Diário da Região

28/10/2018 - 00h30min

Artigo

A doença e a cura nascem no mesmo lugar: em nosso íntimo

Reprodução Karina Younan
Karina Younan

A incessante procura para melhorar os relacionamentos entre as pessoas ganha uma profunda reflexão quando se inicia uma psicoterapia. A proposta se modifica, todos querem aprender a viver e conviver bem com as outras pessoas, mas se esquecem que o mais difícil desta vida é viver bem consigo mesmo. Nossa educação aponta erros e falhas, não nos sabemos com amor e admiração. Se alcançarmos a compreensão de que aqueles que mais nos amam tentam nos modificar com desespero e se tornam nossos maiores algozes, poderemos o perdão. Basta olhar nossos pais.

Difícil mesmo é sentir bem-estar com quem somos e o que pensamos. Precisamos buscar, com seriedade e afinco, primeiramente o reconhecimento e a aceitação, para então encontrar o sentimento de apreço interno e satisfação a respeito de nós mesmos. Quem se dedica e encontra admiração pela própria caminhada muitas vezes cria anticorpos para as demandas alheias. Não se abala tanto com as queixas dos outros, confere as críticas e não precisa ter 100% de aceitação, mas, enfim, por que deveria?

É impossível conseguir agradar e satisfazer as expectativas alheias. Algumas pessoas não lutam nem para gostar de si mesmas, por que gostariam de nós? Todo mundo deve perceber que existem questões que são da outra pessoa e que não vão mudar, seja por condicionamentos ou por que são convenientes a eles naquele momento. Degladiar contra isso só pode nos fazer muito mal. Não vale a pena trocar a sua paz por encenação. Deixe com o outro o que é do outro. Tente fazer o seu melhor e só, todo o resto precisa de um basta, não se permita tormentos injustificáveis. Autoestima não significa que todos irão nos aprovar, por que é assim e tudo bem.

Se a sua consciência lhe exige mais que isso, você não praticou amizade e consideração por si mesma. Quando o fazemos, escolhemos melhor os que gostaríamos de agradar. Olhamos para nós mesmos e nos perguntamos com humildade como podemos esperar nunca errar? Afinal, quem pensamos que somos?

Pratique um bom diálogo interno e, antes de pensar em como conviver melhor com as pessoas, seja realista a respeito da tentativa em ser perfeito para os demais, essa síndrome de Hércules que aflige a tantos. Tenha consideração por quem você se tornou e os caminhos que trilhou, as possibilidades que teve e as escolhas que fez, porque é isso que pessoas justas fazem.

Elas se corrigem e percebem que viver é um eterno corrigir-se por mais que tentemos nosso melhor. Quando você conseguir gostar realmente de você, mas se deparar com o não gostar de alguém, encerre os por quês, cada um tem sua trajetória, não é possível controlar tudo. Recorde-se dos que estão ao seu lado nas dificuldades e concentre-se nos que você tem, por que o que se passa na mente das outras pessoas não é uma lógica acessível e a terra do que não nos pertence é vasta e inútil. Caminhe procurando ser a pessoa de valor que você admiraria e não olhe para os lados. Conforme-se em agradar aos que se dispõem, não tente os que não olham ou não querem porque assim você só se maltrata. Olhe as outras pessoas que admira e busque neles suas referências.

Perceberá muitas vezes que você foi mais crítico consigo mesmo do que os outros seriam, do que você seria com outra pessoa que estivesse em seu lugar. Se somos tudo aquilo que fala e também o que cala em nós, somos o que pensamos e sentimos e não existe relacionamento mais importante do que a paz de espírito em viver bem com quem nos tornamos, procurando por aqueles que nos enxergam além das aparências, além do que é dito.

O mais importante, desafiador e significante de todos os sentimentos é aquele que direcionamos a nós. Quando o ensinamento cristão pede que amemos ao próximo como a nós mesmos, significa por princípio, termos a melhor das considerações conosco. Superarmos a seriedade das certezas praticando a humildade. Só com amizade e bom humor passamos a nos sentir bem com o imponderável da vida e a tolerar suas dificuldades

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