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29/07/2018 - 00h00min

Comportamento

Desapego: movimento minimalista defende que dá para viver bem com menos coisas

Ser minimalista é consumir de forma mais consciente e viver uma vida mais leve e equilibrada, defendem especialista

Julie Johnson/Unsplash/Divulgação Vida minmalista
Vida minmalista

Você já pensou em se desfazer daquelas coisas que estão encostadas há muito tempo no seu armário, na sua casa, na sua vida e que você nunca usa, como um meio de se sentir mais leve? Essa é a ideia do minimalismo, uma tendência mundial que tem ganhado cada vez mais visibilidade. Não pense que o minimalismo é não ter quase nada. Você não tem de doar todos os seus itens de casa ou todos os seus sapatos e roupas; não é perder seu poder de decisão de ter o que quiser ou perder sua liberdade de escolha. Ser minimalista é consumir de forma mais consciente.

O movimento ganhou um documentário sobre o tema na Netflix. Segundo os autores, os escritores Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, o "Minimalism: A Documentary About the Important Things ("Minimalismo: um documentário sobre as coisas que importam", em tradução livre), retrata a vida de pessoas que vivem apenas com o essencial. É um comportamento que torna as pessoas mais importantes do que as coisas que elas têm.

O documentário mostra que o menos pode ser mais quando o assunto é felicidade. Ele conta a história de dois jovens típicos da geração Y que cresceram perseguindo um sonho americano meio yuppie, que envolve o que vemos nos filmes: dinheiro, uma posição social e muitos objetos. Eles não se sentiam completos e felizes e resolveram tirar tudo que era sobra em suas vidas. A ideia deles foi só deixar o que tem valor. Não em relação ao valor monetário, mas sim no sentido e no propósito de possuirmos certa coisa.

Juntos criaram o blog The Minimalists. "Com menos importância para o material, podemos abrir espaço nas nossas vidas para o que realmente importa", diz Ryan Nicodemus. E continua: "O minimalismo não é uma 'competição' sobre quem tem menos coisas. Ao contrário, queremos mais: mais tempo, mais espaço, mais paixão, mais experiências. Limpamos a bagunça do caminho da vida para sermos mais livres".

"O minimalismo é um movimento contra-hegemônico que representa um novo estilo de vida dentro da sociedade capitalista. Os seus adeptos passam a criticar o consumismo descontrolado, as formas desenfreadas de produção, a descartabilidade, a perda da qualidade de vida em nome do trabalho e outros aspectos e passam a viver de outra maneira, sem uma orientação para o consumo", explica Marcelo Mocarzel, pesquisador de Educação, Comunicação e Cultura da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

O minimalismo traz características de movimentos contraculturais dos anos 1970 e 1980 como os hippies e os punks, mas de outra forma. Minimalistas não pregam o rompimento ou uma sociedade alternativa, mas uma mudança de dentro, por dentro do capitalismo: a criação de novos hábitos, que podem reduzir o nível de consumismo no planeta.

"Porém, trata-se de um movimento também individual, familiar, nem sempre coletivo", diz Mocarzel. O diálogo entre os minimalistas, muitas vezes, se dá pelas redes sociais, em comunidades virtuais. "Trata-se de uma desaceleração, com foco em sustentabilidade, no sentido macro. Em ter uma vida mais equilibrada, sem a necessidade de ter o tempo todo", diz ainda.

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