Diário da Região

07/08/2018 - 00h30min

ELEIÇÕES 2018

Região tem quase 1,4 milhão de eleitores aptos a votar

No total, são 107 cidades da região que irão ajudar a definir a eleição de outubro. Enquanto Rio Preto tem maior eleitorado, há cidades com apenas 1,6 mil pessoas em condições de votar neste ano

Reprodução Eleição 2018
Eleição 2018

A região de Rio Preto tem 1.392.811 eleitores aptos para votar na eleição de outubro deste ano. O total representa os eleitores de 107 cidades, o que inclui lei que define municípios que compõem a região administrativa de Rio Preto. Levantamento do Diário, com base dados oficiais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), aponta crescimento de 2,34% no número de eleitores, com relação ao pleito de 2014, última eleição geral no País. O percentual ficou pouco abaixo das médias estadual e nacional, que foi de cerca de 3% em ambos os casos. O Estado de São Paulo possui 33 milhões de eleitores.

Neste ano, eleitores irão votar para presidente, governador, senador (dois no Estado de São Paulo), além de deputados federais e estaduais. O primeiro turno está marcado para o dia 7 de outubro. Em caso segundo turno, o que pode ocorrer apenas na disputa presidencial e para o governo de Estado, a data da eleição foi marcada para 28 de outubro.

Rio Preto segue com maior eleitorado na região, com 328.658 mil eleitores. Barretos é o segundo maior colégio eleitoral da região, com 86.843 eleitores, seguido de Catanduva, 85.817 eleitores. (veja quadro ao lado da dez cidades com maior número eleitores na região de Rio Preto). A relação inclui municípios que neste ano tiveram o cadastramento biométrico obrigatório. São exemplos, as cidades de Catanduva, Auriflama e Nhandeara.

Se por um lado a região possui cidades com mais de 85 mil pessoas que podem votar neste ano, de outro, há municípios com pouco mais mil. É o caso de Guarani D'Oste, que fica perto de Fernandópolis. A cidade tem 1.379 eleitores aptos para votar em outubro. Vitória Brasil, que fica na micro-região de Jales, possui 1.600 eleitores.

Mais eleitor que morador

Duas cidades da região possuem números de eleitores maior do que a população estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com base em dados de 2017 - número mais atualizado. É o caso de Adolfo que, segundo o IBGE, tem população de 3.609 moradores. No entanto, de acordo com dados do TSE há no município 4.190 eleitores aptos para votar na eleição. O prefeito do município, Izael Fernandes (PSDB) não foi localizado para comentar essa mudança. Na eleição de 2014, segundo o TSE, a cidade tinha 3.562 eleitores.

Já em Dolcinópolis, existem 2.267 eleitores, de acordo com o TSE. Mas o total de moradores, segundo o IBGE é maior, de 2.136 pessoas.

De acordo com a assessoria do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), em casos como esses o órgão pode determinar verificação nos locais sobre possível irregularidade em relação ao eleitorado e determinar a revisão geral do eleitorado.

Eleitores

Dez cidades da região com maior número

  • Rio Preto 328.658
  • Barretos 86.843
  • Catanduva 85.817
  • Votuporanga 69.691
  • Fernandópolis 52.410
  • Mirassol 42.498
  • Olímpia 41.115
  • Jales 38.021
  • Novo Horizonte 29.338
  • José Bonifácio 26.575
  • Santa Fé do Sul 25.555

Dez cidades com menor número

  • Guarani d'Oeste 1.379
  • Vitória Brasil 1.600
  • Santana da
  • Ponte Pensa 1.641
  • Dirce Reis 1.662
  • Uniã Paulista 1.698
  • Mesópolis 1.764
  • Santa Salete 1.799
  • Aspásia 1.861
  • Marinópolis 1.866
  • Pedranópolis 1.877

Total eleitores região

2014

  • 1.360.866

2018

  • 1.392.811

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral

 

Justiça cancela 27 mil títulos

Mara Sousa 8/5/2018 Fila no cartório eleitoral de Rio Preto: cidade teve 27 mil títulos cancelados e outros 4 mil suspensos
Fila no cartório eleitoral de Rio Preto: cidade teve 27 mil títulos cancelados e outros 4 mil suspensos

Rio Preto tem 27 mil pessoas com título eleitoral cancelado. Outros 4.233 moradores estão com títulos suspensos. Nessas condições, essas pessoas não podem votar na eleição de outubro. Caso a situação desses eleitores fosse regularizada, o município teria 31 mil eleitores a mais que o total apto para votar, que é de 328.658 mil.

Os eleitores com títulos suspensos são casos de moradores que não votaram em três turnos seguidos. O prazo para a regularização de título terminou em maio. Segundo as regras definidas para a corrida eleitoral deste ano, a regularização agora só poderá ser feita depois das eleições. Em maio também terminou prazo para que morador tirar o título eleitoral pela primeira vez também terminou.

Em Rio Preto há também mais de 4 mil eleitores com títulos suspensos. De acordo com chefe do cartório da 268ª Zona Eleitoral de Rio Preto, Regis Pistori, no caso de suspensão são casos por condenação criminal, que já transitou em julgado.

"Esses números são atualizados pelo sistema da Justiça Eleitoral. Cancelado é quem não votou e na maioria dos casos de título suspenso é por motivo de condenação", afirmou Pistori.

Divisão

Rio Preto possui para esta eleição 119 locais de votação. No total, são 963 seções eleitorais. Eleitor que for de fora de Rio Preto e sabe que vai estar no município no dia da eleição pode procurar os cartórios eleitorais do município, na Lafayete Spínola Castro, 1463, ao lado da Santa Casa. Em Rio Preto, o voto em trânsito será no Colégio Santo André. O prazo para requerer o voto em trânsito termina no dia 23 de agosto. (VM)

 

Eleição terá 12 candidatos em SP; França somou mais aliados

Com o fim do prazo de coligações foram definidos os nomes dos candidatos ao governo do Estado. O governador Márcio França (PSB), que substituiu Geraldo Alckmin (PSDB) em abril, conta com o maior leque de partidos aliados para tentar a reeleição em outubro.

De outro lado, Paulo Skaf, que lidera pesquisas de intenção de votos não conseguiu apoio de nenhum partido na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Ele, que terá como vice a tenente-coronel da Polícia Militar Carla Basson, receberá apoio do prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (MDB).

O PSDB também confirmou a candidatura do ex-prefeito de São Paulo João Doria. Ele terá como vice na chapa o deputado federal Rodrigo Garcia (DEM), ex-secretário estadual de Habitação.

Já o PT apostou no nome de Luiz Marinho para concorrer ao governo do Estado. Ele é ex-prefeito de São Bernardo do Campo. A professora de psicologia Ana Bock será a sua vice.

O PSOL lançou a candidatura da professora universitária Lisete Arelaro. Ela terá como vice Maurício Costa, também do PSOL - partido do deputado estadual João Paulo Rillo.

A lista de candidatos traz ainda Adriano Costa e Silva pelo partido Democracia Cristã (DC), antigo PSDC. Já o PMN confirmou Cláudio Fernando Aguiar.

 

Clique na imagem para ampliar   (Foto: Editoria de arte)

O PCO definiu Edson Dorta para disputar o Palácio dos Bandeirantes. O PDT escolheu Marcelo Cândido para entrar na disputa. A candidata a vice será Gleides Sodré, presidente da Associação Mulher Trabalhista (AMT).

O PRTB confirmou chapa com a candidatura de Rodrigues Tavares e vice Jairo Glikson. O Partido Novo esvolheu Rogerio Chequer como candidato ao cargo de governador, tendo como candidata a vice Andrea Menezes.

O PSTU também está na disputa com a candidatura de Toninho Ferreira. Na chapa, a vice será Ariana Gonçalves.

 

Haddad vira 'estepe' de Lula na eleição

O PT oficializou o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como candidato a vice-presidente na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. A composição da chapa, no entanto, ainda pode mudar, porque o partido fechou uma aliança com o PCdoB, convidando a deputada gaúcha Manuela D'Ávila para ser a vice após a Justiça Eleitoral definir a situação de Lula na disputa. A parlamentar ainda não respondeu oficialmente se aceita o convite.

Haddad, visto como um "plano B" do PT para substituir Lula na disputa, foi apresentado como um "vice tampão" para representar o ex-presidente na campanha, enquanto a condição jurídica de Lula não é definida.

O acordo com o PCdoB garantiu ao partido que Manuela será a vice do PT independentemente de quem for a cabeça de chapa, em caso de impugnação do ex-presidente. Haddad ficará no posto de vice para cumprir exigência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fazer campanha para Lula no País e representar o ex-presidente nos debates e entrevistas que participar.

Inicialmente, o PT queria manter a vaga de vice em aberto até o registro da candidatura, em 15 de agosto. Técnicos do TSE, no entanto, informaram que a coligação e a chapa precisariam ser definidas até este domingo. A comunicação ao tribunal foi feita cinco minutos antes da meia-noite.

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), classificou a situação como mais uma tentativa de barrar a candidatura de Lula, preso e condenado na Lava Jato. "É uma ação que foi feita exatamente para se colocar mais um obstáculo na candidatura do presidente Lula, uma intervenção da Justiça Eleitoral", disse a dirigente. Ela reiterou que o partido manterá a candidatura de Lula "até as últimas consequências" e registrará seu nome como candidato no dia 15 de agosto.

 

Editoria de arte Clique na imagem para ampliar
Clique na imagem para ampliar (Foto: Editoria de arte)

Estratégia

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado na Lava Jato, desistiu do processo no Supremo Tribunal Federal (STF) que discutiria seu pedido de liberdade e possivelmente sua condição para disputar a Presidência da República. Lula foi lançado como candidato do PT. O pedido foi direcionado ao relator do processo, Edson Fachin, que ficará responsável pela decisão de homologar a desistência do petista.

O movimento da defesa de Lula foi feito após sinalizações de ministros da Corte, e do próprio relator, de que era importante dar celeridade ao caso. Com a desistência, os advogados colocam em prática a estratégia de evitar que a Suprema Corte discuta sobre a questão de inelegibilidade antes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde o registro de candidatura é feito.

Carta

Para oficializar a escolha, a Executiva do PT recebeu uma carta de Lula indicando Haddad como vice e pedindo que o partido insistisse na aliança com o PCdoB e no convite para Manuela ser vice. Na mensagem, Lula disse que Haddad seria o melhor nome para defender suas ideias.

Com a decisão tomada e a negociação com o PCdoB amarrada, os dirigentes petistas tentaram fazer chegar a Lula o resultado do acordo, mas, devido ao horário em que o ex-presidente está autorizado a receber recados na Polícia Federal em Curitiba, não deu tempo. A notícia da aliança com o PCdoB ocorreu nesta segunda-feira, 6.

Em seu discurso, Haddad disse que será "um prazer" andar pelo País defendendo as ideias do ex-presidente. Ele ressaltou que os programas de governo do PT e do PCdoB "só têm coisas em comum" e serão compatibilizados. O ex-prefeito e ex-ministro de Lula classificou a coligação, que também integra PROS e PCO, como uma "grande aliança para resgatar o País".

Já a presidente nacional do PCdoB, Luciano Santos, afirmou que o convite para Manuela ser vice "honra" o partido e que a legenda defendeu a união da esquerda nas eleições desde o começo, tendo tido sucesso na "unidade que foi possível." Ela lamentou que a aliança não tenha sido mais ampla. O partido conversou também com o PDT, que lançou Ciro Gomes como candidato. "Vamos fazer o bom combate e com debate de ideias e vamos ganhar a quinta eleição consecutiva", disse a dirigente.

Manuela D'Ávila, no entanto, ainda não respondeu oficialmente se aceita ser vice do PT.

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