Diário da Região

23/11/2018 - 22h40min

Editorial

Crime abominável

Cidadãos aparentemente comuns - supostamente trabalhadores, cumpridores de suas obrigações sociais - recebem a inesperada visita da polícia e saem de suas casas algemados direto para a delegacia. Uns vão da sala do delgado direto para a prisão, outros são liberados sob pagamento de fiança. Uns e outros, no entanto, já terão passado pelo vexame, pela desonra pública por ver e/ou compartilhar pornografia infantil.

Foi o que aconteceu em Rio Preto, como parte de uma grande operação que se estendeu por 18 estados brasileiros e até na capital argentina, Buenos Aires, nesta quinta-feira, 22, conforme reportagem na edição de ontem do Diário. Aquele sujeito insuspeito que trabalha na mesa ao lado na repartição ou da casa vizinha no elegante condomínio contribui para a indústria de pornografia no que ela tem de mais ignominioso e ilegal: a exploração sexual de crianças e adolescentes.

Não foi a primeira e provavelmente não será a última operação do gênero em Rio Preto e região. Lamentável, pois o pedófilo, em vez de procurar tratamento para seu transtorno mental, prefere alimentá-lo, achando que ao restringi-lo ao voyeurismo virtual não está fazendo mal ou, no mínimo, achando-se protegido dos rigores da lei. Mas a polícia, com auxílio da mesma tecnologia sob a qual o sujeito se acredita resguardado, está cada vez mais eficiente em investigá-lo e prendê-lo. Afinal, se a pedofilia, assim como o vício em cocaína, para citar um exemplo, é considerada uma patologia, a pornografia infantil e o tráfico de drogas, como é a cocaína, são crimes sujeitos a severas penas. E o pedófilo, ao consumir e compartilhar vídeos e fotos, está alimentando essa indústria criminosa e covarde, que explora sexualmente crianças e adolescentes. Se a sociedade pode e deve oferecer ajuda para doente (ou nem tanto), não pode, em hipótese alguma, ser condescendente com seus crimes, ainda mais quando envolvem crianças.

Mas prender pedófilos que chafurdam em pornografia infantil não basta. A polícia, não só do Brasil, mas do mundo inteiro, não deve medir esforços para desbaratar a própria indústria que produz esse conteúdo abjeto e fazer mofar na prisão seus produtores, que, não raro, assim como muitos traficantes de drogas, são bandidos da pior categoria que se aproveitam da tragédia humana para ganhar dinheiro imundo, às custas de seres frágeis, indefesos, que deveriam proteger em vez de abusar.

 

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