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11/07/2018 - 00h30min

SAÚDE

Campanha Julho Amarelo mira o fim da hepatite C

Em Rio Preto, esta é a hepatite viral mais comum, com 684 casos em 5 anos

Divulgação/Hospital de Base Carlos (nome
fictício) faz
tratamento
contra
hepatite C
Carlos (nome fictício) faz tratamento contra hepatite C

Até 2030, a meta de Rio Preto é acabar com a infecção por hepatite C. O objetivo segue plano do Ministério da Saúde lançado nesta semana. Desde 2013, foram diagnosticados com a doença 684 pacientes, 58,9% deles homens. Assim como a hepatite B, o subtipo C causa complicações crônicas como cirrose e câncer do fígado, podendo levar à morte.

Julho é considerado o mês amarelo, de conscientização sobre hepatites virais, que são as infecções do fígado. O número de diagnósticos do subtipo C, contra o qual não há vacina, vem aumentando: em 2014 foram 126; em 2017, o número subiu para 146. Conforme dados do Departamento de Informática do SUS (Datasus), em cinco anos 26 pessoas morreram por hepatites.

De acordo com Maria Amélia Zanon Ponce da Rocha, gerente de DST/Aids, ainda não foram discutidas as estratégias para erradicar a hepatite C, mas ela considera que é possível atingir a meta. Com o tratamento iniciado, quebra-se a cadeia de transmissão. "Um estudo de prevalência dessas doenças mostra que mais de 70% da população que tem a doença ainda não sabe." Segundo consta no site da Secretaria de Saúde do Estado, Rio Preto é um dos municípios que aderiram à intensificação da testagem para hepatite C.

Há vacina contra a hepatite B disponível na rede básica de saúde para adultos, adolescentes e crianças. Ainda não há cura para o vírus. "Existe um medicamento, só que não é específico porque é um vírus muito mutante", explica Maria Amélia. A doença do tipo B pode se desenvolver de duas formas: aguda (quando a infecção tem curta duração) e crônica - o risco de a doença tornar-se crônica depende da idade na qual ocorre a infecção. As crianças são as mais afetadas e o índice diminui conforme a idade.

Já contra o subtipo C não existe prevenção, mas há cura - o Ministério da Saúde ampliou neste ano o acesso dos pacientes ao tratamento. Antes, era preciso estar com o fígado em fibrose, ou seja, com a doença bastante avançada e o órgão bastante lesionado. "Agora todos os pacientes podem fazer esse tratamento e 90% das vezes leva para a cura."

Carlos (nome fictício), 49 anos, foi diagnosticado com hepatite C crônica em 2012. Morador de Rondonópolis (Mato Grosso), buscou tratamento em Rio Preto e, no ano seguinte, passou por um transplante de fígado, mas mesmo assim não ficou curado, pois o vírus continua no organismo. Os primeiros sintomas que teve foram pele amarelada e inchaço nas pernas e na barriga.

Nesta terça-feira, 10, ele estava sendo admitido no hospital para internação. "Agora vou tomar um remédio para combater diretamente o vírus da hepatite. O tratamento é muito complexo, a gente tem que fazer por onde merecer."

Clique na imagem para ampliar  (Foto: Reprodução)

Sintomas e transmissão

Nem sempre as infecções virais do fígado apresentam sintomas, mas quando eles aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

As formas de contaminação da hepatite são contágio fecal-oral (condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos - vírus A e E); transmissão sanguínea (sexo desprotegido ou compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam - vírus B, C e D) e transmissão sanguínea (da mãe para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação - vírus B, C e D).

A Saúde municipal não informou números para a Hepatite A. A vacina está disponível na rede pública para crianças e a doença é curável. Há também os subtipos D e E, mas eles são menos comuns.

Faixa etária

A maioria das pessoas infectadas por hepatite em Rio Preto é adulta ou está entrando na terceira idade. Foram 47 notificações de hepatite B para indivíduos na faixa etária entre 30 e 39 anos e 163 de hepatite C para pessoas entre os 50 e os 64 anos.

Para Maria Amélia, em partes isso se deve ao fato de que há alguns anos não existia o cuidado que hoje há com relação a cirurgias, doações de sangue e de órgãos. "As pessoas mais velhas podem ter sido expostas há muito tempo."

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