Diário da Região

10/09/2018 - 14h58min

O AMOR!

Se perder alguém, não se perca!

Aqueles que nos amam querem nos tirar de nossas limitações, nossos vícios comportamentais, nossas crenças limitantes

Divulgação Não se ressinta demais com os tropeços, use sua sensibilidade como bússola
Não se ressinta demais com os tropeços, use sua sensibilidade como bússola

Vocês já repararam que todo mundo é guru de relacionamentos? "Quem ama não abandona, quem ama não compete, quem ama te completará, quem ama isso e aquilo". Mas não é bem assim. Os ideais continuam sendo distribuídos sem moderação. Quem ama faz tudo certinho, por acaso?

Nós passamos por incríveis dificuldades de entendimento, não somos perfeitos nem com aqueles que amamos desmedidamente.

Difícil respeitar a individualidade, aceitar a pessoa que chega, o pacote que inclui qualidades e faltas.

Amar não significa um encaixe perfeito. Todo mundo tem dilemas, traumas, dificuldades relacionais. Educações e valores particulares, não cabemos em modelos, as cartilhas não nos servem.

As "dicas" de superação que o mundo virtual tem despejado nas redes sociais, além de muito chatas, não poderiam ser mais equivocadas. Tem autoamor pra todos os lados. Ninguém tem mais que tentar amar ninguém, o amor-próprio já é suficiente. Vai todo mundo se amar, só.

"Se ame e seja feliz. Se ame e se ame mais ainda se alguém não te amar. E se forem muitas frustrações, se ame mais". A lógica do desespero, só pode.

Fica até engraçada do ponto de vista psicológico: você se ama "em primeiro, segundo e terceiro lugar", pensa só em você, depois tenta amar alguém. Não vai rolar. No egocentrismo narcisista, nem enxerga mais as pessoas a sua volta.

O individualismo está em alta, mas amor só é construído com dedicação. Vai funcionar que jeito? Explica aí.

Autoestima está atrelada a respeito e não a vantagens materiais, mora bem longe dessa convulsão social.

O mal jeito existe, inclusive, por que em geral, aqueles que nos amam querem nos tirar de nossas limitações, nossos vícios comportamentais, nossas crenças limitantes. Tentam nos fazer enxergar onde erramos, nos tirar de nosso mundo particular e nos moldar. Uma tentativa de ajuda que, em geral, leva a ressentimentos.

A receita que dá certo, em geral, não dá ibope, é uma reforma íntima, calada.

Não dê um dane-se aos seus fracassos, eles pedem pela preciosa atenção do diálogo interno que nos melhora e modifica.

Na agitação e na pressa, viveremos à base de Rivotril, grudados no carregador do celular com medo de parar para não pensar, para não desmoronar.

Quem deseja uma longa jornada deve se preparar para as dificuldades imutáveis, deve entender que para mudar perspectiva de alguém levará tempo e que nem tudo o outro vai conseguir adaptar e que é isso, todo mundo tem seus defeitos.

Despertar paciências, desviar dos gatilhos.

Afinal de contas, convenhamos, não dá pra amar só o umbigo. O silêncio vai bater e é inevitável que nos encontremos com as consequências das imprudências vividas. Autoestima é parente da satisfação com nossos atos e escolhas, não da propaganda enganosa, da ostentação e da falsidade. Você não vai ser feliz se gastar mais tempo parecendo ser feliz.

Os fracassos nos condenam a não sermos mais os mesmos, mas se a autoavaliação machucar muito, procure a ajuda profissional.

A mudança é inevitável, não vai adiantar encher a agenda de contatinhos, a consciência rouba o sono, a ansiedade grita.

Somos feitos de carne, sangue e consideração. O uso e desuso vai nos sacrificar ainda mais.

Não se ressinta demais com os tropeços, use sua sensibilidade como bússola.

Conheça, pergunte, questione, se envolva. Dedique-se a construir juntos, proponha, negocie. Seja generoso com o outro, mas fale também de seus sonhos, desejos, expectativas.

É tentando se olhar que você pode encontrar o antídoto para não se perder, caso perca alguém.

Não é sinônimo de aceitar tudo, é comprometimento.

Consideração e respeito com quem somos e aonde nos colocamos, dando valor ao precioso espaço que o outro nos permite, estando ali. Relacionamento é trabalho para dois que insistem nesse laço sagrado, tantas vezes amargo, que é fazer parte da vida de alguém.

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