Diário da Região

07/12/2018 - 00h30min

Ministério da Mulher

Assessora de Malta será ministra

Bolsonaro se reúne com maioria dos ministros indicados; falta definir Meio Ambiente

Valter Campanato/Agência Brasil Futura ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, fala à imprensa no CCBB
Futura ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, fala à imprensa no CCBB

A advogada e assessora do senador Magno Malta, Damares Alves, foi anunciada nesta quinta-feira, 6, como chefe do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Damares, que é advogada, educadora e pastora evangélica, é a segunda mulher anunciada para compor o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, que já conta com 21 ministérios.

O anúncio foi feito pelo ministro extraordinário de transição Onyx Lorenzoni no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do governo de transição.

A futura ministra disse que vai trazer para o protagonismo mulheres que ainda não foram atingidas por políticas públicas e que vai fazer um amplo pacto pela infância, já que a Secretaria da Infância também vai integrar a Pasta.

"Infância vai ser prioridade nesse governo, é intenção do presidente", disse Damares após ser anunciada como ministra.

Ela afirmou ser contra a legalização do aborto e disse que a gravidez é "um problema que dura só nove meses", enquanto interromper a gestação caminha ao lado da mulher "pela vida inteira".

"Se a gravidez é um problema que dura só nove meses, o aborto é um problema que caminha a vida inteira com a mulher", declarou.

A futura ministra é funcionária do senador Magno Malta (PR-ES), figura importante na campanha de Jair Bolsonaro, mas que não foi indicado para nenhum cargo no governo. "Senador Magno Malta até este momento ainda é meu chefe, sabe do convite, está feliz e entende que eu fui convidada por causa do meu trabalho ao longo de anos", disse.

O novo ministério, comandado por Damares, também vai agregar a Fundação Nacional do Índio (Funai), responsável pela demarcação de terras indígenas e políticas voltadas para esses povos.

A futura ministra negou que dificuldades e controvérsias envolvendo a Funai serão problemas. "Funai não é problema neste governo, índio não é problema. O presidente só estava esperando o melhor lugar para colocar a Funai. E nós entendemos que é o Ministério dos Direitos Humanos, porque índio é gente, e índio precisa ser visto de uma forma como um todo. Índio não é só terra, índio também é gente."

Com este anúncio, a equipe ministerial já conta com 21 ministros. Segundo Onyx Lorenzoni, o presidente eleito continua refletindo sobre a escolha para o Ministério do Meio Ambiente, a última pasta a ter o titular definido.

Reunião ministerial

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, se reuniu com praticamente todos os seus futuros ministros para fazer os ajustes finais da estrutura das pastas. O encontro aconteceu na manhã desta quinta-feira, 6, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede da transição, em Brasília.

Além de Onyx Lorenzoni, participaram da reunião os futuros ministros Sergio Moro (Justiça e Segurança), Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral), General Santos Cruz (Secretaria de Governo), General Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) e Osmar Terra (Cidadania). Por recomendação médica, o futuro ministro da Economia Paulo Guedes não veio a Brasília esta semana e por isso não participa do encontro.

O astronauta Marcos Pontes disse, logo após a reunião, que pretende recuperar o prestígio da ciência e tecnologia neste momento de transição e ao longo do ano que vem, para aumentar os recursos do setor.

"[Ciência e tecnologia] é estratégico para o desenvolvimento do país, assim como educação, e nós precisamos ter esse prestígio para dar esse retorno para a sociedade", disse Pontes, que também nesta quinta se reuniu com representantes de entidades para iniciar "contato direto entre as pessoas que estão no dia a dia da ciência com as estruturas políticas".

 

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