Diário da Região

23/08/2018 - 00h50min

JOGO SUJO

Marin é condenado a 4 anos de prisão nos Estados Unidos

A juíza Pamela Chen, da Corte Federal do Brooklyn, no Distrito Leste de Nova York, condenou nesta quarta-feira José Maria Marin a 48 meses de prisão e pagamento de multa de US$ 1,2 milhão (cerca de R$ 4,8 milhões pela cotação atual) pelos crimes cometidos na época em que foi presidente da CBF, de 2012 a 2015. Ele foi acusado de participar de um esquema de corrupção que resultou no pagamento de US$ 154 milhões (R$ 625 milhões) em subornos envolvendo torneios como a Copa do Brasil, Copa América e Copa Libertadores. O brasileiro já cumpriu 13 meses de detenção na Suíça e nos Estados Unidos. Por isso, e por ter bom comportamento, sua pena final será reduzida para 28 meses de prisão.

Julio Barbosa, um dos advogados de defesa de Marin, afirmou ao Estado que a juíza Chen aceitou que seu cliente cumpra a pena em uma prisão de segurança mínima no Estado da Pensilvânia. "A Justiça já concordou. Agora é uma questão de datas para a transferência", acredita. Atualmente, o ex-dirigente de 86 anos está em uma prisão no Brooklin. Lá ele não tem privilégios, quase não recebe visitas - só a de seus advogados -, tem as ligações telefônicas reguladas e não dispõe de acesso à internet. A idade avançada e os problemas de saúde de Marin foram os argumentos utilizados pelos advogados.

A multa de US$ 1,2 milhão será paga em seis parcelas, a primeira seis meses depois de 20 de novembro, quando será publicada a sentença. Marin também teve confiscados de imediato US$ 3,35 milhões (R$ 13,6 milhões). Isso por ter integrado o esquema de propinas por meio do qual teria recebido US$ 10 milhões (R$ 40,6 milhões). Marin solicitou a Chen que o liberasse para voltar ao Brasil livre para "passar o resto do tempo da minha vida", para compensar o transtorno causado por ele à família.

O advogado também apelou à juíza que não o punisse, pois sua idade é avançada. Stilman destacou que Marin trabalhou muito em sua vida e conseguiu comprar um apartamento em Nova York há algumas décadas, localizado na Trump Tower, cujo valor, segundo a defesa, é de US$ 2,5 milhões (R$ 10,1 milhões. "Há 30 anos, quando o imóvel foi adquirido, quem poderia imaginar que o edifício teria tanta notoriedade?" O advogado pediu à juíza que Marin pudesse estar livre em 6 de setembro para estar junto de sua esposa na data que completarão 60 anos de casados. Foi negado. "Ela não o visitou nos 8 meses de prisão nos EUA, em momentos quando ele mais precisava", refutou Chen.

Chen fez comentários que reforçaram as análises da promotoria. "O senhor Marin deixou o serviço público há mais de 30 anos e atuou no esquema de corrupção, do qual foi beneficiário, entre 79 e 82 anos de idade", apontou.

A magistrada prosseguiu no seu tom duro. "É preciso mandar uma mensagem forte para o mundo de que o crime não paga e que a lei precisa ser respeitada, não importando a idade das pessoas."

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