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05/07/2018 - 00h30min

Operação Ressonância

Fraude na saúde leva executivos para prisão no Rio de Janeiro

O ex-CEO da Philips Medical Daurio Speranzini Júnior está entre as 20 pessoas presas nesta quarta-feira, 4, na Operação Ressonância, da força-tarefa da Lava Jato no Rio, acusadas de integrar esquema para fraudar licitações na área da saúde no Estado desde 1996. As investigações mostram que, por meio de um cartel de fornecedoras e distribuidoras de insumos, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), referência em cirurgias ortopédicas no País, e a Secretaria Estadual de Saúde (SES) adquiriram materiais superfaturados, com propinas de 40% sobre o valor contratado.

Só no Into, os pagamentos sob suspeição somaram R$ 1,5 bilhão entre 2006 e 2017. Além de Speranzini Júnior - que hoje é CEO da General Electric Healthcare -, foi preso Frederik Knudsen, gerente de contas estratégicas da Philips. A Johnson & Johnson também participou das fraudes, segundo o Ministério Público Federal. Há três meses no cargo de diretor do Into, André Loyelo, foi outro alvo da operação.

Preso nesta quarta-feira pela segunda vez (a primeira foi em abril de 2017 na Operação Fratura Exposta; posteriormente, foi solto pelo ministro Gilmar Mendes, do STF), o dono da distribuidora Oscar Iskin, Miguel Iskin, é acusado de liderar o cartel. A propina era paga em depósitos no Brasil e em offshores (empresas localizadas em países com tributação baixa ou zero). Outras 33 empresas participaram dos desvios, algumas laranjas. "Houve uma verdadeira apropriação privada do serviço público de saúde. Inviabilizaram a competitividade", disse o procurador da República Felipe Bogado. De acordo com os procuradores, as empresas do "clube" atuam em todas as etapas das licitações, montando, elas próprias, os editais e inserindo especificações técnicas alinhadas a seus produtos.

 

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