Diário da Região

29/07/2018 - 00h00min

Saúde física

Dieta equilibrada durante gestação pode trazer benefícios para o parto

Para ter um trabalho de parto mais tranquilo e menos doloroso, é essencial eliminar alguns alimentos

Pixabay/Divulgação Cuidar da alimentação contribui para um parto tranquilo e menos doloroso
Cuidar da alimentação contribui para um parto tranquilo e menos doloroso

Acreditar que grávida pode comer de tudo é um erro comum entre as mães de primeira viagem. Há quem acredite que nesse período grávida passar vontade faz mal, então está tudo liberado. Ledo engano. "Toda grávida dele ter uma dieta balanceada não restritiva. Sou contra dieta restritiva para gestante. O ideal é o equilíbrio e fazer escolhas naturais e saudáveis", declara Roberta Herrera, ginecologista e obstetra da Clínica da Mulher e do espaço Flor&Ser Mater, voltado para apoio à gestante, parto e amamentação, em Rio Preto.

Segundo Roberta, antes de fazer qualquer escolha a gestante deve buscar informações. "A gestante tem que ter informação sobre os tipos de parto, sobre os benefícios e complicações que cada parto pode ter. Esse é o primeiro passo para que ela passe por um parto natural mais tranquila", diz ela, que continua: Após a certeza de sua escolha, vamos trabalhar o físico para amenizar a dor. No meu ver, uma das atividades indicadas para quem quer um parto natural é o yoga, porque trabalha o corpo e a mente, e esse equilíbrio é muito bom na hora do parto", sugere.

Adeus, açúcar

Letícia Borges Moreira Dias, nutricionista do Hospital da Criança e Maternidade de Rio Preto, diz que o açúcar pode prolongar o trabalho de parto e torná-lo mais doloroso. Isso porque quando o açúcar é digerido pelo organismo, ocorre a liberação de glicose. "Uma grande quantidade de glicose no organismo pode diminuir os receptores de prostaglandinas (hormônio responsável pelo início do trabalho de parto), ou seja, esse hormônio, mesmo sendo produzido para iniciar o trabalho de parto, tem seu efeito reduzido. Na prática, o consumo excessivo de açúcar pode tornar as fases iniciais do parto (pródromos e fase latente) mais prolongadas, o que fará com que a gestante sinta dor por mais tempo", explica.

Segundo Letícia, farinha branca e qualquer outro alimento com alto índice glicêmico agirá na gestante da mesma maneira. "O ideal é que durante toda a gestação o consumo desses alimentos seja diminuído, mas torna-se ainda mais importante evitá-los durante o terceiro trimestre", diz ela, que continua: "Esses alimentos podem prolongar e dificultar o período de trabalho de parto independentemente da forma de parto que será realizada", frisa.

Roberta conta que avisa todas as suas gestantes sobre a importância de se atentar ao que se ingere durante a gestação. "Se você come muita farinha branca, depois não pode ficar brava se a criança só comer salgadinho e não fruta. O paladar do bebê é formado intraútero. Então, o ideal é a mãe ter uma dieta balanceada, buscando fazer escolhas saudáveis. Evitando sal, carne crua e alimentos que não têm certeza da sua higienização. Além disso, é importante ingerir bastante líquido e buscar sempre um equilíbrio", reforça.

Parto tranquilo

Segundo os especialistas, a grávida que busca por informação está ciente de tudo que pode acontecer com ela e com o bebê. Então esse tipo de gestante faz escolhas melhores. Sabe que é importante manter o corpo e a mente em equilíbrio. Sabe que se exagerar em açúcar e farinha branca terá consequências. "Conversar com a gestante, explicar como o organismo reage gera confiança e tranquilidade nas escolhas. Ao descobrir que depois da trigésima sexta semana o melhor é cortar alguns alimentos para que o parto seja mais tranquilo e menos doloroso, lhe dará consciência de como agir. Até mesmo para as que escolhem a cesária reduzir o açúcar é importante. Açúcar e farinha branca são estimulantes e sabemos que na reta final o que a grávida preza é por paz e tranquilidade para que o parto flua da melhor maneira", declara Roberta.

Para Letícia, a gestante deve cuidar da qualidade da sua alimentação durante toda a gestação, visto que desde o segundo trimestre o bebê receberá tudo o que a mãe consumir, isso está diretamente relacionado ao crescimento e desenvolvimento do bebê e ainda interfere na formação do paladar da criança. "Pensando no momento do parto, alguns estudos já relacionam o consumo de tâmaras no último mês de gestação a um menor tempo de trabalho de parto, e outros estudos relacionaram consumo de alimentos picantes ao início das contrações e diminuição de tempo de trabalho de parto também. Porém, é sempre necessária a avaliação individual para determinar quantidades necessárias", frisa.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha?
Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso