Diário da Região

09/10/2018 - 00h30min

ELEIÇÕES 2018

'Onda Bolsonaro' faz mercado bater recorde

Dólar também cai para R$ R$ 3,7670 no dia seguinte à vitória do candidato no domingo

Reprodução Jair Bolsonaro fala ao Brasil sobre a ida ao segundo turno eleitoral.
Jair Bolsonaro fala ao Brasil sobre a ida ao segundo turno eleitoral.

A larga vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad (PT) no primeiro turno e os resultados expressivos de apoiadores do deputado no Congresso levaram a Bolsa a subir mais de 4% nesta segunda-feira, 8, e atingir volume recorde de negociação. O dólar recuou mais de 2% e agora ronda o patamar de R$ 3,75.

O Ibovespa avançou 4,57%, a 86.083. O volume financeiro no pregão somou R$ 29 bilhões de reais, recorde para um dia em sessão sem vencimento de opções. O giro recorde, de 17 de dezembro de 2014, foi de R$ 44 bilhões, em dia de exercício de opções. Excluindo-se o exercício, o volume no mercado à vista naquela data somou R$ 26 bilhões de reais, máxima histórica anterior.

Além disso, o real foi a moeda emergente que mais ganhou força ante o dólar nesta segunda. A moeda americana caiu 2,35%, a R$ R$ 3,7670. Na mínima, foi negociada a R$ 3,7110.

Nas mesas de negociação, a vitória de Bolsonaro no segundo turno, em 28 de outubro, é dada como certa, e analistas do mercado financeiro destacam que o capitão reformado do Exército provavelmente terá maioria no Congresso para aprovar reformas, algo que até então era motivo de preocupação.

"O primeiro turno da eleição presidencial deixou Bolsonaro em uma surpreendente boa posição para se tornar o próximo presidente brasileiro. Bolsonaro é o candidato mais pró-mercado, defendendo reformas necessárias e privatizações no país. Enquanto continuamos acreditando que a economia brasileira seguirá em recuperação lenta apesar do resultado da eleição, o resultado do primeiro turno será positivo", escreveu Alejandro Hardziej, analista de renda fixa do Julius Baer.

No domingo, eleitores deram 46,04% dos votos válidos a Bolsonaro, enquanto o petista Fernando Haddad, que vai disputar com ele o segundo turno, ficou com 29,26%. O PT ficou com 57 cadeiras na Câmara dos Deputados, a maior bancada, e o PSL, com 51.

"A principal dúvida que existe é a governabilidade. Quando tem Congresso com essa surpresa positiva, do PSL com bancada maior, começa a apontar para governabilidade maior do que se diria", diz o analista chefe da XP Investimentos, Karel Luketic.

"O PSL fez a segunda maior bancada da Câmara, agora o mercado começa a ver possibilidade de governo", acrescenta Victor Candido, da Guide, que projeta ainda uma aproximação de políticos dos partidos tradicionais, como DEM, MDB e PSDB, de um eventual governo Bolsonaro após a redução de suas bancadas.

Apoio do mercado

Investidores abraçaram a candidatura de Bolsonaro sob a fiança do economista liberal Paulo Guedes depois que perceberam que o tucano Geraldo Alckmin não conseguiria decolar na preferência dos eleitores.

No domingo, 7, Bolsonaro gravou um vídeo em que comentou o resultado do primeiro turno ao lado de Guedes (e não seu vice, General Mourão, ou dos filhos), o que foi destacado pelo mercado como mais um sinal de comprometimento com a agenda liberal do economista.

O otimismo também tem feito com que corretoras e bancos elevem suas apostas de alta do Ibovespa. Em relatório a clientes, o BTG Pactual escreveu que o favoritismo de Bolsonaro pode levar o índice a 90 mil pontos enquanto uma vitória do deputado abriria espaço para chegar aos 105 mil pontos (alta de 28% em relação aos atuais patamares).

Presença nos debates

Bolsonaro, disse à Rádio Bandeirantes nesta segunda, 8, que pretende participar de debates de televisão no segundo turno, se for liberado pela equipe média do Hospital Albert Einstein, e pretende "dar uns tiros pelo Brasil, no bom sentido", demonstrando intenção em viajar em campanha. Ele disse ainda que o candidato a vice-presidente na chapa, general Hamilton Mourão (PRTB), assim como o assessor econômico Paulo Guedes, não deve aparecer no segundo turno porque "não tem traquejo com a imprensa".

Retrospecto positivo

Desde 1989, na primeira eleição desde o processo de redemocratização, o eleitor não viu viradas no segundo turno para presidente. Foram cinco embates como o que veremos agora no segundo turno entre Bolsonaro e Haddad. Na primeira vez, o eleito foi Fernando Collor, pelo PRN. Após triunfar no primeiro turno, com 30,48% dos votos, ele venceu também o segundo, com 53,03%, em disputa com Lula, do PT.

Haddad visita Lula e discute ações

O candidato do PT à Presidência da República nas eleições 2018, Fernando Haddad, visitou na manhã desta segunda-feira, 8, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sua cela especial na sede da Polícia Federal em Curitiba - onde está preso e condenado pela Operação Lava Jato. Ele viajou em um jato acompanhado dos petistas Emídio de Souza e Luiz Eduardo Greenhalgh.

Haddad entrou sozinho para falar com Lula. Saiu cerca de uma hora depois. No primeiro ato da campanha de segundo turno, Haddad comemorou com Lula o resultado e discutiu os rumos da disputa contra o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, nessa segunda etapa.

Lula completou neste domingo de eleições gerais no País exatos 6 meses de prisão em Curitiba. Apesar do isolamento do cárcere, o petista comandou a campanha de Haddad por seus porta-vozes e por meio de bilhete manuscritos.

Uma "presença" ostensiva que Haddad parece querer evitar neste início de segundo turno. Após a visita a Lula, ele concedeu entrevista coletiva em um hotel de Curitiba, não em frente à carceragem como de costume. Haddad também reduziu as menções ao ex-presidente, e fez um aceno aos candidatos derrotados nas urnas.

Na coletiva, ele não quis detalhar a conversa que teve com Lula, com quem passou reunido por cerca de duas horas, e nem dizer qual a análise que o ex-presidente fez do resultado eleitoral.

O petista também não quis responder se voltará a visitar Lula em Curitiba. Por outro lado, disse que mantém uma "longa amizade" com Ciro Gomes (PDT), "desde o primeiro governo Lula", acenando com a possibilidade de aliança com o pedetista.

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