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12/07/2018 - 00h30min

TRANSPORTE DE CARGAS

Impacto do frete tabelado é de R$ 3,3 bi

Senado aprovou medida provisória que estabelece tabela de preço mínimo do frete

Mara Sousa 19/1/2018 Pela MP, preço do frete será calculado considerando tipo da carga, distância, preço do diesel e pedágios
Pela MP, preço do frete será calculado considerando tipo da carga, distância, preço do diesel e pedágios

Em votação simbólica que durou apenas oito segundos, o plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira, 11, a medida provisória (MP) que estabelece uma tabela de preço mínimo do frete. Horas antes, a MP 832 havia sido aprovada no plenário da Câmara dos Deputados. Agora, o texto vai à sanção presidencial, mas independente do desfecho, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) já calculou o impacto do tabelamento do frete na indústria paulista entre os meses de junho e dezembro deste ano: R$ 3,3 bilhões.

Senadores aprovaram sem alterações o texto-base da MP que, segundo reclamação do agronegócio, representa aumento de custos de 30% a 50% no transporte de mercadorias. Para muitas empresas, a MP ameaça inviabilizar atividades industriais que envolvem produtos de baixo valor.

Entre os pontos previstos no texto aprovado está o que prevê que o legislado deve prevalecer sobre o que é acordado. Ou seja, será proibido celebrar qualquer acordo ou convenção, individual ou coletivamente, para adotar valores de fretes inferiores aos pisos mínimos. Mas o texto não menciona valores a serem cobrados pelo frete rodoviário. A MP determina que os preços serão calculados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) levando em conta o tipo da carga, a distância, o preço do diesel e os custos de pedágio.

Tamanho da conta

O valor do custo calculado pela Fiesp equivale ao aumento de 19,8% - ou um gasto mensal adicional de R$ 469,6 milhões - que o setor terá de arcar com a implementação da política nacional de preços mínimos no transporte de carga rodoviário.

De acordo com uma pesquisa feita pela Fiesp com 400 empresas, 55,3% dos consultados manifestaram a intenção de repassar, integralmente ou parcialmente, o aumento no preço do frete ao valor de seus produtos.

Metade das empresas (50,1%) disse já sentir a alta no preço de insumos em devido ao aumento no custo logístico dos fornecedores. Esse impacto, conforme mostrou a pesquisa, foi de 2% sobre os gastos com matérias-primas.

"Depois de três anos pressionadas pelo fraco desempenho da economia, as indústrias paulistas estão com pouca margem para absorver este aumento do preço do frete sem repassar para os preços dos seus produtos", afirma José Ricardo Roriz Coelho, presidente em exercício da Fiesp. "No entanto, este repasse estará ocorrendo em um momento de fraca recuperação da economia, o que deve levar a uma queda das vendas", acrescentou o executivo ao comentar os resultados da pesquisa em nota.

 

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