Diário da Região

27/11/2018 - 22h36min

Editorial

Menos Cuba

O Brasil vai dando resposta à altura contra a atitude revanchista da ditadura cubana de chamar de volta os mais de 8 mil médicos que enviou para cá, em conluio com o governo lulopetista, para participar do Programa Mais Médicos. A investida de Havana é tentar desestabilizar logo de saída, provocando caos na saúde pública, um governo que nem tomou posse, o do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

O governo brasileiro, ainda sob a batuta do presidente Michel Temer, está sendo rápido em tentar impedir a bagunça que os filhotes de Fidel Castro pretendem ver instalada por aqui. Lançou edital para repor os profissionais cubanos e foi atendido prontamente. A dez dias do encerramento do prazo de inscrições para os interessados nas vagas, o governo já está com quase 100% dos postos preenchidos.

Um exemplo é aqui mesmo na região de Rio Preto, onde 58 das 62 vagas já foram preenchidas, segundo levantamento que o Diário fez na segunda-feira e publicou ontem. A expectativa é de que os médicos comecem a trabalhar até a segunda quinzena de dezembro. Uma das cidades mais atingidas na região com a saída dos médicos cubanos, Fernandópolis já está com as seis vagas preenchidas.

Em nível nacional, balanço do Ministério da Saúde indica que 8.278 profissionais já estão alocados e que outros 21,4 mil tiveram a inscrição efetivada, mas sem a escolha do local de atuação. Ao todo, foram 30.734 inscritos com registro no Conselho Regional de Medicina no Brasil. A quantidade de profissionais que acorreu ao chamado do Ministério da Saúde reforça a suspeita levantada na semana passada pela imprensa que o Programa Mais Médicos atendeu mais aos interesses da ditadura cubana do que aos do governo brasileiro. Telegramas da embaixada do Brasil em Havana mostram que a proposta de criar o programa partiu de Cuba e foi negociada secretamente com o governo da ex-presidente Dilma Rousseff em 2012. Um acordo cheio de imposições que a petista acatou docilmente, como a de impedir que os médicos cubanos fizessem teste de capacidade técnica ou que continuassem no País fora do programa. E, pior, queria fazer do Brasil refém em um atendimento essencial.

Cabe ao governo agora, e Bolsonaro deve ser cobrado a seu tempo, esforçar-se para que as populações atendidas pelos cubanos não sintam pela falta deles. Para tanto, terá o desafio de incentivar os médicos brasileiros que vão substituí-los a permanecer nos locais para onde forem enviados ou, no mínimo, ter um plano eficiente de reposição. Necessidades que demandam não apenas salário digno, mas condições mínimas para que possam exercer seu trabalho.

 

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