Diário da Região

14/09/2018 - 00h30min

EXPOSIÇÃO

A arte zen do arquiteto Alex Mazali

Exposição será nesta sexta-feira, 14, no Barteliê Gastrô, a partir das 20h30

Divulgação Traço feminino é inspiração de Alex para criar as obras que estarão expostas nesta sexta
Traço feminino é inspiração de Alex para criar as obras que estarão expostas nesta sexta

O vazio e as suas muitas possibilidades dentro da arte zen atraíram a atenção do arquiteto e urbanista Alex Mazali, de 27 anos, durante suas pesquisas para o Trabalho de Conclusão de Curso da faculdade. Ele, que desenhava desde os 5 anos com grafite, passou a incorporar a técnica em seus trabalhos, fazendo uma mescla de estilos a fim de criar o seu próprio. Agora ele se prepara para realizar a sua primeira exposição.

Ele, que é de Cosmorama, traz para Rio Preto nesta sexta-feira, 14, no Barteliê Gastrô, o projeto "Café sem açúcar, por favor", uma coletânea de ilustrações criadas nos últimos anos em que o lápis, a aquarela e a técnica de arte zen se encontram para representar a diversidade da figura feminina com o vazio desempenhando um papel extremamente importante no ato de criar e na percepção do público.

"Nas minhas obras, busco algo que eu estava estudando quando estava fazendo meu TCC no último ano de faculdade. Era sobre a arte zen e como ela se adequa ao espaço de pintura, a tela no caso. Diferente da pintura ocidental, que tende a preencher todos os espaços, a arte zen trabalha com os vazios e eu achei muito interessante isso. Comecei a aplicar nos meus desenhos, nos meus projetos e nas minhas telas", conta Alex.

Trata-se, como o próprio artista define, de uma pintura feita por instinto. "Quando você desenha, você já tem mapeado o que vai fazer. Já a arte zen distorce isso. Foi isso que me deixou apaixonado por ela. É um borrão e, a partir desse borrão, o que tiver na sua mente vai se esvaziando. É mais ou menos como se eu pintasse e projetasse o acaso".

Assim, podemos dizer que a arte zen acrescenta novas dimensões ao croqui, que tem uma abordagem mais concreta. "Escolhi o croqui, essa forma de representação, porque me traz um resultado rápido do que eu quero mostrar. Não preciso fazer muito rabisco, muito desenho do que quero mostrar. E a arte zen serve para criar uma confusão na cabeça do espectador. Por exemplo, cada pessoa que chegar às minhas obras terá um entendimento do que está vendo ali. O significado será plural, cada um terá uma sensação diferente. E acho que foi isso que se destacou mais na mistura entre essas duas ferramentas", analisa Alex.

A técnica é, também, um contraponto com a concepção mais tradicional da arquitetura, que envolveria um planejamento ferrenho. "Dependendo do seu ponto de vista diante da arquitetura, pode servir como um complemento. A arquitetura de hoje em dia visa o planejamento, mas, seguindo uma tendência do Japão, há um interesse em quebrar paradigmas e fazer lugares onde o corpo pode escolher o que vai fazer, sem estipulações. Por exemplo, um banco com o formato de um banco. Nessa nova visão, não. É uma desconstrução e acho muito interessante isso. Busco resgatar essa essência oriental nas minhas obras e nos meus projetos".

Café e a figura feminina

O nome da exposição, "Café sem açúcar, por favor", é, para Alex, antes de mais nada, uma referência ao fato de esse ser um momento de desnudamento do artista. "Poucas pessoas gostam de desmascarar e sentir a essência e o sabor de verdade. Quantas pessoas tomam café sem açúcar? É o que acontece hoje na sociedade. As pessoas se maquiam e não são essência a todo o momento, elas são uma máscara do que seria o padrão. O café sem açúcar é forte, é essência, você sente seu sabor em toda a sua plenitude".

Mas há, também, um diálogo com o objeto de inspiração das criações de Alex que é a mulher. "As mulheres representam a força, como o café sem açúcar. Há muitas histórias de mulheres que não são contadas por haver esse menosprezo com elas na própria história. Então pensei: 'porque não representar a mulher?'", acrescenta.

O artista

Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Unifev, de Votuporanga, Alex trabalha com desenho e elaboração, consultoria e execução de projetos arquitetônicos. Atua também na criação de móveis sustentáveis, aplicando a arquitetura em algo não usual, dando assim um cognitivo sentido ao que antes não se adequava a nenhum espaço.

Já quanto ao momento para a exposição, Alex achou que era hora de levar seu trabalho para um público maior. "Acho que todos têm um destino e eu me deixei levar pelas emoções. Senti que estava na hora de tirar do papel e do meu quarto os desenhos e mostrar para as pessoas as minhas expressões, o que eu sinto. Colocar em um ambiente que a pessoa possa visualizar, viajar e refletir sobre meus desenhos".

Serviço

  • Exposição "Café sem açúcar, por favor", de Alex Mazali. Sexta-feira, 14 de setembro, a partir das 20h30, no Barteliê Gastrô. Portaria R$ 7

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