está localizada a 220 km do local do rompimento e "possibilitará amortecimento da onda de rejeito". Segundo a ANA, "estima-se que essa onda atingirá a usina em cerca de dois dias".

O Rio Paraopeba faz parte da bacia do Rio São Francisco. A hidrelétrica Retiro Baixo está localizada entre os municípios mineiros de Curvelo e Pompeu. A usina tem duas turbinas em operação, com capacidade instalada de 82 megawatts, energia suficiente para atender 200 mil habitantes, e opera desde 2010. Seu reservatório de 22 quilômetros quadrados.

Por meio de nota, a ANA informou que está em constante comunicação com os órgãos e autoridades federais e estaduais, inclusive no âmbito de recente Acordo de Cooperação sobre Segurança de Barragens, que está permitindo troca facilitada e mais rápida de dados sobre a situação no local do evento.

'Poderia tersido evitado'

O presidente Jair Bolsonaro declarou, em entrevista para rádio Regional de Brumadinho (MG), que a tragédia de Mariana (MG), em novembro de 2015, deveria ter servido de alerta para evitar o rompimento de outra barragem nesta sexta-feira, 25, em Brumadinho. Ele reforçou que "lamenta profundamente" o ocorrido e que esse tipo de episódio poderia ter sido evitado.

"Acionamos o gabinete chamado de crise em Brasília, ficaremos antenados aí 24 horas por dia para prestar informações à população, para colher informações também, de modo que possamos minimizar mais essa tragédia depois de Mariana, que a gente esperava que não tivesse uma outra, até por uma questão de servir de alerta aquela", declarou Bolsonaro na entrevista.

O presidente prometeu que o governo federal vai empenhar esforços para diminuir o impacto ambiental e as consequências do rompimento à população. "Vamos tentar diminuir o tamanho do mal que essa barragem aí, ao se romper, proporciona junto ao Meio Ambiente e junto à população em geral". (AE)

 

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