Diário da Região

    • -
    • máx min
31/07/2018 - 00h30min

DÉFICIT

Prefeitura fecha o semestre com um rombo de R$ 137,6 mi

Queda da arrecadação de impostos liga alerta para novos cortes de despesas

Johnny Torres 21/5/2018 Secretário da Fazenda, Angelo Bevilacqua, diz que governo avalia corte de despesas, sem dizer quais
Secretário da Fazenda, Angelo Bevilacqua, diz que governo avalia corte de despesas, sem dizer quais

Prefeitura de Rio Preto fechou o primeiro semestre de 2018 com um rombo de R$ 137,6 milhões. O principal déficit foi registrado na receita proveniente de financiamentos, cujos repasses não vieram conforme previsto. Arrecadação própria, como de IPTU, também ficou abaixo do estimado, e integrantes da Prefeitura dizem que o momento é de crise e falam em cortes nas despesas.

O balanço foi publicado no diário oficial do município no último fim de semana. Dos R$ 987,3 milhões previstos para o semestre, o município arrecadou R$ 849,7 milhões. O déficit começou na chamada fonte 1. De janeiro a junho, foram R$ 476,7 milhões arrecadados com impostos, taxas e outras fontes, enquanto o esperado era R$ 484,2 milhões. Neste pacote, o principal déficit foi na receita do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN), com uma diferença negativa de R$ 9 milhões.

"Eu digo sempre que o serviço é o último a entrar na crise e o último a sair. As pessoas ficam inseguras e isso significa menos consumo. Sinal de que a economia ainda está em dificuldade", afirmou o secretário da Fazenda, Angelo Bevilacqua. Outras receitas, como a do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) também caíram. Dos R$ 113 milhões previstos para o período, o município arrecadou R$ 110 milhões do imposto.

O cenário só melhorou com o balanço consolidado das receitas correntes - quando as arrecadações do Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (Semae) e do Regime Próprio de Previdência Social (Riopretoprev) entram na conta. Dos R$ 833,3 milhões previstos até junho, o município realizou R$ 838,9 mi. "Este valor são todas as receitas que vêm e daí você consolida num valor só", explicou Bevilacqua.

O maior déficit foi registrado na chamada fonte 2, receitas oriundas, por exemplo, de financiamentos de obras. Dos R$ 165,5 milhões previstos para cair no caixa da Prefeitura nestes seis meses, chegaram R$ 27,1 milhões. Queda que pode ser explicada pela morosidade de obras importantes para a cidade, como a dos nove corredores de ônibus, que iniciou em setembro de 2016, que já deveria ter sido concluída. Apesar dos números do repasse muito aquém do previsto, o titular da Fazenda vê preocupação com a arrecadação própria.

"É com ela que a gente paga o custo da máquina pública. Bevilacqua afirmou que os números ligam um alerta para cortes. "Se a gente continuar não cumprindo vai ter que cortar mais despesas", disse, sem mencionar especificamente onde seriam os cortes. O secretário admitiu que um programa de refinanciamento de dívidas (Refis) para aumentar arrecadação pode ser lançado. "Não no momento, mas temos outros planos internos para até o final do ano", finalizou.

'Cenário ainda é pessimista'

No balanço do 1º semestre deste ano, a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) arrecadou R$ 131,5 mil a mais do esperado. Apesar do superávit de um dos impostos que são termômetros da economia, para o secretário da Fazenda e professor de economia, Angelo Bevilacqua, o cenário ainda é de crise.

"Eu não vejo uma luz no fundo do túnel. Você vê que a economia está melhorando quando o gasto de energia aumenta, o setor de transportes cresce, aí é um sinal de que pelo menos a economia industrial está melhorando", explicou. Para Bevilacqua, o momento da economia ainda é de dificuldade. "Ainda está muito difícil. O nosso é o voo da galinha magra (cai ao tentar voar)". Para o economista, o País deve investir em infraestrutura e educação para retomar o crescimento e desenvolver. "Não temos infraestrutura para crescer. A economia despencou, a confiança também caiu, aí o governo toma medidas populistas para atender um setor ou outro e não adianta o problema", complementou Bevilacqua.

Balanço 1º semestre 2018

  • Previsão: R$ 987,7 milhões
  • Arrecadado: R$ 849,7 milhões
  • Déficit: R$ 137,6 milhões

Principais receitas

ISS

  • Previsto: R$ 97,8 milhões
  • Realizado: R$ 88,8 milhões>

IPTU

  • Previsto: R$ 113,2 milhões
  • Realizado: R$ 110,7 milhões

Fonte: Secretaria Municipal da Fazenda

 

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha?
Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso