Diário da Região

06/08/2018 - 15h30min

Criança

Pais devem ficar atentos a uma série de fatores ao escolher a primeira escola

Na hora de decidir onde deixar os pequenos por boa parte do dia, preste atenção em uma série de fatores

Pixabay/Divulgação O número elevado de crianças por sala pode prejudicar o aprendizado
O número elevado de crianças por sala pode prejudicar o aprendizado

Uma decisão difícil e crucial. A escolha da primeira escola do filho é um momento com muitos detalhes para levar em consideração. Especialistas afirmam que a família deve saber exatamente o que espera da escola. Cada núcleo familiar tem seus próprios aspectos a considerar, por isso é bom criar uma lista de prioridades. Elencar fatores que não abram mão, como: método de ensino, rotina escolar, espaço físico, profissionais qualificados, proximidade de casa, opção de período integral, oferta de cursos extracurriculares, horários de entrada e saída".

Antes de iniciar uma pesquisa sobre a melhor instituição educacional para o filho, os pais devem voltar suas atenções para dentro de casa e observarem o estilo de vida da família, os valores elencados e os comportamentos do filho. "Prestarem atenção no temperamento dele, potenciais, afinidades e limitações. Precisam ter muito claro quais são seus próprios objetivos para a vida acadêmica do filho, anseios e quais valores éticos e morais aspirados", orienta Renata Cristina de Bortoli Ferraz, professora, psicopedagoga e psicóloga.

Renata acrescenta ainda que uma série de fatores são determinantes para realizar essa escolha. "Eleja uma instituição que também ensine valores e estimule o desenvolvimento cognitivo, físico e social - independentemente da idade do seu filho. A escola tem que ter sintonia com a família. Os pais têm que se sentir seguros e confiantes com a instituição escolhida".

E se depois de um tempo, os pais resolverem que o ideal é mudar a criança de escola, é preciso ter em mente que mudança gera insegurança e é na escola que a criança inicia seu processo de independência, amplia sua visão de mundo, aprende uma série de coisas novas e passa a se relacionar com pessoas de fora do convívio familiar. "A mudança de escola é uma das etapas mais difíceis para as crianças. Durante o ano todo, elas se acostumam com o ambiente, com os colegas de classe, faz suas primeiras amizades e já têm liberdade de comunicação e a rotina estabilizada".

Quando a mudança é necessária, pode trazer alguns transtornos para a vida dos pequenos, entre as principais, segundo as especialistas estão a insegurança, o medo do novo ambiente, a vergonha do convívio com as novas pessoas, ou outros sintomas emocionais e físicos. "Vai ter o processo de adaptação e cada criança vai reagir à sua maneira. Garanto uma coisa, se os pais estiverem tranquilos em relação à escola que eles escolherem, a criança vai estar tranquila", diz a psicóloga Lucia Romero.

É importante tomar algumas atitudes para que os filhos passem por essa mudança de forma tranquila. A segurança, o acolhimento e apoio dos pais, ajudarão a criança a se adaptar na nova escola e se acostumar melhor com a situação. "Promover conversas com a criança é muito importante. Falar e ouvir sobre os problemas que a criança tem na fase de adaptação, pode fazer com que ela se sinta mais acolhida e frequente a escola sem grandes problemas. Os pais devem, levá-la para conhecer a escola antes de iniciar os estudos, perguntar o que ela achou e observar se a escola nova também atende a suas expectativas como pais", diz Renata.

O que diz a lei

É defendido e amplamente discutido entre os especialistas da área de Educação que o número elevado de estudantes por turma prejudica a qualidade do ensino. Mas, não existe uma legislação nacional que determine o número máximo de alunos por classe na Educação Infantil ou em qualquer outra etapa da Educação Básica. De acordo, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), as redes de ensino - municipais e estaduais - têm autonomia para estabelecer a organização e a distribuição das turmas e alunos sob sua responsabilidade.

No caso de creches e educação infantil, a decisão é das secretarias municipais de ensino, que podem diminuir ou aumentar esse número de acordo com as necessidades e demandas. De acordo com o Conselho Nacional de Educação, cada um professor deve cuidar, no máximo, de seis a oito crianças de até 2 anos, de 15 crianças até 3 anos e de 20 crianças de 4 até 6 anos.

Para crianças de 0 a 4 anos, de acordo com a psicóloga Lucia Romero, é preciso se atentar a metodologia da escola. "Para essa idade é necessário que seja focada no brincar livre. Sabemos que há escolas que, nessas fase, já começam a dar tarefa para as crianças. O ideal seria que para esta fase a metodologia seja a do brincar porque através do brincar criativo a criança vai se constituir como ser humano.

Hoje, o brincar com a criança tem sido muito tecnológico, televisão, tablet e outros componentes e isso não é bom para o desenvolvimento", diz acrescentando que é interessante também que no berçário quanto menos profissionais estiverem no contato melhor. "A criança não pode ficar passando de mão em mão. Poderíamos dizer que numa classe de berçário duas professores, ou uma professora e um tutor é o ideal. Para manter o vínculo com o professor, como se fosse mesmo a extensão da mamãe".

Renata Cristina de Bortoli Ferraz, professora, psicopedagoga e psicóloga, conclui que uma questão é indiscutível: "toda instituição necessita de profissionais qualificados, afetivos e que respeitem as necessidades de cada criança". (TP)

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