Diário da Região

05/08/2018 - 00h30min

COLÔMBIA

Roteiro na Colômbia valoriza fazendas de café, natureza e cidades históricas

Fazendas, natureza e cidades históricas são as principais atrações num roteiro que valoriza um dos orgulhos do país

Divulgação Vista de drone do Vale do Cocora: caminhadas e cavalgadas
Vista de drone do Vale do Cocora: caminhadas e cavalgadas

Assim como Trump é tabu para norte-americanos e Brexit para britânicos, não convém indagar colombianos sobre cartéis ou guerrilhas. Por outro lado, é fácil atrair sorrisos no país andino: basta falar sobre café. Orgulho nacional, a bebida está na boca de todos, sobretudo no Eixo Cafeeiro (em espanhol, Eje Cafetero). Aqui se colhe aquele que é considerado o melhor grão do país e, há algum tempo, do mundo.

O eixo fica no oeste da Colômbia, no centro do triângulo formado por Bogotá, Medellín e Cali. Entre as faixas ocidental e central da Cordilheira dos Andes, é formado pelos departamentos de Caldas, Risaralda e Quindío. É uma paisagem de montanhas verdes, com vegetação que lembra a Mata Atlântica. Apesar de estarmos próximos da zona equatorial, a temperatura é amena o ano inteiro (média entre 20°C e 22°C), e quase todo dia inclui névoa, sol e garoa.

Clima de interior

Quem viaja para o Eixo Cafeeiro pode optar por uma base urbana, ficando em capitais regionais como Manizales ou Pereira, esta com aeroporto onde chegam voos de todo país (a cerca de uma hora de voo de Bogotá, ou 315km de estrada). Mas para viver a experiência do agroturismo, o melhor é se hospedar na zona rural.

Nos últimos anos, muitas fazendas antigas foram convertidas em hotéis. Na Hacienda Castilla, na área rural de Pereira, por exemplo, os quartos ao redor do pátio central mantêm móveis e portas antigos. Na mesma cidade, o Hotel Boutique Sazagua aposta em decoração colonial com quartos modernos. Comuns na região, águas vulcânicas são os atrativos nas termas Santa Rosa de Cabal, em Risaralda, e nas Termales del Otoño, en Caldas.

Outra opção é se hospedar em fincas cafeteras como a Hacienda Venecia, em Manizales. Nesses locais, hóspedes e visitantes podem ver como o grão é colhido, torrado, moído, preparado e melhor servido, seguindo o padrão gourmet, sem açúcar ou adoçante. Vale ressaltar que, por características do solo e do clima, as sementes colombianas são naturalmente menos amargas do aquelas com que estamos acostumados no Brasil. Graças a essa "doçura natural" - além de um marketing certeiro com o personagem chamado Juan Valdez -, o café colombiano conquistou o mercado internacional.

Em tempo: o limite de quanto café você pode trazer do exterior não é de volume, mas de valor. Pode-se entrar no Brasil com até US$ 500 em café solúvel, torrado ou moído. Grãos são barrados pela vigilância sanitária.

Mas de volta ao Eixo. Em meio aos cafezais, contribuindo para a riqueza do solo, são cultivadas frutas nativas que desbancam outras. No menu dos restaurantes, onde os destaques são "pratos feitos" de origem camponesa, é comum não haver suco de laranja. Marcam presença bebidas de lulo, uchuva, zapote e guanábana - proparoxítona que vai muito bem com leite.

Pelas estradas, a cada momento surgem motivos para encostar e tirar uma foto: vales belíssimos, cascatas caudalosas e até picos nevados como o Del Ruiz, com 5.321 metros de altura.

Uma empreitada popular é o Vale do Cocora, onde cresce a palma de cera. Árvore nacional da Colômbia, ela atinge 60 metros e corre risco de extinção - assim como o urso-de-óculos, o bugio-vermelho e o condor-dos-andes, todos habitantes da área. Por falar em condor, a região é um paraíso dos birdwatchers: são 1.932 espécies de aves, 20% de todas que existem na Terra.

Em meio a paisagens exuberantes surgem cidadezinhas charmosas como Salento e Filandia, cujo nome significa "filha dos Andes". Elas conservam a arquitetura trazida pelos colonos da cidade de Antióquia, marcada porfachadas coloridíssimas. 

Na Praça Bolívar, a principal de Filandia, está sentado Oscar Naranjo, 70 anos. Com bengala, chapéu feito à mão e um típico poncho arriero, ele observa os turistas com desconfiança e quer saber de onde sou. Quando conto que vou falar de sua região no Brasil, ele pede: "Diga que o café é bom, mas o povo também."

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