Diário da Região

29/11/2018 - 21h35min

Editorial

Dependentes do Bolsa Família

O crescimento na quantidade de dependentes do Bolsa Família em Rio Preto e região mostra que ainda vai levar um tempo para o Brasil emergir completamente da crise em que a ex-presidente Dilma Rousseff afundou o País com suas desastradas medidas econômicas, agravadas depois pela instabilidade política que provocaria o impeachment da petista em agosto de 2016. De lá para cá, o País vem se esforçando para recolocar a economia nos trilhos, esforços também abalados pelos escândalos de corrupção que minaram a credibilidade de Temer e do próprio governo. Com isso, a retomada que poderia ter ganhado um ritmo acelerado vai se dando lentamente.

E, nesse processo, os efeitos se dão como ondas e demoram mais a chegar na base da sociedade, justamente onde estão as pessoas que mais sofrem com a falta de dinheiro. Reportagem publicada ontem pelo Diário é um bom exemplo disso. Desde que a crise se aprofundou com Dilma em 2014, o número de beneficiários do Bolsa Família subiu de 22,9 mil para 30,6 mil na região, uma variação de 33,5% em quatro anos. Ou seja, apesar da recuperação que se ensaia nos últimos dois anos, ela não se faz sentir nas franjas da sociedade.

Entre as cidades da região que registraram crescimento na soma de beneficiários da bolsa do governo federal nos últimos quatros anos, Rio Preto registrou o maior aumento, saiu de 7.347 pessoas em 2014 para 11.244 neste ano, mais de um terço do total de beneficiados no conjunto de municípios dos quais faz parte. Maior e mais complexa economia da região, Rio Preto sentiu mais agudamente a retração, refletida no fechamento de postos de trabalho que persistiu até 2016. Infelizmente, a reabertura dessas vagas não se dá na mesma proporção.

À parte a questão econômica, o governo, em suas três esferas, precisa se atentar mais para os aspectos sociais do programa e das pessoas atendidas por ele. O Bolsa Família não pode ter como razão de existir a de servir de contrato de "compra e venda" entre o governo de plantão e seus dependentes, como ocorreu na era lulopetista, que usou o programa para cooptar eleitores principalmente nas regiões mais pobres do País.

O governo tem o dever de criar condições para preparar os beneficiados do programa para que consigam se manter por si próprios e com outros programas na área de educação e capacitação profissional para que dependam o menor tempo possível da bolsa. Do contrário, mesmo quando a economia estiver aquecida novamente, eles continuarão dependentes do auxílio governamental, incapazes de atender as exigências das vagas de emprego que vão surgir.

 

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