Diário da Região

29/07/2018 - 00h00min

FAMÍLIA

Mais próximos, relação entre netos e avós é marcada por amor e aprendizado

Guilherme Baffi Terezinha, Joaquim e Nataly uma relação de pais e filha
Terezinha, Joaquim e Nataly uma relação de pais e filha

Há 18 anos, Célia Accorsi ganhou o título de avó, e de lá pra cá a lista de netos só aumentou, assim como seu amor por eles. "Tenho uma relação muito próxima a todos os meus netos. Saímos para jantar, vamos ao cinema, viajamos juntos, eles dormem em casa. Minha casa está sempre pronta para recebê-los. Conta ela que é avó de Isabela Accorsi Gianini, 18 anos, Rodrigo Accorsi Gianini, 14 anos, Beatriz Accorsi Gianini, 12 anos, Gabriella Accorsi Nicoletti Siqueira, 13 anos e Lucas Accorsi Nicoletti Siqueira, 8 anos.

Isabela foi quem abriu a fila e ficou sozinha durante quatro anos, e ao falar dos avós diz que hoje entende o valor deles em sua vida. "Já tive minha fase próxima, depois me afastei, mas hoje sei o quanto eles significam em minha vida. Mesmo morando fora, falo com minha avó toda semana. Quando fiz um intercâmbio na Alemanha e me senti sozinha, liguei para ela e pedi ajuda. Ela e meu avô não pensaram duas vezes e foram ao meu encontro. Aquele tempo juntos me fez tão bem", relembra.

Para Isabela, a avó é seu exemplo. "Tenho uma admiração tão grande por todos da minha família, mas falar da minha avó e de tudo que ela representa pra mim é tão natural, que às vezes eu nem percebo o tamanho da importância. Ela é tudo pra mim", disse.

Amor diário

Há nove anos, a advogada Nataly Goloni optou por morar em Rio Preto na casa de seus avós. "Foi a melhor escolha que eu fiz. Eles sempre cuidaram de mim. Aprendi tanto com eles. Aprendi que a família, por mais diferença e atritos que possamos ter, é o bem mais precioso. O amor que eles têm por mim me ajudou a ser mais humana e a não pensar só em mim", conta ela.

Aos 86 anos, Joaquim Claudino Sobrinho, que sempre foi um homem muito ativo, hoje encontra limitações para se locomover, mas nenhuma é grande o suficiente para brecar a neta. "O vô teve um AVC, um derrame e algumas quedas, e isso o deixou de cama, mas me esforço para vê-lo bem".

Mesmo sem falar, seu Joaquim sorri para a neta. É o brilho em seus olhos a prova de que esse amor é reciproco.

Entre avô e neta está dona Terezinha Dias, 70 anos. De sorriso fácil e fala tranquila, ela conta que a neta é a melhor coisa que aconteceu na vida deles. "Hoje não seríamos nada sem ela. É ela quem faz tudo por nós. Cuida mesmo. Ela é brava, mas nós nos entendemos porque nosso amor é maior do que qualquer desentendimento", garante.

Aprendizado e diversão

Divulgação Célia e Nelson Accorsi ao lado das filhas, netos e genros
Célia e Nelson Accorsi ao lado das filhas, netos e genros

Segundo Célia, os netos são responsáveis por uma parte de sua vitalidade. "Eles me ensinam muito. Nem sempre falo isso para eles, mas eles me dão vitalidade. A Isabela é mais velha, já pode sair e tomar um vinho comigo. Os outros são mais novos e eu tento fazer programa para a idade deles. Recentemente a Beatriz perdeu uma viagem da escola, por causa da greve dos caminhoneiros, e eu vi o quanto ela ficou triste. Então, para que ela pudesse se distrair, criei um programa para fazermos juntas", diz.

Para Beatriz, 12 anos, seus avós significam vida. "Eles são meu tudo. Eu adoro estar com eles. Minha avó cozinha super bem. É uma ótima companheira de viagem. Fomos para a Disney juntas e ela foi em todos os brinquedos. Nos vemos toda semana. Se não vamos na casa dela, ela vai na nossa, mas nunca deixamos de nos ver", garante.

Gabriella e Lucas moram em Novo Horizonte, mas sempre que podem estão em Rio Preto. "Se minha filha não vem para cá, eu vou para lá. Não consigo ficar sem vê-los. A família pra mim é muito importante. Sempre ensinei isso para minhas filhas e ensino o mesmo para os meus netos. E respeito a fase de cada um. O Lucas é o menor, brincam que ele é meu queridinho, mas não é isso. Ele é o mais novo, a 'raspinha do tacho', então quero curtir o máximo que eu puder enquanto ele está assim, pequeno. O Rodrigo, a Gabriella e a Beatriz estão na adolescência, sei que agora é o tempo deles de buscarem mais os amigos e respeito isso, mas nunca deixo de estar com eles. O amor é grande demais para ficar longe", frisa Célia.

Gabriella e Lucas sabem da importância dos avós em suas vidas. "Adoro viajar e ir ao shopping e ao cinema com meus avós. É sempre bom estar com eles", diz Lucas.

Para a Gabriella, ter essa relação próxima com os avós é um privilégio. "Todos os momentos são bons. Sempre nos divertimos, saindo ou na casa deles. Gosto muito de estar com meus avós. Quando não vamos a Rio Preto, eles vêm nos visitar. Nunca deixamos de nos ver", diz.

Faz bem

De acordo com Alessandra Andrade, psicóloga e gestora de pessoas, em Rio Preto, os avós contribuem para a sobrevivência dos mais novos, pois com os seus conhecimentos eles ajudam a alimentar e a cuidar das novas gerações. "Eles são capazes de transmitir aos seus netos seus conhecimentos e habilidades. Os avós oferecem a sabedoria adquirida durante a vida. Já os netos são importantes na vida dos avós por trazerem novas ideias, energia e vitalidade nessa etapa de vida em que estão, pois conseguem aproveitar os netos melhor do que aproveitaram os próprios filhos", diz.

Para a especialista o amor entre avós e netos é tão forte quanto o amor dos pais pelos filhos. "As relações emocionais entre netos e avós têm um significativo impacto na vida acadêmica, psicológica e social no desenvolvimento das crianças. Frutos esses como: sentimentos de compaixão, ternura, amor, além de tornar as crianças mais autoconfiantes", frisa.

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