Diário da Região

10/10/2018 - 19h46min

Tempestade

Chuva bate recorde e provoca estragos

Temporais da noite de terça e tarde de quarta alagaram diversos pontos

Guilherme Baffi 10/10/2018 Muro do campus da Unesp de Rio Preto caiu durante temporal
Muro do campus da Unesp de Rio Preto caiu durante temporal

Temporais e pancadas de chuva marcaram as últimas 24 horas da primavera em Rio Preto e na região. Entre o começo da noite desta terça-feira, 9, e as 16h30 desta quinta, choveu 91 milímetros (mm) segundo medições do Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (Semae) e do Núcleo de Sementes. Ruas e avenidas ficaram alagadas pela maior quantidade de chuva em um único dia de 2018 em Rio Preto. A força da água da chuva também deixou estragos em algumas regiões.

A primeira pancada foi registrada a partir das 22h desta terça. Os ventos chegaram a 23 quilômetros por hora, segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Durante a noite, o volume de chuva foi de 72 mm, levando o acumulado do mês aos 80 mm. O valor é superior aos 77 mm de setembro.

Na ponte da avenida Monte Aprazível, o córrego Cobertinho transbordou, um carro ficou "pendurado" e o motorista foi socorrido por populares. "Tivemos que interditar o trânsito no local por meia hora por conta do risco", afirmou o chefe da divisão de risco da Defesa Civil, José Carlos Sé. A chuva também provocou estragos em pelo menos oito pontos da cidade. Equipes da Secretaria de Serviços Gerais realizaram uma força-tarefa para limpeza e desobstrução de locais que sofreram deslizamentos de terra e alagamentos, como na avenida Nadima Damha, próximo à ponte Estaiada, no Lago 3 da Represa. A rua do estádio Teixeirão também inundou. "Ali a boca de lobo não aguentou e inundou", disse o secretário Ulisses Ramalho.

Na ponte da Estância Alvorada também houve estragos por conta do deslizamento de pedras. Outra ponte que também ficou danificada com a chuva foi a da Maria Benta, na avenida Philadelpho Manoel Gouveia Netto. "Os prejuízos maiores são para os canteiros de obras", disse Ramalho. Já o Corpo de Bombeiros registrou a queda de seis árvores, cinco pontos de alagamentos, e a queda do muro nos fundos do campus da Unesp. "Ainda na hora da chuva, meu marido veio e tirou os tijolos do meio da rua. Espirrou bloco de concreto até no bar (do outro lado da calçada)", contou uma vizinha do campus.

Carros ilhados

Antes do Corpo de Bombeiros e as equipes da Prefeitura consertarem os estragos do temporal da noite, uma nova pancada de chuva voltou a cair na cidade no final da tarde desta quarta. A tempestade começou por volta das 15h e registrou mais 19,2 mm de chuva.

Com pelo menos 20 minutos de chuva intensa, o córrego Aterradinho, onde não houve obras para implantação de canais antienchente, voltou a transbordar nas travessias da avenida Murchid Homsi e na rotatória da avenida Lino José de Seixas. Dois carros ficaram ilhados e os passageiros precisaram ser resgatados. "Um carro ficou com água até na metade dos pneus. Retiramos duas pessoas que estavam apavoradas", disse o tenente Marcos Aurélio Gasparotti. "(No segundo caso,) o carro ocupado por duas mulheres também ficou ilhado. Após isso a chuva baixou e a situação foi normalizada", disse. Em outros pontos, como na avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira e no Distrito Industrial, a água da chuva também provocou alagamentos.

Ações contra enchentes

O coordenador da Defesa Civil de Rio Preto, coronel Carlos Lamin, afirma que está em andamento uma série de ações antienchentes nos córregos e rios da cidade para evitar alagamentos. Com uso de máquinas e em parceria com equipe da Secretaria de Serviços Gerais, estão sendo feitos a retirada de entulho e o rebaixamento do leito dos cursos de água para evitar transbordamento.

"Nossa equipe fez um levantamento minucioso na época de estiagem para apontar quais os pontos de risco de alagamento. Fizemos uma reunião na Prefeitura para traçar este plano de ação que já está em execução", diz.

Estão na lista das ações o rio Preto, os córregos Borá, Canela, dos Macacos, Tiago, Santa Rosa, Baixada Seca, Cobertinho e Piedadinha, diz Lamin. "O serviço já foi feito no rio Preto e vai ser feito gradualmente nos córregos até dezembro, quando chega a fase de muitas chuvas", revela o coordenador.

Além da limpeza da calha, a ação também envolve a limpeza de bueiros nas áreas de baixadas. Até o final do ano, a Defesa Civil quer lançar uma campanha de conscientização da população sobre a necessidade de manter as ruas, rios e córregos limpos. (Marco Antonio dos Santos)

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