Diário da Região

10/10/2018 - 21h12min

ELEIÇÕES 2018

Edinho anuncia que vai apoiar Jair Bolsonaro e João Doria

Proximidade com Rodrigo Garcia e rivalidade com Valdomiro levam prefeito de Rio Preto a declarar apoio a candidato tucano ao governo paulista, contrariando decisão de Skaf de apoiar Márcio Franca

Johnny Torres 30/10/2017 Edinho cumprimenta Doria durante cerimônia na Câmara de Rio Preto no ano passado em que tucano recebeu título de
Edinho cumprimenta Doria durante cerimônia na Câmara de Rio Preto no ano passado em que tucano recebeu título de "Cidadão Rio-pretense" do vereador Pauléra

O prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (MDB), aderiu ao "BolsoDoria" no segundo turno da eleição. O termo já foi usado no primeiro turno a quem votou em Jair Bolsonaro (PSL) para presidente e em João Doria (PSDB) para governador de São Paulo.

Na corrida presidencial, Edinho afirmou que levou em conta a votação do presidenciável do PSL em Rio Preto para tomar a decisão. Bolsonaro, que disputa o segundo turno com o petista Fernando Haddad, recebeu mais de 60% dos votos válidos na cidade na votação de domingo, 7.

"A população de Rio Preto deixou clara sua preferência já no primeiro turno, dando ao candidato 63,92% dos votos. Vamos caminhar ao lado da maioria dos rio-pretenses", afirmou o prefeito em nota encaminhada ao Diário na tarde desta quarta-feira, 10.

Na nota, Edinho também justificou o apoio ao candidato tucano ao governo de São Paulo. "Entendemos que João Doria é o candidato ideal no segundo turno por ser o mais preparado, com as melhores propostas para a educação, a saúde e a segurança. Destacamos a presença na chapa do vice Rodrigo Garcia, uma das grandes lideranças de nossa cidade", afirmou.

Ao apoiar Doria, Edinho segue caminho contrário ao de seu colega de partido Paulo Skaf, o candidato do MDB ao governo paulista no primeiro turno.

Nesta quarta, Skaf afirmou que irá apoiar a candidatura de Márcio França (PSB) no segundo turno. Atual governador de São Paulo, França tem como principal representante em Rio Preto, o ex-prefeito Valdomiro Lopes, também do PSB, adversário de Edinho.

A afinidade política do prefeito com o deputado federal Rodrigo Garcia (DEM), vice de João Doria, também contou para que Edinho apoiasse Doria. Rodrigo pediu apoio a Edinho logo depois da apuração do primeiro turno, do qual Doria saiu em primeiro lugar com 31,77% dos votos no Estado e em Rio Preto, onde o percentual foi ainda maior 37,59%.

Itamar com França

Nos apoios ao governo de São Paulo, o MDB ficou dividido na região. O deputado estadual Itamar Borges (MDB), de Santa Fé do Sul, afirmou que irá apoiar Márcio França, assim como Skaf. Itamar afirma que a decisão foi tomada pelo partido em reunião da direção executiva estadual. "Márcio França representa um novo caminho. É competente, com um ótimo currículo e muitos serviços prestados à população de São Paulo", afirmou parlamentar, cujas relações com Edinho azedaram depois que o prefeito lançou o filho para ser candidato a deputado estadual.

Skaf se une a França contra Doria no segundo turno

Reprodução de vídeo gravado por Márcio França para anunciar o apoio de Paulo Skaf
Reprodução de vídeo gravado por Márcio França para anunciar o apoio de Paulo Skaf

A decisão de apoiar João Doria (PSDB) ou Márcio França (PSB) "levou um minuto", disse Paulo Skaf (MDB), nesta quarta-feira, 10, ao anunciar sua entrada na campanha do pessebista para o segundo turno na disputa pelo governo de São Paulo. "Um grande motivo de estarmos juntos é o projeto em comum pela educação. Para isso, você precisa ter um governador com personalidade, com caráter, que fale a verdade", afirmou o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que por décimos perdeu sua vaga na próxima etapa do pleito.

França, por sua vez, afirmou que já tinha se decidido a fazer o movimento contrário e apoiar Skaf, caso ele estivesse no segundo turno. Sobraram alfinetadas dos dois, que já se aliaram em outras eleições, a João Doria. As campanhas ainda trocam telefones e negociam como trabalharão juntas daqui por diante, mas França e Skaf já pareciam afinados no discurso de que, segundo eles, o tucano não tem caráter e traiu a confiança do eleitor ao renunciar à prefeitura.

Skaf mandou um recado quando os jornalistas iam desligando o gravador: "Se alguém tem dúvida do caráter do Doria é só perguntar pro Alckmin", diz Skaf. França afirmou que o apoio do emedebista veio sem nenhum pedido de espaço na administração em troca, caso o pessebista seja reeleito. Ambos disseram que o acordo é que o governador adote pontos do plano de governo de Skaf na área da educação, sobretudo a proposta de levar o padrão das escolas do Sesi e do Senai para o ensino público.

Parceria com Sesi

Nesta quarta, o governador indicou que poderá fazer isso adotando um modelo de convênios da administração pública com o Sesi, que segundo ele poderia colaborar com seus profissionais e experiência. As ideias de Skaf receberam críticas de França ao longo do primeiro turno, que dizia que o Sesi e o Senai cobram mensalidade e isso impossibilitava a comparação com o estado.

Questionado sobre seus comentários sobre as tarifas, o pessebista respondeu: "Cada dia sua angústia. Ele tem modelo de muito sucesso, ele também falou muito de escola pública. Vamos juntar nossos esforços".

Os aliados reconciliados caminharam juntos pelas instalações do Sesi de Suzano, na grande São Paulo, acompanhados por lideranças dos principais partidos da coligação e prefeitos da região do Alto Tietê. Foi o maior evento em termos de concentração política das duas campanhas até agora.

O entrevero entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Doria na terça-feira, 9, em reunião partidária, foi um dos assuntos que circularam entre os políticos. O ex-governador sugeriu que seu apadrinhado político era um traidor. "A fala do governador Alckmin foi a fala de alguém que se sentiu de alguma forma traído e humilhado, desnecessariamente", comentou França.

Apoio a Bolsonaro

Skaf voltou a declarar voto em Jair Bolsonaro (PSL) para a Presidência e disse que a oposição de Doria ao PT, hoje, é uma contradição com o passado do ex-prefeito. "No governo Haddad, entrei contra o aumento de IPTU, não via onde estava João Doria. E no impeachment tivemos papel bem intenso. O Doria, nesses anos, o que eu vi é que ele ganhou dinheiro com o PT, ele trazia os ministros, fazia eventos", disse Skaf.

França prega a neutralidade na disputa presidencial. "São Paulo não precisa copiar o Brasil nesse grau de divisão. O gesto do Paulo Skaf hoje, o gesto de outros candidatos é um gesto que vai no contrafluxo dessa história de nacionalidade", comentou. Seu partido, o PSB, decidiu dar apoio nacionalmente a Fernando Haddad (PT), mas o liberou para não se manifestar. Sua vice, a coronel PM Eliane Nikoluk (PR), é favorável a Bolsonaro.

No domingo da eleição, o governador disse que não apoiaria ou votaria em Bolsonaro. Questionado nesta quarta sobre o voto no segundo turno, disse que não sabia ainda, mas que não o depositaria no PT.

Resposta de Doria

Após Skaf declarar apoio a França, Doria definiu o emedebista como um "Artur Lava Jato" que "vestiu a camisa vermelha". "É o 'Lava Jato' que se encontra à esquerda. Acho adequado, porque a esquerda que produziu o maior número de 'Lava Jatos' nos últimos anos", disse Doria. O tucano lembrou que a primeira vez que Skaf se candidatou ao governo paulista foi pelo PSB. "O Paulo Skaf já vestiu a camisa vermelha do Márcio França", disse o tucano.

Ele também afirmou que a decisão do PSDB estadual de apoiar Jair Bolsonaro (PSL) é partidária e que não espera contrapartida do militar.

(Folhapress)

Major Olímpio adere a França

Principal aliado de Jair Bolsonaro (PSL) em São Paulo, o deputado federal Major Olímpio, presidente do partido no Estado e eleito senador no domingo, 7, disse que vai votar em Márcio França (PSB) no segundo turno da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. "Eu não alimento meu carrasco. Não subo no palanque do PSDB. Por exclusão, vou votar em Márcio França", disse Olímpio nesta quarta-feira, 10.

Ainda segundo o dirigente do PSL, o partido decidiu ficar neutro na disputa estadual e liberou seus militantes. "Não vamos entrar em lutas domésticas. O PSL liberou inclusive nos estados onde está no segundo turno. Nosso foco é a campanha do Jair Bolsonaro".

Na manhã desta quarta-feira, França faz campanha em Suzano ao lado do presidente licenciado da Fiesp, Paulo Skaf (MDB), candidato derrotado do MDB ao governo paulista. O governador do PSB busca se aproximar do eleitorado de Jair Bolsonaro, apesar do seu partido ter optado por apoiar Fernando Haddad (PT) na disputa presidencial.

Os diretórios do PSB em São Paulo e no Distrito Federal foram os únicos liberados de seguir a orientação nacional. O candidato do PSDB ao governo, João Doria, tenta colar em Márcio França o selo de "petista", apesar de o PT não ter declarado apoio formal ao governador. (Agência Estado)

Eleuses segue mesmo caminho

O vice-prefeito licenciado de Rio Preto, Eleuses Paiva (PSD), seguiu o mesmo caminho do prefeito Edinho Araújo (MDB) no segundo turno das eleições presidenciais e para o governo de São Paulo. Eleuses afirmou também nesta quarta-feira, 10, que irá votar em Jair Bolsonaro (PSL) para presidente e para João Doria (PSDB) em São Paulo.

No primeiro turno, o PSD de Eleuses integrou a coligação que apoiou Geraldo Alckmin (PSDB) para presidente. O partido já estava com Doria.

O vice-prefeito se licenciou do cargo no início do ano já com vistas à disputa da eleição. Candidato a deputado federal, Eleuses obteve 81.160 votos no domingo, mas não conseguiu obter os votos necessários para se eleger. Em Rio Preto, ele foi o quarto mais votado com 13.992 votos, atrás do ex-prefeitos Valdomiro Lopes (PSB), com 23.757, Eduardo Bolsonaro e Joice Hasselmann, ambos do PSL, respectivamente com 20.366 e 17.699 votos.

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