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29/07/2018 - 00h00min

SAÚDE FÍSICA

Já ouviu falar em "WhatsAppite"? Especialista alerta sobre doença

Necessário ou não, o celular precisa ser usado com cautela para não prejudicar a saúde

Pixabay/Divulgação Coluna, mãos, punhos e olhos são afetados pelo uso excessivo de celulares
Coluna, mãos, punhos e olhos são afetados pelo uso excessivo de celulares

Você já imaginou sair de casa sem levar o telefone celular? Para muita gente, está cada vez mais difícil desapegar do aparelho. Uma mulher de 32 anos deu entrada no Hospital de Granada, na Espanha, após usar o aplicativo de bate-papo por seis horas consecutivas. Qual é o nome da doença? "Whats Appite". Parece piada, né? Mas não é, o quadro chegou a ser descrito numa publicação científica. Esse é só um dos casos. Já está mais do que comprovado que o uso em excesso do celular prejudica o sono e faz mal para coluna, mãos, punhos, olhos e os sinais emitidos por ele podem ser "possivelmente cancerígenos".

Segundo a reumatologista Lucia Buffulin, as mãos, os punhos e as falanges das mãos são articulações extremamente aptas ao exercício de movimentos finos, então o super uso delas pode levar ao desgaste precoce. "Hoje é grande o número de pessoas portadoras de tendinite. Existe uma tendinite no polegar que chama tendinite 'De Quervain', que tem ocorrido em pessoas jovens, essa era uma patologia articular que era reservada a pessoa com uma idade mais avançada, hoje tem se apresentado em pacientes adolescentes", diz ela, que continua: "Além da tendinite 'De Quervain' no punho, também aparece a síndrome do túnel do carpo, principalmente pelo hiper movimento que tem ocorrido nessas circunstâncias. Por último, a artrose de polegar, que tem o nome de rizartrose, também acometido precocemente pelo super uso dessas articulações", pontua a médica, que garante: para melhorar é preciso mudar e entender a necessidade de descanso das articulações e evitar o celular quando não for de extrema importância.

Olhos ressecados

O oftalmologista Fernando Heimbeck, responsável pelos departamentos de Córnea Refrativa, Lente de Contato e Oftalmologia Geral, do D'Olhos Hospital Dia, diz que o grande problema é como usamos o celular e não apenas o aparelho em si. "Ao usar o celular, diminuímos muito a frequência do ato de piscar, normalmente piscamos 15 vezes por minuto, mas esta taxa cai para metade ao usar o smartphone. À medida que olhamos para ler nessas telas pequenas, nossos músculos do rosto, pescoço e ombros se contraem, os olhos ficam cansados e a visão pode ficar embaçada", explica. "Outros estudos demonstram que o aumento da miopia na população mundial pode ser devido ao excesso de 'visão de perto' ao utilizar celulares, tablets, computadores. Nos últimos 50 anos, o número de pessoas míopes duplicou. Estima-se que em 2020 um terço da população mundial será míope e em 2050, a metade", alerta.

Para Heimbeck, não há necessidade de parar o uso do smartphone. "O importante é fazer uma nova reeducação ocular que consista em mudar alguns hábitos", frisa.

Sono em risco

Um estudo recente da universidade de Oxford, conduzido por Matthew A. Christensen, mostrou que o tempo que cada indivíduo passa olhando para a tela do celular reduz o tempo total e a qualidade do sono. "Sonolência diurna e redução da capacidade de concentração são as queixas mais precoces. Esquecimento, mudanças de humor e impaciência ocorreriam depois de alguns dias levando a prejuízo social e ocupacional", alerta o neurologista Fábio de Nazaré, do Hospital de Base, que continua: "O celular foi incorporado à nossa rotina e apesar disso trouxe problemas relacionados ao sono, dor crônica, transtorno de ansiedade ou até dependência psicológica. A sugestão é reduzir o tempo de uso, intercalando com outras atividades, e desligar as notificações e alarmes durante o período da noite".

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