Diário da Região

09/10/2018 - 00h30min

Apoios no 2º turno

Doria vai de Bolsonaro; Haddad espera Ciro

Wilson Dias/Agência Brasil Haddad espera apoio de Ciro Gomes
Haddad espera apoio de Ciro Gomes

João Doria (PSDB) disse "ele sim", mas nem tanto. Márcio França (PSB), oficialmente, é "ele não", mas procura não ofender o eleitor de Jair Bolsonaro (PSL). No primeiro dia da campanha no segundo turno, os dois candidatos ao governo de São Paulo começaram a marcar posição em relação à eleição presidencial, entre Bolsonaro e Fernando Haddad (PT). "Não sou igual ao Bolsonaro e não apoio integralmente as posições de Jair Bolsonaro. Votarei em Jair Bolsonaro, contra o PT, a esquerda, Haddad e Lula. Mas não endosso tudo", disse, ao ser questionado sobre a ditadura militar. "Endosso sim as políticas econômicas que ele manifestou e fundamentadas no trabalho de Paulo Guedes."

No domingo pela manhã, França tinha respondido a um internauta que não votaria nem apoiaria Bolsonaro. Na segunda, repetiu que sua campanha também não apoiará o PT e que ele tentará se posicionar como um conciliador em meio à polarização da política nacional.

A campanha do governador começou a distribuir um vídeo em que Doria diz não aceitar apoio de Bolsonaro e outro em que o senador eleito Major Olímpio (PSL), um dos principais aliados do capitão reformado, rejeita o voto Bolsodoria.

Doria voltou a tentar colar no adversário a imagem de esquerdista: "Márcio França representa a velha política, populista, genérico do PT". O governador usou a vice, a coronel PM Eliane Nikoluk (PR), como resposta para associação com a esquerda. Disse que, ao convidá-la para sua chapa, prometeu que não faria nenhum gesto de aproximação com o PT nesta eleição.

Ciro ressentido com Lula

Magoado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato do PDT à sucessão presidencial, Ciro Gomes, deve anunciar "apoio crítico" ao adversário do PT, Fernando Haddad, nesta quarta, 10.

Em reunião da executiva nacional do PDT, que será realizada em Brasília, o partido pretende fechar um apoio protocolar, definindo que o partido não ocupará cargos em um eventual governo, não participará da coordenação da campanha e fará oposição independentemente de quem seja eleito.

O apoio crítico deve-se ao ressentimento do partido com as articulações feitas por Lula para esvaziar a candidatura de Ciro. O PDT acusa o petista de ter atuado para impedir os apoios ao pedetista do PSB, que acabou neutro, e das siglas do centrão, que se aliaram a Geraldo Alckmin, do PSDB.

Partidos Centrão

O presidente do DEM, ACM Neto, afirmou nesta segunda-feira, 8, que o Centrão não atuará como bloco no segundo turno das eleições presidenciais. "Cada partido tomará sua [decisão]", afirmou ele, quando questionado se o grupo havia chegado a uma decisão sobre apoiar Bolsonaro ou Haddad. Ele participou de reunião com lideranças partidárias na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para discutir os rumos das siglas que se uniram em volta de Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno da disputa.

Além de ACM, participaram da reunião Valdemar da Costa Neto, liderança do PR, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o deputado Paulinho da Força (SD-SP) e o líder do governo Michel Temer na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Está prevista nova reunião com lideranças do DEM para a manhã desta terça-feira, 9. Vários políticos da legenda, como o deputado Onyx Lorenzoni (RS) e Tereza Cristina (MS) apoiam Bolsonaro.

Novo e Bolsonaro

A cúpula do partido Novo, de João Amoêdo, se reuniu nesta segunda-feira, 8, para estudar se apoiará a candidatura de Bolsonaro . "Vamos nos debruçar sobre as ideias do programa do Bolsonaro e sua capacidade de execução para entender o quanto nós apoiamos de fato ou não", disse Moisés Jardim, presidente do Novo.

Pelo menos um consenso já existe dentro da sigla que se fundou como representante da "nova direita": o de que "seja por tudo o que o PT fez ou promete fazer", o Novo "não consegue admitir voto no PT".

A resolução deve ser anunciada nesta terça-feira, 9.

Na reunião, o partido também discutiria como lidar com eventuais convites para cargos que seus filiados possam vir a receber em um governo de Bolsonaro.

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