Diário da Região

09/10/2018 - 00h30min

Cartas do Leitor

Governo

O vencedor da eleição presidencial de 2018, além de comemorar o feito, deverá se preparar para enfrentar uma verdadeira montanha de problemas; na verdade, uma pedreira, como se dizia. Logo no início de seu mandato haverá uma enxurrada de demandas e questões a serem encaminhadas para atender aos anseios dos mais diversos setores da sociedade, que não tem mais paciência para lidar com promessas políticas que nunca são cumpridas.

Dentre os temas mais explosivos estão as chamadas reformas de Estado, ou seja, as reformas previdenciária, tributária e a política, entre outras não menos importantes, além da possibilidade de uma revisão da reforma trabalhista, que vem sofrendo críticas por ter sido aprovada sem um amplo debate com os setores interessados. Além disso, há outras demandas, como o problema do desemprego, o drama da segurança pública, e o subsídio do diesel, implantado para pacificar o movimento dos caminhoneiros, mas que acaba no próximo mês de dezembro. Nada disso terá uma solução simples.

Pairando sobre tudo, há o ajuste fiscal, que configura uma meta central a ser alcançada por qualquer governo, seja ele de direita, de esquerda ou de centro. Sem o ajuste fiscal, nada irá adiante neste País. É óbvio que todos sabem disso. O problema é como fazer o ajuste sem descontentar vastos setores da sociedade, que, num primeiro momento, terão seus interesses contrariados. Não é por outra razão que o ajuste fiscal vem sendo sistematicamente adiado. Ninguém quer cortar gastos ou perder vantagens.

Faz parte dos costumes políticos que um governo recém-empossado, ainda gozando de grande popularidade, aproveite a ocasião para deslanchar medidas necessárias, porém antipáticas aos olhos da maioria. Afinal, as reformas, ainda que necessárias, não trazem nenhum benefício imediato ao povo; elas apenas acenam com um futuro promissor. Resta saber se a maioria do povo está, mais uma vez, disposta a acreditar nas promessas e apoiar o governante.

Em meio a tudo, está o Congresso Nacional, de cuja aprovação o governo necessitará para fazer as reformas. Esse é outro enorme obstáculo a ser contornado, pois nem sempre está na agenda dos partidos políticos a aprovação de determinadas reformas. Publicamente, todos são favoráveis às reformas; contudo, na hora da votação, as coisas são outras. A essa altura, entrarão em cena as negociações para uma costura política que permita a aprovação. No fundo, será o velho e conhecido expediente do "toma lá, dá cá".

A democracia não é só um governo das maiorias, e sim um governo que, embora eleito pela maioria, procure atender aos diversos interesses que surgem naturalmente no seio de uma sociedade tão diversificada como a brasileira. Há tempos que este vem sendo o principal desafio enfrentado pela classe governante. Depois do vendaval de ódio e fake news que tomou conta desta campanha eleitoral, só nos resta saber se teremos finalmente a bonança, com o novo governo que assumirá. É esperar para ver.

João Francisco Neto, Monte Aprazível.

Eleições

Nas eleições de domingo, demonstrando que a internet tem mais influência do que a TV aberta, democraticamente, mudaram-se radicalmente as composições da Câmara dos Deputados e do Senado e selecionaram-se dois candidatos à Presidência da República. Foram escolhidos os dois mais desejados pelo povo brasileiro. Porém, pelo que apontaram as pesquisas, esses dois candidatos, paradoxalmente, são também os mais indesejados. Pelo que consta, um é apontado como extrema direita e o outro como extrema esquerda. Esperamos que quem não for eleito no último domingo de outubro, pelo bem do Brasil, respeite o devido recado das urnas e não tente implantar o "terceiro turno" das eleições. Sabe-se que, nas democracias representativas, a exemplo do Brasil, o papel de contraponto da oposição é importante, desde que ela seja proativa, estabeleça a dialética e defenda os interesses da sociedade. Porém, deve ser rechaçada uma oposição que tenha como estratégia o "quanto pior, melhor" e que não apregoe a desqualificação dessas eleições e das instituições democráticas. Aguardemos os acontecimentos!!!

Jorge Abdanur Estephan, Rio Preto.

Fantoche

Nem bem acabou a apuração do 1º turno e o candidato fantoche já tomou um jatinho para Curitiba com o objetivo de articular a campanha do 2º turno com o seu tutor presidiário. Essa prisão do Lula já está virando uma piada nacional.

A PF de Curitiba está parecendo a casa da mãe Joana, onde se entra e sai a hora que quiser. Já está na hora desse presidiário ir para uma cela comum e seguir as mesmas regras impostas aos marginais, afinal a lei não é para todos? A propósito, se não me engano, Lula nem tem curso especial para ficar em cela especial.

Chegou a hora do PT utilizar todo o dinheiro da corrupção para tentar manter o seu projeto de poder, custe o que custar, e já estamos visualizando isso nas redes sociais, onde o PT contratou um batalhão de pessoas para defender o partido, inventar calúnias e desconstruir o seu adversário político, bem ao estilo PT de pegar uma mentira e transformá-la em verdade. Porém, já vimos que o povo está dando o recado nas urnas afirmando estar de saco cheio dessas falcatruas e manobras petistas.

Miguel Freddi, Rio Preto.

Consciência

O Brasil que queremos tem que ser fruto da sabedoria humana, mas com inspiração divina. A verdadeira sabedoria é dom de Deus, que nos faz sábios e comprometidos com as realidades da vida, no discernimento entre o bem e o mal. Não podemos continuar com uma Nação tão fragilizada em relação ao bem, mergulhada em práticas de violência, assassinatos e todo tipo de ameaça às pessoas.

Falam por todos os cantos que o país está "quebrado", endividado, mas também mal administrado e quase inviável. É o caso ainda de se perguntar onde está nossa riqueza, nosso dinheiro, se temos um território tão produtivo e próspero. O que realmente está faltando é a sabedoria divina e humana da partilha. Poucos com muito e muitos com pouco, ferindo a justiça social.

Dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo de Uberaba, ex-bispo de Rio Preto.

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