Diário da Região

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12/07/2018 - 23h02min

Artigo

Eu, inimigo meu

"O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo" (Nietzsche)

Sempre é mais fácil culpar os outros pelos nossos fracassos, decepções, traumas, angústias... Enfim, o que nos faz sentir mal gera uma dificuldade íntima em assumir que o responsável pode, sim, ser nós mesmos. Nietzsche, um dos filósofos que mais se embrenhou na alma humana, expondo suas mazelas e segredos, dizia que "o inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo". Realidade.

Ao não admitirmos os próprios limites, os equívocos que nos levaram a situações traumáticas, sabotamo-nos. Sabotar-se significa jogar contra si mesmo. Porque a falta de coragem em confrontar o que está em nosso ser, responsabilizando outros, faz com que permaneçamos estagnados. E esperando que façam por nós o que deveríamos fazer: rever conceitos, entender os porquês do sofrimento e agir.

Temos que conhecer nossos limites e virtudes; sermos capazes de rever conceitos; e aprender mais e sempre. Isso é combater o inimigo íntimo. Os que têm medo de si próprios não fazem isso. Vivem no automático, sem estimular dentro de si a majestosa oportunidade da mudança. Pior: temem descobrir o que são. Escondem-se, acreditando que com isso resolverão os próprios problemas. Sujeira debaixo do tapete não limpa a casa. Acumula o pó que continua a infestar o ambiente.

Com a autossabotagem, não fazemos a viagem dentro de nós mesmos, deparando sem máscaras com o que assola nossas expectativas de uma vida mais equilibrada. Preferimos ser grandes juízes de nós mesmos, e encobrirmos as imperfeições que contribuem para nossa estagnação emocional. Tendemos a encobrir nossos defeitos e a exaltar nossas virtudes.

Vivenciamos pensamentos toscos que nos levam à mesmice de atitudes e nos deixam fadados ao fracasso emocional. Triste constatação que ocultamos dos outros, mas que arraiga em nossa alma a falta de ousadia em se fazer melhor. "Rara é a vida sem um divisor de águas: um marco ou evento que defina um antes e um depois", orienta-nos o escritor Eduardo Giannetti.

Abrirmos os olhos e enxergarmos o que temos feito para superar o que nos incomoda, excluindo o egocentrismo e sendo mais assertivos nas decisões que tomamos trará naturalmente compreensão do que somos, do que fazemos e do que nos aguarda. Mas abrir os olhos sobre si mesmo nem sempre é fácil. Ocultar deficiências dá menos trabalho. Porém, cedo ou tarde a verdade sai do poço, sem perguntar quem está à borda...

Acomodarmo-nos, sempre fazendo o mesmo e esperando resultados diferentes é improdutivo. Torna-nos estagnados. E estagnar-se, parar no tempo, crer que não conseguimos fazer diferente, é o caminho para o fracasso profissional e pessoal.

Se seguirmos este padrão de atitude, corremos o risco de continuar sem nos conhecer. Deixaremos de perceber que o que está nos atrapalhando a caminhada é não rever convicções particulares que vivem em nossa mente e nos acomodam.

Tornamo-nos joguetes de um destino pesado que criamos, sem perceber, para a própria vida. Um destino fabricado por nós mesmos e não por Deus, pelos parentes, amigos, inimigos ou pela sociedade. Sejamos senhores de nosso destino, mas um destino que seja leve, prazeroso e não refém de mentiras sobre quem somos ou fazemos. Chega a hora que teremos de agir para que esta verdade sobre quem somos não nos faça chorar, mas, sim, sorrir!

Carlos Alex Fett, Consultor empresarial (ca.fett@hotmail.com); Rio Preto.

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