Diário da Região

06/12/2018 - 19h24min

IMPOSTOS

Mais de 5 mil empresas de Rio Preto podem ser excluídas do Simples Nacional

Empresas podem perder a chance de pagar impostos em cota única e que saem mais baratos

Pixabay / Domínio público Com cota única, a carga tributária do Simples Nacional é menor quando comparada a pagar os impostos separadamente.
Com cota única, a carga tributária do Simples Nacional é menor quando comparada a pagar os impostos separadamente.

O Brasil ocupa a 30ª posição do ranking de países que mais pagam impostos e menos veem retorno com esse dinheiro, de acordo com o Índice de Retorno de Bem Estar Social. Mesmo com a carga tributária elevada, deixar de pagá-la não é uma boa opção para a pessoa física, muito menos para a jurídica.

Quando um empresário abre o seu negócio, já precisa aderir a algum sistema fiscal para pagar os impostos. Uma alternativa que facilitou a vida desses empresários foi a criação do Simples Nacional. Segundo dados da Receita Federal, em todo o País, 716 mil empresas foram notificadas por dívidas com o Simples e podem ser excluídas do regime caso não regularizem a situação até janeiro de 2019. Desse total, 5.265 mil empresas são de Rio Preto.

O contador Anderson Felício explica que o Simples Nacional nada mais é do que um regime tributário das empresas unificadas. Com uma cota única de todos os impostos em um único boleto, a carga tributária é menor quando comparada a pagar os impostos separadamente.

De acordo com Anderson, essas empresas que estão com débito com a Receita Federal recebem uma notificação da RF informando que têm o prazo de 30 dias para regularizar a situação. Se a empresa conseguir colocar as contas em dia neste prazo ela volta ao regime do Simples Nacional. Mas, caso não consiga, ela continua no regime até o final desse ano e tem até 31 de janeiro para regularizar esse ato ou deixar fazer.

Vantagem do Simples Nacional

Redução de impostos - "Todas as empresas optantes pelo Simples Nacional têm uma grande redução da carga tributária de impostos. Pagará um imposto em vez de oito e, consequentemente, um percentual muito abaixo do que as empresas não enquadradas nesse regime", explica o contador Anderson Felício.

O que acontece se a empresa ficar fora do regime?

O contador esclarece que, quando a empresa não está no Simples Nacional, opta por outros regimes tributários. Dentro desse regime, verifica-se qual o imposto que tem de pagar e faz esse pagamento.

Porém, o percentual de tributação é maior do que o do Simples Nacional. Segundo Anderson, todos os tipos de empresas podem aderir ao Simples. "Porém, há algumas atividades que são impeditivas da opção do Simples Nacional. Comércios, indústrias, prestação de serviços podem aderir. Algumas atividades são impedidas de fazer a opção pelo regime, por exemplo, instituição financeira", afirma.

Fora do Simples, empresário sentiu no bolso

Proprietário de uma empresa de Rio Preto, Roger Domzelini Destri conta que, em meados de 2017, a firma passou por uma dificuldade financeira e deixou de pagar alguns impostos e alíquotas. No final do mesmo ano, a empresa foi excluída do Simples Nacional. O negócio passou 2018 inteiro fora do regime, pagando taxas de impostos mais caras, que interferiram na rentabilidade da empresa, no lucro, capital disponível para investimento, entre outras.

Para se ter uma ideia da diferença de valores, com o Simples Nacional a empresa pagava 6% do faturamento mensal da empresa; sem o regime, o valor mais que dobrou e chegou a 15% mais caro. "Não vale a pena deixar de pagar os impostos, porque são devidos e o governo cobra isso. O que acha que naquele momento é ruim de estar pagando os impostos, quando excluído pode pagar uma receita bem maior. O que estava ruim pode ficar pior. Então, é interessante que se cumpra as obrigações fiscais que temos com o governo. Mas deixar de pagar não é a melhor saída. Se pudesse voltar atrás eu teria sacrificado alguma outra coisa e ter ficado com os impostos em dia", finaliza.

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