Diário da Região

    • -
    • máx min
29/07/2018 - 00h00min

Artigo

Karina Younan fala sobre o valor que as pessoas dão aos julgamentos dos outros

O julgamento que as pessoas fazem de você é problema delas. O valor que você dá aos julgamentos dos outros é problema seu

Karina Younan
Psicoterapeuta formada 
pela Puc-Campinas,
Mestre e
doutoranda pela
Famerp
Karina Younan Psicoterapeuta formada pela Puc-Campinas, Mestre e doutoranda pela Famerp

As pessoas se preocupam muito com as críticas que os outros fazem. Oxalá escutássemos os elogios com a mesma dedicação. Precisamos dosar o valor da opinião dos outros, senão a vida se torna um “não agir”.

Uma prisão autoimposta. Atender ao “que os outros vão pensar” é uma missão impossível e não observá -las é um descuido perigoso.

Às vezes, querendo nos ajudar, aqueles que mais amamos são os que mais nos atemorizam. Então qual seria uma boa medida? Alguns nem deveríamos cogitar ouvir, a outros, toda nossa atenção seria pouco. Algumas pessoas deveríamos ouvir de joelhos.

O julgamento alheio é problema dos outros, o valor que damos a ele é problema nosso. Todos nós temos um lado depressivo, frustrado, carente e, quem vê isso, consegue não se importar tanto com os críticos. Não dá pra ser refém dos outros, dos medos, dos mal acontecidos, dos traumas.

Se o medo falar alto, não conseguiremos ouvir o coração. Ninguém que nos ame realmente quer que soframos, mas o medo nos faz recuar, quando sabemos que deveríamos agir. Poderíamos pensar com um pouco mais de razão: “Quem me critica faz mais do que eu? É um exemplo de dedicação, trabalho, idoneidade? Se não está muito à minha frente, não vai ter minha atenção”.

Temos o controle nas mãos. O ser humano tem esse “superpoder” e precisa conseguir usá-lo. Somos nós que decidimos para onde dirigimos nossa atenção e é isso que controla o valor do que as pessoas dizem, pensam, falam. Não parece simples, mas podemos ir praticando aos poucos.

Algumas pessoas não merecem ser copiadas, e aqueles que admiramos deveríamos observar atentamente. Colocar nossa energia ali, caprichar, copiar até o jeito de dar o passo na rua, colocá-los em nossas orações, inspirar e expirar o mesmo ar!

Alguns absurdos são cometidos quando se pensa demais nos outros. É falta de respeito consigo. O maior arrependimento registrado no leito de doentes terminais é “não ter feito o que eu queria com receio dos outros”. São ‘outros’ imaginários. Seria uma espécie de loucura deixar de ser feliz por medo do que os outros vão pensar. Tenha sua consciência ou sua religiosidade como guia.

As pessoas têm receio de serem julgadas ou mal interpretadas. E serão, não há o que fazer. Por outro lado, existem os que sabem discernir sozinhos quem é bom, quem é ruim, quem é sensato ou quem vive de jogar palavras fora.

Quem “quer” ver, sabe quem é quem. Pare de achar que só você saberia interpretar, confie na bondade do olhar de outras pessoas.

Dê valor ao que tem valor, aos olhares amorosos, às mãos estendidas no caminho. Quem tem o firme propósito de se engrandecer, de trabalhar, de se dedicar à família, de fazer algo bom ou produtivo, sempre vai encontrar outro que lhe ajude. Tenha fé nas pessoas. Fale pra quem quer o seu bem, poste para os que estão no mesmo caminho, dê sua atenção para os que são melhores ou fizeram mais.

“Carroça vazia é a que mais faz barulho”, já dizia a expressão popular. A frase que me inspira pessoalmente nesta questão é do Dalai Lama: “Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres são tão contraditórios que seria impossível satisfazer suas demandas, atendê-las.

Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro”, e que combina com a minha expressão prediletas sobre ter fé em si mesmo: “Crê em ti. Sê genuíno.”. Muito se fala no estrago que os outros podem nos fazer, mas, eu insisto, as pessoas deveriam ler Sartre.

O maior dos males somos nós que nos infringimos e isso vale para as grandes e as pequenas tragédias cotidianas.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha?
Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso