Diário da Região

24/11/2018 - 21h46min

Editorial

Esforço pela Educação

Duas reportagens sobre a educação pública em Rio Preto que mereceram destaque na edição de ontem do Diário mostram de maneira exemplar as contradições que a cidade e o País enfrentam e que sociedade e governo, em todas as suas esferas, precisam se esforçar para superar. No mesmo dia em que a cidade recebeu o ministro da Educação para anunciar uma solução, o início das obras para reformar o prédio que vai abrigar um campus do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), que a partir de 2020 irá oferecer cursos técnicos de nível superior de qualidade e gratuito, o jornal noticiava, páginas à frente, um problema: que uma escola pública no Parque Nova Esperança, que atende 600 alunos de conjunto habitacional em um dos pontos mais distantes da periferia, amanhecera fechada por absoluta falta de segurança depois de uma violenta briga entre os próprios estudantes.

A meta a ser perseguida, a médio e longo prazos, é fazer com que escolas como a do Parque Nova Esperança, e elas são inúmeras Brasil afora, escapem da condição precária em que se encontram e alcancem o nível de excelência das melhores universidades e institutos de ensino superior da rede pública, antes que ocorra o contrário. Não é uma tarefa fácil diante do sucateamento do ensino fundamental, mas não é por isso que deve ser deixada de lado. Muito pelo contrário. Demonstra ainda mais sua urgência, sob o risco de em poucos anos o País entrar em colapso, se é que já não entrou.

Uma das grandes dificuldades é falta de dinheiro de um Estado dilapidado pela corrupção e ineficiência dos governantes e do corporativismo dos servidores, que, sobretudo nos postos mais altos, formaram uma casta que vampiriza os recursos públicos que deveriam estar sendo empregados para investir nas obrigações sociais dos governos; não só na própria educação, mas em saúde, segurança, infraestrutura sanitária e tantas outras demandas.

Mas o problema não é só de financiamento. O dinheiro sempre será insuficiente. E mesmo que não fosse, a educação demanda envolvimento da sociedade. A escola do Nova Esperança, por exemplo, já havia ganhado o noticiário em 2015 pelos mesmos problemas. O juiz da Infância e Juventude, Evandro Pelarin, liderou força-tarefa a fim de tentar pacificar o local. Devia ter começado ali um grande concerto entre o governo estadual, responsável pelo estabelecimento, professores, alunos, Prefeitura, entidades sociais, população do bairro, para transformar a escola. Mas, pelo que se depreende da reportagem, passados três anos do primeiro tumulto, restaram apenas vigilantes. E bastou que eles se fossem, por falta de pagamento, para a violência voltar.

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