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02/08/2018 - 16h46min

DINHEIRO SEM ORIGEM

Justiça arquiva inquérito contra ex-assessor de Bruno Covas

Investigação envolveu o ex-assessor Mário Welber, que foi preso no aeroporto de Congonhas com R$ 102,3 mil em 2014. Origem do dinheiro não foi descoberta pela Polícia Federal e caso foi arquivado por decisão da Justiça

Divulgação Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, com o ex-assessor Mário Welber
Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, com o ex-assessor Mário Welber

A Justiça Federal determinou o arquivamento de inquérito policial que investigava possível crime de lavagem de dinheiro cometido por Mário Welber, ex-assessor do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB). Welber foi preso, em setembro de 2014, no aeroporto de Congonhas com R$ 102,3 mil.

Welber foi detido com o dinheiro vivo e um envelope com 16 cheques da Caixa Econômica Federal em branco, assinados ‘Eleição 2014 Bruno Covas Lopes’. O arquivamento da investigação da Polícia Federal foi determinado sem a conclusão sobre a origem do dinheiro. Ele disse na época que o dinheiro era seu e "fruto do seu trabalho". Estava com a quantia para realizar alguns negócios em São Paulo, dentre eles a compra de um carro.

"Embora as declarações de Mario Welber não sejam verossímeis, considerando que não sabia a quantia de valor que transportava; que não soube indicar nenhum contato realizado com o fim de concretizar a suposta compra de veículo; que não soube indicar nenhuma campanha eleitoral para a qual estaria prestando serviços; e que não indicou a origem precisa do numerário que transportava, de todas as diligências realizadas pela autoridade policial não foi possível colher indícios de sua eventual origem ilícita", escreveu o juiz.

De acordo com a Justiça, porém, o crime de lavagem "não se consuma pela mera ausência de comprovação da origem lícita da quantia transportada, sendo necessária a colheita de elementos de prova que indiquem o intuito de ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores, provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal". "Nos autos não está sequer comprovada a materialidade de delito anterior", concluiu o juiz.

Durante a investigação, Welber disse que era "professor em duas faculdades, que é palestrante, conferencista e trabalha na área de comunicação e relações públicas, que é funcionário da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, mas atualmente está afastado de suas funções por motivos particulares". Ele disse que por "dois meses estaria ajudando algumas campanhas eleitorais de maneira informal".

O Ministério Público Federal (MPF) pediu o arquivamento do inquérito por não ter encontrado indícios da origem ilícita do dinheiro. O pedido foi acatada pela 10ª Vara Criminal em São Paulo.

Welber foi procurado para comentar o assunto, atendeu o celular, mas a ligação caiu em seguida.

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