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15/07/2018 - 00h00min

SAÚDE EMOCIONAL

Veja que o segredo para cuidar do amor reside na atenção com a ternura

A ternura vive de gentileza, de pequenos gestos que revelam o carinho

Pixabay/Divulgação amor
amor

Se há algo que tem provocado inconformismo para muitos é a falta de gentileza e amorosidade no mundo. É um "salve-se quem puder" em todos os aspectos: no trânsito, no trabalho e até mesmo nas relações familiares e nas amizades. Se para muitos já é difícil conceituar o amor, muito mais difícil ainda será praticá-lo, pois há amor egoísta (concupiscência) e amor de benevolência (caridade), há o amor-próprio e amor desprendido, há amor erótico e o amor platônico.

Se a época atual conquistou muito em amor erótico, importa que estas liberdades conquistadas sejam transformadas em mais amor fraterno, compromisso e tolerância. "Podemos concluir que, sob todas as formas em que ele se apresente, o essencial caracterizador do amor chama-se doação, perdão e renúncia, quando amar é justamente preocupar-se com a felicidade do ser amado, pois o amor se identifica plenamente com o bem que o inspira", diz o professor Antônio Celso Mendes.

O segredo maior para cuidar do amor reside no singelo cuidado da ternura. A ternura vive de gentileza, de pequenos gestos que revelam o carinho, de sacramentos tangíveis, como recolher uma concha na praia e levá-la à pessoa amada e dizer-lhe que, naquele momento, pensou carinhosamente nela". É o que sustenta em seu blog o teólogo Leonardo Boff, autor de "O Cuidado Necessário" (Vozes 2012). Ele prossegue: "Tais 'banalidades' têm um peso maior que a mais preciosa joia. Assim como uma estrela não brilha sem uma atmosfera ao seu redor, da mesma forma, o amor não vive sem uma aura de enternecimento, de afeto e de cuidado."

Faz bem para você também

Estudo feito pela pesquisadora Sonja Lyubomirsky, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, demonstrou que ser gentil e bom para o outro pode nos deixar mais felizes. Isso porque a gentileza está ligada ao gene que libera a dopamina, o neurotransmissor que proporciona a sensação de bem-estar. Por isso, aqueles que ajudam os outros regularmente têm mais saúde mental e menos depressão. Pessoas solidárias têm menos probabilidade de sofrer de doenças crônicas, e seu sistema imunológico tende a ser melhor, pois existe uma relação direta entre bem-estar, felicidade e saúde. Pessoas gentis não são individualistas, respeitam o trabalho do colega, razão pela qual chegam mais longe, já que abrem caminhos de comunicação com os outros e se tornam mais acessíveis. E agir assim pode ser muito mais fácil do que parece. Afinal, ao contrário do que muitos pensam, a gentileza não é uma escolha, mas sim, um instinto natural do ser humano.

Essência desconectada

Os especialistas garantem que estamos nos desconectando de nossa essência e sem amor e gentileza a humanidade regredirá. Gentileza é a qualidade do que é gentil, do que é amável. Gentileza é uma amabilidade, uma delicadeza praticada pelas pessoas. É uma forma de atenção e de cuidados que torna os relacionamentos mais humanos e menos ríspidos. Quem pratica a gentileza não tem má vontade, não é indiferente, e sim, cuidadosa, distinta e delicada. "Vivemos em um mundo altamente competitivo. Competimos no trabalho, por espaço no trânsito, por atenção nas redes sociais. E assim, vamos nos distanciando da preocupação com o outro, das noções básicas de empatia e gentileza", diz a influenciadora digital Renata Spallicci. No entanto, podemos sempre nos reconectar com esse sentimento. Não é algo simples, mas que, ao fazermos, trazemos enormes benefícios para as nossas vidas e para aqueles que nos rodeiam.

"As relações humanas têm como pacto principal o amor. Seja este amor filial, fraternal, parental ou carnal. É o amor que aproxima as pessoas", diz a psicoterapeuta Mariah Bressani. Podemos encontrar uma saída se dermos preferência à ética do amor.

No livro "O Poder da Gentileza", Linda Kaplan Thaler e Robin Koval mostram que ser gentil é tão importante quanto ser eficiente. E tratar bem as outras pessoas não é apenas um ato de educação ou uma vantagem. É algo que também é bom para sua saúde e sua vitalidade. Pelo menos é o que afirma a psicóloga Barbara Fredrickson, autora do livro "Amor 2.0- A ciência a favor dos relacionamentos" (Companhia Editora Nacional).

Questão de sobrevivência

Uma teoria publicada pelo professor Sam Bowles, do Instituto Santa Fé também nos Estados Unidos chamada de "sobrevivência do mais gentil", afirma que a espécie humana sobreviveu graças à gentileza. Segundo Bowles, os grupos altruístas cooperam e colaboram mais para o bem-estar do próximo e da comunidade, a fim de garantir a sobrevivência. Por outro lado, as pessoas aprendem a ser egoístas e escolhem esta atitude em determinadas situações.

A gentileza vai além: em um estudo realizado por psicólogos da Universidade Yale, nos Estados Unidos, afirma-se que o primeiro instinto das pessoas é cuidar e salvar os outros. Os pesquisadores entrevistaram várias pessoas que tinham se arriscado por desconhecidos. "A maioria das pessoas acredita que somos instintivamente egoístas, mas nossos experimentos mostram que, quando as pessoas dependem de seus instintos, elas são mais cooperativas", explicou o psicólogo David Rand na conclusão do estudo.

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