Diário da Região

16/10/2018 - 10h53min

ATENÇÃO, PAIS!

Saiba mais sobre a felicidade como herança para os filhos

"A infelicidade que domina os pais é o modelo central do receio, insegurança e frustração de seus próprios filhos. As pessoas não são mais felizes por falta de exemplos"

Pixabay
"Não confundam autosacrifício com amor e autocuidado com egoísmo, são instâncias diferentes"

As pessoas dizem muito que a felicidade é um caminho, mas os caminhos estão todos aí, não basta escolher um ou ter sorte naquele que escolhemos, porque se os caminhos estiverem errados, podemos sempre modificá-los, abreviá-los, ou não mais prosseguir na caminhada.

São nossos passos os modelos para nossos filhos. Aquilo que fizermos diante das circunstâncias que estivermos. Nossas ações (e não os acontecimentos) é que serão um norte de conduta para eles.

Lamentamos nossas escolhas e não modificamos nossas trajetórias? Observamos o que o caminho nos revelou procurando extrair alguma lição dele? Procuramos rotas alternativas ou as vias mais fáceis? Confiamos em nossa observação ou seguimos o caminho que os outros apontam?

Já disse o poeta Jacques Prevert: "É preciso tentar ser feliz, mesmo que seja apenas para dar o exemplo." A questão que mais atinge pais aflitos ainda é: O que mais eu deveria fazer por meu filho para que fosse uma pessoa feliz? Não há dúvidas que os pais amam seus filhos, sentem suas dores, correm a socorrê-los. A grande questão é que as crianças aprendem a agir como nós, antes de nos escutar. Repetem o que fazemos conosco e não o que desejamos a eles. “Quero que meu filho seja uma pessoa feliz, não frustrado como eu”. Ora, mas é este o grande dilema da educação que se repete... Serão felizes, se vocês aprenderem a sê-lo também, como uma estrada que se constrói, facilitando o livre acesso dos que desejam seguir pelo mesmo caminho.

Fundador da psicologia analítica, Carl Gustav Jung dizia aos discípulos médicos: “Quem olha pra fora sonha, quem olha pra dentro, desperta.” Absolutamente necessária a dedicação dos pais (assim, em dupla) aos seus filhos. Mas os vejo, repetidamente, deixando suas vidas de lado para atender agendas e caprichos dos filhos, enquanto seus desejos mais secretos ficam de lado, esperando uma chance de se manifestar que nunca chega.

A infelicidade que domina os pais é o modelo central do receio, insegurança e frustração de seus próprios filhos. As pessoas não são mais felizes por falta de exemplos.

Pela falta de segurança pessoal (e não insegurança sobre o amor dos pais), as pessoas vivem sem acreditar e confiar no potencial que tem, sem ousar, sem se atirar e perseguir boas remunerações e relacionamentos melhores. Mas então você está dizendo para cuidarmos menos de nossos filhos? Estou. Com força. Se eles não forem bebês, vá se cuidar melhor, para o seu próprio bem e para o bem deles também.

Se olharmos claramente para o mundo e para as nossas próprias vidas, percebemos que tudo o que somos e que tudo o que fazemos, pertence a um todo maior, com fortes reflexos e influências do que vimos e assistimos nossos pais fazerem a si mesmos.

Imagine seus próprios pais tendo uma vida preenchida e com forte sensação de realização pessoal. Pense nos níveis de amorosidade que acompanham essas conquistas. Dá pra sentir o cheiro da liberdade, num mundo de crianças e adolescentes sobrecarregados.

Por isso gostaria de reforçar: não confundam autosacrifício com amor e autocuidado com egoísmo, são instâncias diferentes.

Ser feliz é o grande exemplo que faria com que nossos filhos também não se contentassem com menos.

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