Diário da Região

10/08/2018 - 01h21min

ELEIÇÕES 2018

Debate com ataque e promessas a eleitor

Líder nas pesquisas Bolsonaro é chamado de 'racista' e 'homofóbico'por Boulos

Reprodução Primeiro debate entre os presidenciáveis promovido pela TV Band teve momentos de tensão entre candidatos; sobraram ainda promessas
Primeiro debate entre os presidenciáveis promovido pela TV Band teve momentos de tensão entre candidatos; sobraram ainda promessas

O primeiro debate promovido pela TV Band entre os candidatos a presidente foi marcado por ataques, propostas superficiais e até a promessa de limpar o nome do consumidor. No primeiro embate direto, o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, partiu para cima do deputado Jair Bolsonaro, acusando o candidato do PSL de ser machista, homofóbico, racista e de manter uma funcionária fantasma em seu gabinete.

Boulos começou dizendo que "o Brasil inteiro sabe" que Bolsonaro é "racista, machista, homofóbico". Visivelmente irritado enquanto as câmeras centravam em Boulos, Bolsonaro virou um copo quase inteiro de água. O candidato do PSOL ainda questionou se Bolsonaro não tinha vergonha de receber auxílio_moradia. "Teria vergonha se tivesse invadindo casas dos outros. Auxílio-moradia está previsto em lei. Se é imoral é outra história. Imoral é fazer o que você faz. Agora, me desculpe não vim aqui bater boca com um cidadão desqualificado", rebateu Bolsonaro, que abriu mão de seu direito de resposta.

Em seguida, Ciro Gomes, candidato a presidente pelo PDT, perguntou a Geraldo Alckmin (PSDB) se pretende manter a reforma Trabalhista, que vai possibilitar a geração de novos postos de trabalho no País. O ex-governador de São Paulo afirmou que sim, classificando a medida como um avanço. Para Ciro, que prometeu até limpar o nome dos consumidores, a reforma gerou "insegurança".

O candidato do Patriota, Cabo Daciolo, partiu para o ataque contra Alckmin ao questioná-lo sobre o que ele pretendia fazer para baixar os juros. O tucano disse que País é "caro" e defende maior competitividade, cadastro positivo e fintechs - são startups de serviços financeiros - para reduzir o spread bancário.

Já Álvaro Dias, que voltou a dizer que vai chamar o juiz federal Sérgio Moro para ministro da Justiça, tentou colocar Bolsonaro em uma armadilha ao perguntar sobre equidade de salários entre homem e mulher. Bolsonaro diz que Estado não deve interferir nisso.

Outro embate ocorreu entre Marina Silva, candidata do REDE, e Alckmin. Ela citou que a falta de tratamento de esgoto no Brasil ainda é uma das principais causas de problema de saúde no País. Em outra oportunidade, o tucano questionou Marina sobre melhoria do SUS. Ela, que criticou alianças feitas pelo tucano para ter mais tempo de televisão, diz que vai implementar adequadamente, sobretudo na esfera dos médicos de família.

Para Henrique Meirelles, candidato do MDB, não se cria emprego no "grito, mas com a política econômica correta, no momento que assumirmos a presidência". Ele ressaltou ainda que foi um dos responsáveis por tirar o País da recessão.

Durante o debate, Meirelles ainda comentou a situação da Venezuela. "É dramática. O povo não tem emprego. Começa a faltar dinheiro até para comer. O governo está em colapso", afirmou.

Já Ciro se comprometeu em criar dois milhões de empregos e que vai ajudar os brasileiros a pagar dívidas e voltarem a consumir. "Vou retomar mais de 7 mil obras que estão paradas e descartelizar o sistema financeiro", disse.

'Um teatro', diz Bolsonaro

Líder nas pesquisas de intenção de voto sem a inclusão do nome do ex-presidente Lula, o candidato a presidente do PSL, Jair Bolsonaro, comparou o debate a um "teatro" entre os adversários. "Nós estamos em um teatro", disse Bolsonaro.

Ele evitou confrontos diretos com os outros presidenciáveis, que já disputaram o Planalto em anos anteriores. Tanto que preferiu perguntar o Cabo Daciolo (Patriota) sobre possíveis alianças entre os candidatos em um futuro governo.

Daciolo, que colocou em xeque a segurança das urnas eletrônicas, mirou no ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). "Qual é a liberdade desse homem de governar para a nação?", questionou Daciolo. Bolsonaro disse que seria o único que poderia mudar o país.

Outro embate que chamou a atenção foi entre Guilerme Boulos (PSOL), que alfinetou Henrique Meirelles (MDB) ao dizer que o adversários seria o candidato dos banqueiros. "Sou o candidato do emprego, da renda e do crescimento econômico", rebateu Meirelles. (RL)

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