Diário da Região

05/09/2018 - 00h30min

EDUCAÇÃO

Educadores aprovam metodologia do amor

Método foi criado por professor e implementado em creche de Campinas

Millena Grigoleti 21/8/2018 Alunos brincam de passa anel na creche Monte Cristo, em Campinas
Alunos brincam de passa anel na creche Monte Cristo, em Campinas

Especialistas em educação aprovam o ensino a crianças de até seis anos com valores como amizade, humildade, amor e respeito, metodologia utilizada pelo Movimento Abraçar, abordagem que será implantada em projeto piloto em Rio Preto a partir de fevereiro de 2019.

Conforme o Diário mostrou, o único custo para a Prefeitura de Rio Preto será a impressão de materiais didáticos caso deseje adotar os livros utilizados pela creche Monte Cristo, em Campinas, onde funciona uma escola para 600 crianças, a primeira a implementar a metodologia criada pelo professor Carlos Andriani.

Maria do Carmo Monteiro Kobayashi, especialista em Educação Infantil e professora do curso de Pedagogia da Unesp de Bauru, explica que a primeira infância vai até os seis anos de idade. É quando deve-se falar em afetividade, amor e abraço. "É o momento no qual formam-se as bases biopsicossociais das crianças, que são a base do adulto", afirma.

O Movimento Abraçar será implementado inicialmente em uma escola da periferia de Rio Preto, cujo nome ainda não foi definido pela Prefeitura - isso deve acontecer nesta semana. Rosana de Castro Ambrózio, coordenadora do curso de Pedagogia da Unilago, acredita na possibilidade de expansão para outras unidades da rede. "Estamos realmente precisando dessa cultura e valorização da paz; chega de violência".

Como Andriani, ela acredita que toda criança nasce com boas potencialidades. O comportamento vai depender do que ela vai vivenciar - muitas vezes, está exposta a situações de violência com as quais não sabe lidar e acaba as reproduzindo. "Não podemos fazer esse projeto somente com a criança, temos que ter o acolhimento dos pais", conclui Rosana.

A professora Maria do Carmo defende que todos os projetos que trabalham com carinho, afeto e respeito são importantes na primeira infância. "O carinho, o afeto, o abraço, o toque são o alimento mais importante para o desenvolvimento humano", acredita. "Sem isso, ela (criança) não vai se humanizar nos padrões que queremos: ser um adulto feliz, autônomo, ético e moral".

Conforme defende Andriani, o pequeno aluno não aprende pela orientação dos mais velhos, mas sim pelo seu exemplo.

O Movimento Abraçar trabalha com os primeiros passos do letramento, mostrando livros e números. A maior parte do tempo é dedicada a brincadeiras e atividades de desenvolvimento pessoal como meditação, cantoria e contação de histórias que sempre trazem algum valor humano.

As brincadeiras passam longe das telas de computadores. Bola, parquinho e motoca aparecem com mais frequência. Andréia Aparecida Ferraz, professora e coordenadora do curso de Pedagogia da Unirp, lembra que brincar é um direito dos pequenos, além de ser essencial. "Ela tem uma evolução na aprendizagem impressionante, a gente consegue atingir todas as dimensões do desenvolvimento humano: psicomotor, afetivo, social, cognitivo".

Ela explica que o objetivo da educação infantil é formar o pequeno integralmente, com valores morais e éticos. "Acho que é nessa fase que a gente mais consegue resultado positivo".

A secretária de educação de Rio Preto, Sueli Petronília Amancio Costa, diz que a equipe da pasta analisou o trabalho desenvolvido pelo Abraçar e concluiu que segue as diretrizes legais do Ministério da Educação, inclusive a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e da Base Nacional Comum Curricular.

A proposta não intervém no currículo que já é desenvolvido no município e será implementada com cautela, buscando unir o melhor do Movimento Abraçar ao melhor da educação municipal. "Eu avalio como um processo de enriquecimento do desenvolvimento integral da criança", analisa Sueli.

Psicólogos na escola

Está aberta no site e-Cidadania, do Senado Federal, uma consulta a respeito de ideia para incluir em todas as escolas do País uma disciplina obrigatória ministrada por psicólogos. Segundo o texto disponível na página do Legislativo, a matéria seria voltada a construir uma relação saudável com os sentimentos e emoções e permitir que temas como baixa autoestima, ansiedade, frustração e pessimismo fossem abordados.

Até o momento, a proposta tem 11,9 mil assinaturas. Se chegar às 20 mil, a ideia de Joel Lerner Amato, morador do Estado de São Paulo, vira uma sugestão legislativa e será debatida pelos senadores.

Quem quiser participar da votação, precisa acessar o site https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=108464. (MG)

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