Diário da Região

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10/07/2018 - 23h34min

Editorial

Perigo iminente

"Descobrimos que se ocorrer um acidente com vagões de transporte de combustível, uma parte vai cair no rio Preto e a outra na Represa Municipal". Apesar da obviedade na constatação do chefe da divisão de Gestão e Riscos da Defesa Civil em Rio Preto, José Carlos Sé, dita à reportagem do Diário, não deixa de ser um alento. Ainda que tardia, observa-se a iniciativa de se buscar soluções capazes de desenvolver ações preventivas contra acidentes na malha urbana de uma ferrovia que já provocou inúmeras tragédias, a pior delas em 2013, no descarrilamento com oito mortes, no cruzamento do Jardim Conceição.

É notório, indiscutível e amplo o risco de comprometimento da Represa, principal fonte de abastecimento do município, no caso de um desses acidentes, que já aconteceram em outros pontos da cidade por conta da vulnerabilidade dos trilhos. Além dos perigosos cruzamentos em nível na região central e da série de passagens de pedestres, em alguns trechos, o traçado urbano da ferrovia está a cerca de 50 metros do espelho d'água, como ocorre na região do Jardim Vitória Régia, sem qualquer tipo de barreira capaz de evitar o escoamento de combustível.

Não precisa ser técnico para constatar que um descarrilamento naquele ponto, na verdade, nem vai provocar escoamento. Os vagões-tanques vão mergulhar direto nas águas da Represa, com consequências irreversíveis, uma tragédia ambiental de proporções gigantescas. Todo mundo sabe disso, todo mundo vê quase duas dezenas de locomotivas com seus mais de 100 vagões transitando diariamente pela cidade. E tudo o que existe até agora, de prático, é o improviso da colocação de sacos de areia em pontos estratégicos para fazer barreira contra o vazamento de substâncias.

Agora, como afirma o representante da Defesa Civil, acaba de ser criado o chamado Comitê de Segurança da Represa com equipes das polícias Civil e Militar, Semae, Cetesb, Ibama, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e da concessionária Rumo Logística, a antiga ALL, para a padronização de ações preventivas.

A primeira ação foi na manhã de quarta-feira, dia 4, com a vistoria dos trilhos. A promessa era de conclusão de um laudo em até 15 dias, ou seja, até o começo da próxima semana. Obviamente, o problema só será solucionado de verdade com o contorno ferroviário. Mas fica a expectativa sobre o que o comitê, objetivamente, pretende fazer.

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