Diário da Região

14/08/2018 - 00h30min

Adoção animal

CCZ de Catanduva lança book animal para incentivar a adoção

Centro de Controle de Zoonoses de Catanduva divulga fotos de pets, acompanhadas das características do animal, para incentivar a adoção responsável. Ao todo, são 70 bichos, sendo 36 cães e 34 gatos

Uma série de iniciativas e apelos para fomentar a adoção responsável de animais é lançada diariamente na internet, principalmente nas redes sociais. A Prefeitura de Catanduva não ficou atrás e pegou carona, propagando uma campanha criativa. Nela, os animais disponíveis para adoção no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) são expostos em uma espécie de book fotográfico, com uma ficha que traz informações completas sobre os pets.

A proposta foi elaborada para incentivar a adoção e chamar atenção dos moradores sobre os animais que vivem sob a guarda do local. E pelo menos ao que se refere a chamar a atenção a missão foi cumprida, tendo em vista a repercussão que a iniciativa teve nas redes sociais.

Ao todo, o book conta com 70 bichos, sendo 36 cães e 34 gatos. A Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Catanduva explicou que a ação será reforçada com a divulgação diária das fotos na página do poder público no Facebook. "Para facilitar o primeiro contato entre os possíveis interessados, nas imagens dos animais constam informações de suas principais características físicas e de comportamento, além do número do microchip", detalha o setor.

Os interessados em levar um dos pets para casa irão contar com vacinação, vermifugação e castração dos mesmos. Depois da adoção, o responsável assume todas as obrigações para com o animal de estimação.

Os perfis dos animais são variados e alguns estão alojados há mais de cinco anos no CCZ. Segundo o órgão, parte deles chegou até o local por situação de maus-tratos, abandono e até atropelamento. "Os bichos que apresentavam algum tipo de problema tiveram a saúde restaurada", completou.

A saúde e, de certa forma, a vida. Como foi o caso da Cigana, gata adotada através da campanha, pelo desempregado Tiago Queroz do Nascimento, de Catanduva. E olha que ela deu sorte, porque, a princípio, não seria a escolhida. "Eu queria adotar outro, mas ela acabou me escolhendo, pois foi a única que se acariciou em mim", conta o adotante.

Agora, Cigana deixou o Centro de Zoonoses para o próprio lar - e mais: ganhou também uma família grande, já que vai dividir a casa com outros três gatos e uma cachorra, além dos integrantes humanos.

Nascimento disse que a nova integrante da família já está completamente habituada e que esse tipo de ação que visa a adoção responsável precisa ser valorizada.

Convertida em resultados, a campanha ainda era tímida até o fechamento dessa edição, já que em pouco mais de uma semana, apenas dois animais - ambos gatos - haviam sido adotados por meio da ação, segundo informações da assessoria.

Adote

O procedimento para adotar um animal do CCZ de Catanduva é simples e os requisitos são: o interessado deve ter, no mínimo, 18 anos e comparecer ao local com documentos pessoais, como CPF, RG e também comprovante de residência. "A recomendação é que a pessoa leve uma caixa de transporte ou coleira-guia na hora de retirar o pet", orientam os responsáveis pela campanha.

Dos animais disponíveis, apenas um, já com idade avançada, é da raça Dachshund, mais conhecida como "salsicha". Os demais não possuem raça definida. Todos são considerados adultos, com média de cinco anos de idade.

A Prefeitura enfatiza que no CCZ os animais são monitorados por especialistas, recebem os cuidados de dois médicos veterinários e quatro tratadores. De acordo com suas características, são alojados em canis e gatil (individual ou comunitário). Além de atendimento clínico, eles recebem alimentação e cuidados de banho e tosa, como explica Natália Amaral Ambrósio, médica veterinária do local.

"Esse projeto causa uma reflexão sobre a questão da guarda responsável de animais. As pessoas que querem ter um animal precisam saber que existem obrigações, precisam estar atentas aos cuidados essenciais", detalha a veterinária.

Hoje, cerca de 100 animais estão alojados no Centro de Controle de Zoonoses de Catanduva. Não existe uma média de animais recebidos por mês, pois o número é flutuante. No mês de julho, por exemplo, o órgão recebeu 16 cães e gatos de uma única vez.

Serviço:

  • Centro de Controle de Zoonoses Catanduva. Horário: segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. Endereço: Rodovia Vicinal Vicente Sanches, sem número. Telefone: (17) 3524-2445

Cachorro aguarda retorno do dono que morreu há duas semanas em Auriflama

Um caso que chamou a atenção dos moradores de Auriflama e que até parece cena de filme, mas é realidade: um cão fica esperando o retorno de seu dono que morreu assassinado na cidade.

A história do animal chamado Danadinho foi publicada por Lourdes Brito, que é presidente de uma Associação de Proteção e Amparo Animal, comovendo os internautas. O dono do cão, Ituo Sugimoto, de 67 anos, popularmente conhecido como Japonês, morreu no último dia 30 de julho.

Na ocasião, o aposentado foi assaltado e agredido por bandidos, sendo encontrado caído com diversos ferimentos pelo corpo. Ele foi socorrido no dia 17 de julho, chegou a ficar internado, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no final do mês.

Lourdes contou ao Diário que resolveu publicar a história após perceber que o cachorro continuava esperando pelo dono na estrada de terra. “O Japonês vinha todo dia para cidade e o cachorro sempre o acompanhava e o dono o fazia voltar. o Danadinho ficava esperando na estrada de terra a volta do dono”.

“Como é o caminho que eu faço para ir para cidade, sempre via a cena deles seguindo juntos para casa (homem e animal), mas depois da morte do dono, percebi que ele continua esperando. É uma história muito triste” completou Brito.

A presidente de uma associação de proteção animal na cidade contou que o cão está sendo tratado por um vizinho, mas o companheirismo de esperar pelo dono continua mesmo depois da morte do homem. “Como explicar que seu dono tão amado não voltará?” escreveu Lourdes nas redes sociais.

História parecida

Em março, uma história parecida foi registrada em Novo Horizonte. Um cãozinho ficava esperando seu dono na porta da Santa Casa da cidade, o animal estava há quatro meses à espera de seu dono que havia sido socorrido e levado para hospital, mas que já havia morrido.

O dono do cão morreu no dia 31 de outubro de 2017, após uma briga de rua. O crime foi em uma praça da cidade. Na época, após uma discussão, um homem desferiu golpes de faca contra o dono do animal, que foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com a equipe de resgate, o animal acompanhou os bombeiros, continuando na portaria mesmo após o seu dono morrer.

Na história de cumplicidade, o cão chegou a ser levado para uma canil da cidade, mas o amor falou mais alto e ele fugiu. O animal caminhou mais de três quilômetros até chegar novamente ao hospital. Depois da história, ser amplamente divulgada nas redes sociais, o cão foi adotado e ganhou o nome de Campeão.

(Colaborou Rone Carvalho)

Efeito reverso em Rio Preto

Em Rio Preto, campanhas de adoção divulgadas no ano passado pelo Centro de Controle de Zoonoses resultaram em um efeito reverso, ou seja, ao invés de aumentar o número de adoções, cresceu o número de abandono de animais no local. Mas atualmente o órgão possui um número relativamente baixo de animais para doação: são 20 cães adultos e dois gatos adultos. "São cães sem raça definida, muitos são idosos, estão castrados, vacinados contra raiva e com identificação de microchip", como explica Vanessa Leyko Aoki, veterinária-gerente do CCZ.

O local não recebe animais de pessoas que não os querem mais e a maioria é oriunda de resgates da Diretoria de Bem Estar Animal. A ONG Fauna auxilia nas ações, levando alguns pets para feiras de adoção que fazem todo final de semana. Foi em uma dessas feiras que a recepcionista Camila Aparecida Menandro encontrou a Jully Baby, nome dado por seu filho Davi, 7 anos, à cachorrinha de três meses. "O Davi é muito agitado e a Jully o acalmou. Ele cuida dela, brinca, faz companhia, sem contar a alegria que ela trouxe à casa", diz a recepcionista.

Durante as ações em Rio Preto, foram adotados 72 cães e 30 gatos, de janeiro a julho desse ano. No mesmo período do ano passado, foram adotados 78 cães e 48 gatos. Os procedimentos para adoção no município também são facilitados: é necessário ser maior de idade, portar comprovante de residência e documento pessoal, além de guia e coleira, no caso de cães, e caixa de transporte, no caso de gatos. "Não liberamos animais para pessoas que vierem adotar de moto", frisa. (EB)

Serviço:

  • Centro de Controle de Zoonoses Rio Preto. Horário: segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. Endereço: Av. Projetada 2, nº 17-21, Residencial Set Sul. Telefone: (17) 3231-6494

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