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22/07/2018 - 00h00min

AMÉRICA CENTRAL

Veja quais são os pontos turísticos mais visitados da Costa Rica

Além de esportes radicais tradicionais, Costa Rica conta com rotas temáticas inusitadas que celebram a natureza

Gabriel Menezes/Agência O Globo Natureza integrada: o Hotel El Bambu, em Sarapiquí
Natureza integrada: o Hotel El Bambu, em Sarapiquí

Na parte alta do Rio Sarapiquí, o rafting é a atividade mais popular. Como na maioria dos passeios de aventura na região, a modalidade é oferecida em reservas ambientais privadas, mantidas com a renda gerada pelo turismo. O passeio começa, em geral, no distrito de La Virgen. Para quem se hospeda na região, o transporte é incluído no programa.

São cerca de duas horas de descida nas águas do Sarapiquí, cuja parte alta é densamente rochosa. Em pontos mais profundos, o guia para o bote, e os visitantes podem nadar. No meio do circuito, são servidas frutas da estação. Nota-se a preocupação com a segurança. Além de orientações prévias sobre o que fazer em caso de queda da embarcação, outro guia segue à frente num caiaque, para identificar obstáculos que possam estar adiante.

Na Reserva e Hotel Selva Verde, que ocupa uma área protegida de 500 hectares, os turistas podem curtir outra atividade que envolve diretamente natureza e adrenalina: a caminhada noturna. No passeio guiado pela floresta tropical, observa-se a fauna de perto: morcegos, serpentes e a rã-de-olho-vermelho, um dos símbolos do país. O programa pode parecer um pouco assustador, mas os guias informam que é bastante seguro, quando acompanhado por profissionais especializados.

Formigas

Na Reserva Biológica Tirimbina, o Tour do Chocolate leva o visitante a conhecer de perto a cultura do cacau - que é originário da América Central - e suas atribuições ao longo da história, até ser usado como matéria-prima para o chocolate que se consome hoje. Além de experimentar a semente torrada, pode-se acompanhar o preparo artesanal e degustar a cacagua, bebida feita com o fruto, que era sagrado para os povos nativos da região.

Em outro passeio pelas redondezas, as formigas são as protagonistas de um tour temático. Há 15 anos estudando de forma autodidata a vida desses animais, o ambientalista Leo Herra desenvolveu um sistema fechado que recria um formigueiro e o seu entorno. Em uma hora de passeio, o visitante aprende sobre as particularidades das formigas. Com sorte, é possível ver a rainha de perto.

"Há 600 espécies de formigas na Costa Rica. Ainda temos muito o que aprender", diz Herra. "Creio que a maioria das pessoas, quando está numa floresta, não presta atenção especificamente neste animais. O meu trabalho é mudar isso."

Paraíso de surfistas

De Sarapiquí, seguimos para Puerto Viejo de Talamanca, na Província de Limón, no Caribe Sul. São três horas e meia de viagem, e o caminho exibe plantações de bananas e rios cobertos por pedras enormes. Passamos também pelo Parque Nacional Braulio Carrillo, um dos maiores do país, com vulcões adormecidos.

No vilarejo, são perceptíveis as diferenças culturais em relação a outras partes do país. É ocupado, principalmente, por descendentes de africanos que foram trazidos para a América como escravos. O reggae e a herança africana estão bastante presentes em todo canto.

Com praias como Chiquita, Negra e Punta Uva, a região atrai surfistas de todo o mundo, por conta das grandes ondas. A vida noturna é agitada, com lojas de artesanato e restaurantes típicos. O Tamara serve lagosta caribenha, acompanhada de legumes e risoto de queijo e pimenta. O sabor é delicioso, mas, o preço, salgado: a porção individual sai por US$ 60.

Mundo de corais

A 17 minutos de carro do centro de Puerto Viejo de Talamanca, está o Parque Nacional Cahuita, um dos santuários ecológicos do país. Transformado em reserva nos anos 1970, é o lar de animais como macaco-congo, macaco-de-cara-branca, bicho-preguiça, quatis, tucano e garça-real. Além disso, tem o maior sistema de recifes de corais da Costa Rica, com grande variedade de peixes tropicais coloridos.

Segundo o guia de turismo Greivin Cubero Ramirez, até ser transformada em reserva, a região era povoada basicamente por pescadores. "Foi um longo processo até conscientizar os moradores de que a preservação pode ser lucrativa. Há 15 anos, ainda havia caçadores e pescadores por aqui", conta. "Hoje, eles se deram conta de que esses animais vivos são mais valiosos para a população. Praticamente todos na região tiram o seu sustento do turismo."

O parque também é ponto de snorkeling. Munido de pé de pato, óculos e snorkel, o visitante é acompanhado em mergulho de duas horas em dois pontos distintos. Depois, os guias preparam uma mesa com frutas tropicais em plena floresta. Em seguida, os participantes fazem caminhada por uma trilha no parque. Um passeio completo.

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