Diário da Região

30/11/2018 - 21h24min

Editorial

A corrupção como regra

A Operação Lava Jato demarcou nova expectativa em relação aos políticos e toda sorte de gente que gravita em torno deles, geralmente apadrinhada em cargos públicos, como o Brasil é pródigo em produzir. Se antes das múltiplas falcatruas desnudadas pela força-tarefa de Curitiba e por seus braços em outras cidades brasileiras, como agora mesmo no Rio de Janeiro, o cidadão tinha alguma dúvida de que a corrupção é generalizada entre eles, agora tem certeza. Para o senso comum parece quase impossível acreditar que exista político honesto. Os que passam tal impressão é porque ainda não foram pegos em flagrante delito.

A imagem que o brasileiro faz dos homens públicos, justificada por eles, é péssima para a nação, interna e externamente. Abala a confiança, dentro e fora das fronteiras, na legalidade, impessoalidade e, sobretudo, na moralidade, com que conduzem os negócios do governo. Jogados por terra tais conceitos, fica abalada a própria ideia de Estado Democrático de Direito, modelo adotado pelos países desenvolvidos, que esperam vê-lo espelhado em nações com as quais se relacionam - e não por mero capricho, mas por um mínimo de segurança jurídica nas transações comerciais. A corrupção encarece os custos para empregar dinheiro no Brasil - diante das regras flexíveis de contratos alimentadas pelas gordas propinas cobradas pelos agentes do Estado - e afasta investidores internacionais. Internamente, sufoca a livre concorrência entre as empresas, ao privilegiar sempre aquelas dispostas ao suborno.

A prisão de quatro governadores do Estado do Rio de Janeiro no espaço de duas décadas com o encarceramento do atual, Luiz Fernando Pezão, na manhã de quinta-feira, 29, é apenas o exemplo mais gritante desse cenário de terra arrasada. É improvável que algum brasileiro que acompanha o noticiário acredite que o que acontece no Rio seja uma "exceção". No imaginário coletivo, repita-se, a sensação é de que é regra, mesmo, e que se outros governadores e prefeitos ainda não tiveram o mesmo destino de Pezão, é porque não foram investigados a fundo.

A prisão de Pezão carrega em si outro aspecto para aumentar o pessimismo quanto a uma mudança de costume dos políticos. Todas as agruras que o antecessor dele no cargo, Sérgio Cabral, passou e passa na prisão pela roubalheira que promoveu nos cofres públicos foram incapazes de intimidá-lo a seguir delinquindo. Apavorante.

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