Diário da Região

06/10/2018 - 00h30min

Arquitetura

Casa certificada

Rio Preto abriga o primeiro projeto residencial da região a pleitear certificação ambiental, dentro de um processo que envolve toda a cadeia produtiva de uma construção

Johnny Torres O fundo do lote do projeto de Daniel Ribeiro, que ainda está em construção, faz divisa com a área de lazer do condomínio, com lago e campo de golfe, o que foi determinante para o desenvolvimento da setorização, buscando uma vista direta da paisagem
O fundo do lote do projeto de Daniel Ribeiro, que ainda está em construção, faz divisa com a área de lazer do condomínio, com lago e campo de golfe, o que foi determinante para o desenvolvimento da setorização, buscando uma vista direta da paisagem

A certificação ambiental está mudando o panorama da construção civil no Brasil. Mais que a adoção de medidas isoladas para garantir uma pegada sustentável, a sua concessão envolve uma série de parâmetros que buscam tornar as edificações e as cidades melhores e mais eficientes.

Uma tendência consolidada nos grandes centros urbanos, a certificação ambiental para projetos residenciais começa a se tornar uma realidade na região. Em Rio Preto, a primeira residência com "selo verde" está sendo construída no condomínio Quinta do Golfe Jardins pelo arquiteto Daniel Alves Ribeiro, que pesquisa o tema há mais de 10 anos.

"Para se obter uma certificação ambiental, é necessário cumprir uma série de exigências, que começam logo no projeto arquitetônico, passando pelo canteiro de obras. Toda a construção é planejada não apenas para proporcionar mais qualidade de vida aos moradores ou reduzir custos com consumo de água ou energia, mas para garantir o mínimo de impacto em seu entorno, além de um ambiente seguro e saudável para quem trabalha na obra", comenta o arquiteto, que está pleiteando a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedida pela Green Building Council Brasil (GBC Brasil), uma das entidades do setor que emitem certificação ambiental.

No processo de qualificação, o projeto residencial conquista pontos ao atender cada requisito exigido pela GBC Brasil. Essa pontuação determinará o nível de certificação a ser concedida pela entidade: Verde (40 a 49 pontos); Prata (50 a 59 pontos); Ouro (60 a 79 pontos); e Platina (mais de 80 pontos). Tais requisitos estão relacionados as seguintes categorias: Implantação; Água; Energia e Atmosfera; Materiais e Recursos; Qualidade do Ambiente Interno; Requisitos Sociais; Inovação e Projeto; Créditos Regionais.

No canteiro de obras, por exemplo, Ribeiro teve de adotar medidas como uma central de resíduos, com caçambas específicas para armazenar as sobras de madeira e entulho, algo que não é tão comum num processo tradicional de construção. "É necessário um plano de gerenciamento de resíduos detalhado, que leva em consideração até mesmo a poeira do ar. Isso porque os resíduos da construção civil estão entre os principais vilões do meio ambiente", pontua.

Entre outras particularidades para a obtenção de uma certificação ambiental estão o consumo de matérias-primas na região em que a obra é realizada, e no caso de recursos naturais como madeira, a garantia de que foi extraída de forma legal e sustentável. "Na escolha dos metais e louças, por exemplo, devemos priorizar os modelos que geram eficiência. Até mesmo os eletrodomésticos que serão colocados na residência têm de contar com o Selo Procel de categoria A", diz.

Valorização

Segundo o arquiteto, além de minimizar os efeitos ambientais negativos, as construções certificadas são pensadas para oferecer o máximo de eficiência de forma concreta, desde a redução nos custos operacionais até a diminuição na conta de energia, o que na residência do Quinta do Golfe Jardins deverá ser de 70%. "Além disso, a obra fica extremamente valorizada após a certificação, elevando seu valor de locação ou venda”, acrescenta.

De acordo com o Ribeiro, a tendência é que esse modelo comece a se tornar mais comum no Brasil. Hoje, segundo a GBC Brasil, há apenas cerca de 50 projetos residenciais com essa certificação no País, sendo 16 deles em São Paulo. “Trata-se de um modelo de referência e um passo importante na promoção da construção sustentável na região”, afirma.

Futura residência do próprio arquiteto e de sua esposa e filho, a casa do Quinta do Golfe Jardins conta com 421 metros quadrados de área construída. O fundo do lote faz divisa com a área de lazer do condomínio, com lago e campo de golfe, o que foi determinante para o desenvolvimento da setorização, buscando uma vista direta da paisagem.

Os ambientes de convívio da residência (home, living, gourmet, varanda e piscina) ficam integrados em um amplo espaço envidraçado, que foi possibilitado devido à orientação sul e sudoeste das faces da implantação, garantindo a vista do horizonte para os moradores desde o acesso da casa.

Certificação ambiental residencial

Objetivos

Mitigação da mudança climática global

Melhoraria da saúde humana e bem-estar do ocupante

Proteção e restauração de recursos hídricos

Proteção e restauração da biodiversidade e os serviços ecossistêmicos

Construção de economia verde

Aumento da comunicação e educação, contribuindo para o aumento da equidade; social, justiça ambiental, saúde comunitária e qualidade de vida


Benefícios

Custos operacionais mais baixos e aumento do valor patrimonial

Redução de resíduos enviados

para aterros sanitários

Conservação de energia e água

Ambientes mais saudáveis e produtivos para ocupantes, resultando em um aumento da qualidade de vida, saúde e

bem-estar

Redução das emissões de gases

de efeito estufa

Qualificação para descontos fiscais, subsídios de zoneamento e outros incentivos financeiros por parte do poder público

Fonte: GBC Brasil

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