Diário da Região

14/09/2018 - 00h30min

Assassinato em carona

Acusado de participação na morte de Kelly sai da prisão

Dos três envolvidos, apenas o autor do homicídio permanece preso

Arquivo pessoal Kelly Cristina Cadamuro foi morta em 1º de novembro do ano passado, em Frutal
Kelly Cristina Cadamuro foi morta em 1º de novembro do ano passado, em Frutal

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais concedeu alvará de soltura para Daniel Theodoro da Silva, suspeito de participar do assassinato da jovem Kelly Cadamuro em 1º de novembro de 2017. A decisão judicial deixou revoltada a família da jovem, que 10 meses após o crime ainda aguarda o julgamento dos acusados.

Kelly foi morta após dar carona para Jonathan Pereira do Prado, numa viagem de Rio Preto para Itapagipe (MG). Em Frutal, o homem, que era foragido, estuprou e matou a jovem, para depois roubar o carro dela e retornar a Rio Preto.

Daniel, que estava preso desde novembro do ano passado na Penitenciária de Uberaba, é acusado pelo crime de receptação, por ter ficado com parte dos pertences de Kelly, inclusive o celular da vítima. A Justiça de Minas já tinha concedido no dia 13 de agosto liberdade para Wander Luis Cunha, também acusado de receptação e por fraude processual, por ter ajudado Jonathan a tentar retirar as digitais do carro roubado.

Danilo Albertoni, cunhado de Kelly, diz que a soltura dos dois acusados traz descrença com o sistema judiciário. "É um absurdo que, antes que seja dada a sentença do julgamento, duas pessoas acusadas de participar do crime vão para as ruas, enquanto nós da família aguardamos há quase um ano que haja punição. Meu sogro até hoje faz terapia para tentar se recuperar da perda da filha", lamenta.

Para o cunhado, Wander e Daniel foram beneficiados por uma legislação criminal que precisa ser endurecida. "As pessoas que participaram deste crime precisavam ter uma punição exemplar, para dar uma resposta à sociedade, que está cansada e insegura. A lei precisa ser mais rígida, senão vão ter mais assassinatos semelhantes", diz o parente.

O advogado da família, Jorge Argemiro de Souza Filho, que trabalhou como assistente de acusação, espera que Jonathan seja condenado a 40 anos de prisão. Do contrário, ele pretende entrar com recurso no Tribunal de Justiça mineiro para pedir aumento da pena. "Estamos aguardando para que até na semana que vem o juiz dê a sentença do caso. Todos, o Ministério Público e os advogados de defesa dos réus, já fizeram suas alegações finais. Esperamos que Jonathan pegue a pena máxima pelo crime".

Por outro lado, o advogado de Jonathan, Márcio Roberto Ferrari, já entrou com pedido de nulidade do processo, porque classifica que a reconstituição do crime foi incompleta. "Ela deveria ser feita a partir de Rio Preto, não só em Frutal, onde foi encontrado o corpo. Faltou a Justiça também ouvir no processo um ex-namorado da vítima. Ela tinha medida protetiva contra ele. Isso poderia tirar das costas do meu cliente a acusação de estupro", argumenta o advogado.

 

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