Diário da Região

10/08/2018 - 01h33min

DIREITOS DE TV

Fim do Esporte Interativo afeta clubes

Sete clubes brasileiros da Série A ganharam nesta quinta-feira um grande problema de última hora. Todos foram pegos de surpresa pelo anúncio do fim das operações do canal Esporte Interativo, com o qual haviam fechado acordo para transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro em TV fechada entre 2019 e 2024. A partir de agora os departamentos jurídicos das equipes começarão a analisar a situação - alguns já falam até em conseguir brechas para romper os contratos sem pagar multas rescisórias.

Os times da Série A afetados pelo fim do canal são Palmeiras, Internacional, Atlético-PR, Paraná, Bahia, Santos e Ceará. Todos haviam começado em 2016 o contato com o Esporte Interativo e não foram avisados previamente. A informação foi divulgada nesta quinta na página oficial da empresa no Facebook.

Quem já manifestou posição mais firme nos bastidores foram Bahia e Santos. Os dois times falam em buscar romper o contrato, pois já estavam descontentes. Os demais avaliam o momento e, entre as atitudes, pensam em levar o questionamento sobre os contratos até a Câmara de Arbitragem, na Fundação Getúlio Vargas.

A decisão do canal de encerrar as operações vai fazer com que os jogos dessas equipes como mandantes no Brasileiro, assim como os da Liga dos Campeões transmitidos pelo Esporte Interativo, sejam transferidos para os canais TNT e Space. Ambos fazem parte do Grupo Turner, empresa norte-americana de mídia, controlador do EI. "Se forem confirmadas as informações prévias que a gente tem, somadas aos problemas já identificados no contrato, o Bahia vai buscar a rescisão via arbitragem, tudo isso com as respectivas indenizações, para proteger o patrimônio e a imagem do clube", disse o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani.

O clube que tinha o maior acordo com o canal era o Palmeiras, que não se manifestou. A equipe recebeu nos últimos anos R$ 100 milhões como prêmio pela assinatura do contrato. O montante pago às demais equipes era menor, de R$ 40 milhões.

A diferença entre os valores motivou as primeiras queixas dos times. Alguns se sentiram desprestigiados. Alegavam que a Turner inicialmente havia prometido valores iguais a serem repartidos entre quem assinasse o contrato. Como os acordos foram assinados em 2016, alguns clubes tiveram eleições e trocas de diretoria, com os novos mandatários insatisfeitos com os contratos previamente firmados e dispostos a conseguir alterações.

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