Diário da Região

26/08/2018 - 00h30min

NORDESTE

A história do café

Região serrana e de clima ameno, Maciço de Baturité é conhecida pelo cultivo do grão

Márcio Alves/Agência o Globo Sítio São Luís, que oferece passeio pelo casarão, em Pacoti
Sítio São Luís, que oferece passeio pelo casarão, em Pacoti

Pouco mais de 100km separam Fortaleza do Maciço de Baturité, que abriga a mais extensa Área de Proteção Ambiental (APA) do estado do Ceará, com 32.690 hectares. Ali, a produção de café remonta a 1820, quando as primeiras mudas foram plantadas pelas mãos do fazendeiro Manoel Felipe Castelo Branco. O produto se adaptou bem ao solo por causa da altitude e do clima mais ameno. As cidades localizadas no alto da serra se encontram entre 800m e 900m acima do nível do mar. O ponto mais alto, o Pico Alto, em Guaramiranga, chega a 1.100m. De dia, a temperatura atinge os 22°C, 23°C. À noite, pode chegar a 16 ° C. Ou seja, leve casaco!

Dos 13 municípios localizados no entorno da cadeia montanhosa, quatro fazem parte da Rota Verde do Café: Guaramiranga, Mulungu, Pacoti e Baturité. Desde que o Sebrae iniciou um projeto na região, algumas das antigas fazendas abrem suas portas para os turistas. Uma delas é o Sítio Águas Finas, em Guaramiranga, de propriedade de Francisco Uchôa, coronel aposentado do Exército. Com um boné na cabeça, que não tira por nada ("É para não mostrar a careca", diz), ele recepciona os turistas e os conduz por uma trilha de 21 hectares, sete dos quais com plantação de café (cerca de 7 mil pés). O passeio dura cerca de duas horas.

A maior parte da plantação é de café arábica, também conhecido como típica, originário da Etiópia. A colheita é seletiva (são recolhidos apenas grãos maduros), e a secagem é feita em terreno suspenso para que o café permaneça distante da umidade do solo. Outra característica é que o cultivo se dá à sombra de ingazeiras. Daí ser chamado também de café sombreado. A árvore ajuda no plantio, pois seu fruto, o ingá, atrai a broca, praga considerada a maior inimiga do café. A existência de tais árvores, porém, é fruto de um grande trabalho de replantio, segundo o historiador Levi Jucá: "A região ficou completamente devastada após 50 anos de cultivo a pleno sol. O solo se esgotou e, com isso, a produção decaiu na virada para o século XX."

A 17km do Águas Finas, o Sítio São Luís, na cidade de Pacoti, também está aberto à visitação. Mas ali o passeio é diferente. Em vez de caminhada por trilhas, a viagem começa com uma explicação sobre a história do casarão, de estilo colonial, e a relação dos antigos e atuais moradores com o café. Cadeiras ficam dispostas no primeiro ambiente, após a entrada principal, de frente para um painel que conta como tudo começou.

O passeio inclui visita às dependências da casa e custa R$ 20. Se quiser comer um bolo quentinho, feito lá mesmo, e tomar um café, o preço sobe para R$ 35. Uma dica: gaste os R$ 15 a mais. Vale a pena, pois é um momento reconfortante, oferecido por Cláudia Maria Mattos Brito de Goes, membro da família proprietária da fazenda.

A Rota do Café inclui ainda visita a outras duas fazendas, o Sítio São Roque, em Mulungu, e a Fazenda Floresta, em Guaramiranga, além do Museu Ferroviário de Baturité e o Mosteiro dos Jesuítas.

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