Diário da Região

25/08/2018 - 00h30min

Habitação

Mercado de imóveis populares aquecido

Apesar do clima de insegurança no País, em compasso de espera em função das eleições, construtoras apostam em empreendimentos econômicos de olho no cliente que busca a primeira casa própria

Divulgação Condomínio terá quatro torres, cada uma com dois elevadores, nove andares e pavimento térreo
Condomínio terá quatro torres, cada uma com dois elevadores, nove andares e pavimento térreo

Depois de cinco anos sem atuar no segmento de imóveis populares, a RNI, empresa Rodobens, lança neste sábado, 25, o Green Life São Marcos, empreendimento no Jardim São Marcos enquadrado no programa Minha Casa Minha Vida, que oferece condições para o financiamento de moradias a famílias com renda a partir de R$ 3,5 mil. O valor médio dos apartamentos varia entre R$ 190 mil e R$ 230 mil.

O condomínio terá quatro torres, cada uma com dois elevadores, nove andares e um pavimento térreo. Ao todo, são 320 apartamentos, com opções de um ou dois dormitórios e metragens de 53,24 m², 51,22 m² e 43,86 m². As áreas comuns oferecem quiosque com churrasqueiras, piscinas adulto e infantil, playground e salão de festas. Localizado na Rua Amália de Vasconcelos Augusto, 551, Jardim São Marcos, está na saída da Rodovia Washington Luís.

Segundo o copresidente Carlos Bianconi, a retomada de investimentos nesse segmento se dá porque o ambiente é mais favorável para essa faixa. Ano de eleições e juros trazem certo ambiente de desconfiança aos compradores, que temem fazer dívidas de longo prazo, como é o caso de imóveis. "O perfil desse tipo de cliente busca o primeiro imóvel, sair do aluguel para o financiamento, há o subsídio, o que deixa o ambiente mais favorável".

Econômico

Para o diretor regional do Sindicato da Habitação (Secovi), Alessandro Nadruz, esse tipo de imóvel - do segmento econômico, com dois dormitórios - continua sendo o forte de Rio Preto. Ele destaca que apesar da insegurança atual, a procura está maior. "Estão ocorrendo bastantes lançamentos, mas também observamos uma mudança no perfil do comprador, que tem buscado apartamentos de dois a três quartos, que fogem desse modelo popular. São empreendimentos com essa concepção, mais bem acabados", disse.

Dados divulgados pelo Secovi em maio mostram que entre junho de 2017 e maio deste ano foram vendidas 1.257 unidades do tipo, com metragem de até 45 metros quadrados e valor inferior a R$ 230 mil. O Valor Global de Vendas desses produtos chegou a R$ 174,2 milhões em Rio Preto no período analisado. Os dados são os mais recentes divulgados pela entidade.

O também copresidente da RNI, Alexandre Mangabeira, destaca que o empreendimento tem o perfil econômico, entretanto, a questão do conceito não foi deixada de lado. As obras começam seis meses após o lançamento, e a entrega está prevista para o prazo de 30 meses. "Rio Preto é uma cidade de muito potencial. Há demanda, tanto que outras empresas também estão investindo em lançamentos", afirmou.

O empreendimento também terá estrutura que possibilita a medição individual de água e gás, o que incentiva o consumo consciente desses recursos e gera economia aos futuros moradores, que poderão controlar o próprio consumo. O projeto arquitetônico prioriza a circulação de pedestres entre as alamedas, que foram projetadas para evitar o contato das pessoas com o fluxo de veículos.

Este será o 35º empreendimento da construtora lançado em Rio Preto. A companhia foi pioneira na construção de condomínios populares na cidade. Neste ano, outros três projetos do tipo estão previstos: em Ourinhos (SP), Acatuba (CE) e Feira de Santana (BA). Para Rio Preto, outros empreendimentos do mesmo segmento devem ser lançados no ano que vem.

Caixa reduz juros

Antonio Cruz/Agência Brasil Caixa também alterou o limite de cota de financiamento de imóveis usados para 80%
Caixa também alterou o limite de cota de financiamento de imóveis usados para 80%

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta sexta-feira, 24, a redução de até 0,5 ponto percentual das taxas de juros do crédito imobiliário para operações com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). As taxas mínimas passaram de 9% ao ano para 8,75% ao ano, no caso de imóveis dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 10% ao ano para 9,5% ao ano, para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). A Caixa também alterou o limite de cota de financiamento de imóveis usados de 70% para 80%. Todas as mudanças começaram a valer a partir de desta sexta-feira, 24.

Estão enquadrados no SFH os imóveis residenciais de até R$ 800 mil, para todo país, exceto para Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, onde o limite é de R$ 950 mil. Os imóveis residenciais acima dos limites do SFH são enquadrados no SFI.

De acordo com o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, a nova redução das taxas de juros facilita o acesso à casa própria e contribui para a retomada de investimentos no setor da construção civil. "Cabe à Caixa, como principal agente financeiro da habitação, continuar oferecendo as melhores taxas e condições para os nossos clientes, além de colaborar com a retomada de investimentos do mercado imobiliário e suas cadeias produtivas", disse em nota.

Para este ano, a Caixa tem R$ 82,1 bilhões disponíveis para o crédito habitacional.

Em abril, a Caixa já havida reduzido os juros em até 1,25 ponto percentual, nas operações com recursos do SBPE. Naquele mês, o limite de cota de financiamento do imóvel usado subiu de 50% para 70% e a Caixa retomou o financiamento de operações de interveniente quitante (imóveis com produção financiada por outros bancos) com cota de até 70%.

(Agência Brasil)

Lançamentos para atender à demanda

A construtora MRV, que também atua no segmento do programa Minha Casa Minha Vida, tem cinco lançamentos previstos para o segundo semestre deste ano em Rio Preto. São cerca de 1,5 mil unidades com valores médios de R$ 133 mil. "O mercado está absorvendo os lançamentos. Essa projeção se deve ao crescimento de 17% registrado no primeiro semestre deste ano, em relação a igual período do ano passado", afirmou o gestor de vendas Eduardo Geanne.

Neste ano, foram entregues quatro empreendimentos, num total de 1.250 unidades. Presente em Rio Preto desde 1996, a construtora já entregou quase nove unidades em 40 empreendimentos. Segundo Geanne, a empresa também voltou a atuar em Mirassol, depois de três anos. "Estamos retomando a atividade em função o déficit habitacional. Até o fim de dezembro serão 400 unidades em dois empreendimentos".

Bairro

Famílias com renda mensal a partir de R$ 1,6 mil ainda podem se inscrever para concorrer a uma das casas do residencial Vida Nova Fraternidade 2, que terá 1.235 unidades construídas na Avenida Cleber Miguel Melara, em continuidade ao residencial 1, em Rio Preto. As casas serão comercializadas por R$ 132.990,00, com subsídio de até R$ 42.220,00, financiamento em até 360 meses e parcelas a partir de R$ 480.

Desde o dia 1º de agosto, quando foram abertas as inscrições, cerca de 2 mil pessoas foram atendidas no plantão da Construtora Pacaembu, na avenida Bady Bassitt, com os documentos necessários para dar entrada ao processo de aquisição da casa própria ou para esclarecer dúvidas. A Caixa, que financia os imóveis pelo programa habitacional Minha Casa Minha Vida, já está analisando as pastas completas.

As inscrições continuam, sem prazo para terminar. São necessários documentos pessoais, três últimos holerites, entre outros. A construtora analisa outros projetos para Rio Preto, mas sem lançamento previstos para este ano. (LM)

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