Diário da Região

09/08/2018 - 00h30min

ESTUDO

Rio Preto é a terceira melhor cidade do Brasil

Pelo segundo ano, Índice Desafios da Gestão Municipal, da consultoria Macroplan, coloca Rio Preto como a terceira melhor cidade entre as cem maiores do País

Juliana, 34 anos, com a filha Morghana: não faltou a nenhuma consulta pré-natal e elogia serviço em Rio Preto
Juliana, 34 anos, com a filha Morghana: não faltou a nenhuma consulta pré-natal e elogia serviço em Rio Preto

Rio Preto é a terceira melhor cidade para se viver no Brasil. A informação pode parecer repetida aos leitores do Diário, mas é notícia nova. A cidade dos Grandes Lagos, com 450.657 habitantes (51º no País), foi eleita mais uma vez pelo Índice Desafios da Gestão Municipal, edição de 2018, como uma das primeiras em qualidade de vida entre os cem maiores municípios brasileiros. O estudo levou em conta índices da educação, saúde, segurança, saneamento e sustentabilidade, relativos a 2016.

Pelo estudo desenvolvido pela Empresa de Consultoria e Estratégia Macroplan, Maringá, no Paraná, é a primeira colocada. De 0 a 1, a cidade alcançou uma pontuação de 0,748 pontos no geral. Piracicaba ficou em 2º lugar, com uma nota de 0,739. Em seguida está Rio Preto, com 0,738. Em 2006, a cidade ocupava o 12ª posição com uma nota de 0,612. No ano passado, quando também ficou em 3º no geral, a cidade fez 0,791 pontos.

Quando a classificação foi por área, Rio Preto ocupou o 2º lugar em educação. Com uma pontuação de 0,659 no setor, o estudo destacou que a cidade tem 100% das crianças matriculadas na pré-escola e 54,9% matriculadas na creche - nesse quesito, Piracicaba é primeira colocada, com índice de 59,3%.

Clique na imagem para ampliar  (Foto: Editoria de arte)

A segunda área de Rio Preto mais bem avaliada foi a saúde, que deu um salto de 2006 para 2016 e saiu da 22ª para a 7ª posição. A taxa de mortalidade infantil foi destaque, com 6,7 morte de crianças por 100 mil habitantes, enquanto em Joinville, a melhor, o índice foi de 5,1.

O que mais chamou a atenção, porém, foi a cobertura do pré-natal que é de 84,3%. Em Jundiaí, referência no indicador, esse índice foi de 86,7%. Entre as famílias beneficiadas com o pré-natal da saúde pública está a de Juliana Bertoni da Costa, 34 anos. Mãe da pequena Morghana, ela não cansa de contar todos os dedos das mãos da bebê de cinco meses.

Segundo ela as recomendações de acompanhamento feitas pelo Ministério da Saúde foram seguidas à risca. Não faltou a nenhuma consulta. "Tive uma gravidez tranquila. E não é só o meu caso. Meu pai e meu irmão tratam de doenças cardíacas sem pagar nada no Hospital de Base de Rio Preto", disse.

Nascida em Atibaia, a auxiliar de limpeza Luciana Aparecida Leite Santos, 38 anos, mora há dez em Rio Preto. Foi por aqui que ela teve três dos cinco filhos. Todos nasceram na rede pública da cidade. O filho caçula, Heitor, nasceu no último domingo na Santa Casa, após a mãe comparecer nas sete consultas do pré-natal realizadas na UBSF Jardim Simões/Renascer. "Só não fiz mais consultas porque só descobri que estava grávida muito tarde, na 12ª semana. Eu fui tratada com todo carinho pela equipe. Sempre me deram orientação", diz.

Para o economista e sociólogo Ari Ramos os dados são resultados da estrutura que a cidade possui nos setores. "Uma tendência natural da própria cidade. Estrutura econômica centrada em serviços - fortemente nos setores de educação e saúde - isso é histórico. A estrutura é consolidada e vai aprimorando."

Para o sociólogo, apesar da colocação no geral, Rio Preto precisa planejar e avançar. "Tem um espaço para melhora muito grande. Precisamos buscar lideranças para avançar, qualificar nossos alunos que vão ser os futuros profissionais. Temos ilhas de atendimento na saúde de ótima qualidade. Mas se olhar de uma forma geral tem muita reclamação".

(Colaborou Marco Antonio dos Santos)

Saneamento subiu posições

Rio Preto também subiu várias posições na categoria saneamento e sustentabilidade. Em 2006, ocupava a 31ª posição com 0,724 pontos, já em 2016 passou para a 17ª colocação com uma nota de 0,910. Entre os indicadores estão 100% de coleta do lixo e 93,9% da população com acesso à água potável. Para o secretário de Planejamento, Israel Cestari, o avanço é resultado de investimentos.

"O município fez investimentos massivos em saneamento. Temos uma estrutura de ponta com média comparada a países de primeiro mundo", afirmou. Índices considerados pelo sociólogo Ari Ramos como resultado também das discussões mundiais sobre a questão. "Há uma demanda social muito forte para isso. Saneamento tem um impacto considerável na saúde pública, por exemplo." (FP)

Segurança é ponto fraco

A única categoria em que a cidade caiu de posição de 2006 para 2016 foi segurança. De 10ª, com 0,824 pontos, caiu para a 28ª colocação, com uma nota de 0,836. Entre os desafios para manter a paz na cidade estão as taxas de homicídios e mortes no trânsito. "Crise e desemprego que abrem espaço para qualquer tipo de violência que a gente percebe de uma forma muito clara. O Estado não consegue dar uma resposta efetiva", disse o sociólogo Ari Ramos.

No trânsito, a violência é mais evidente. Em Taubaté, melhor colocada, em cada 100 mil pessoas, 6,9 pessoas morreram em 2016. Em Rio Preto foram 19 vítimas. Para o sociólogo, essa realidade é fruto de uma sociedade mal educada. "A gente vê uma dificuldade muito grande com o trânsito. Isso está diretamente ligado à Prefeitura e à educação centrada na criação de consumidores e não de cidadãos."

Para o diretor da consultoria responsável pelo estudo, Glaúcio Neves, este é o principal problema que Rio Preto precisa resolver. "A área crítica é realmente a segurança. Este é um ponto que o gestor municipal precisa planejar. A responsabilidade não é só do Estado. Tem fatores municipais que influenciam".

A expectativa do secretário de Planejamento, Israel Cestari, é de que a integração de dados que está sendo implementada na Prefeitura traga melhorias. "Todas as informações serão integradas. Estamos concentrados fortemente nesse trabalho. Estamos entrando em um processo de pensar mais na gestão. Uma mudança de paradigma". (FP)

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