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03/07/2018 - 23h24min

CORRUPÇÃO

Marcelo Bretas condena Eike Batista a 30 anos de prisão

Fernando Frazão/Agência Brasil Eike ao ser preso: também terá de pagar R$ 55 milhões em multas
Eike ao ser preso: também terá de pagar R$ 55 milhões em multas

Eike Batista, empresário brasileiro que chegou a figurar na 7ª colocação da lista de bilionários da revista "Forbes" - com fortuna avaliada em U$ 30 bilhões -, foi condenado nesta terça-feira, 3, a 30 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A sentença do juiz Marcelo Bretas, titular da Operação Lava Jato no Rio, é o primeiro revés de Eike numa ação penal. Ele também terá que pagar R$ 55 milhões em multas.

O empresário foi condenado cerca de seis meses depois de tentar, sem sucesso, um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal. Eike chegou a prestar depoimentos, que teriam produzido oito anexos. Em janeiro deste ano, a Procuradoria-geral da República rejeitou a proposta de delação do empresário, com o argumento de que as provas apresentadas por ele eram "insuficientes".

Bretas, titular da 7.ª Vara Criminal Federal do Rio, condenou Eike pelo pagamento de propina de US$ 16 milhões (R$ 51 milhões em valores atuais), em setembro de 2011, ao então governador Sérgio Cabral (MDB), em troca de facilitação de negócios com o governo do Rio. A pena individual de Eike supera a maior pena imposta a Marcelo Odebrecht pelo juiz Sérgio Moro. O empreiteiro foi condenado a 19 anos e 4 meses de prisão em março de 2016. Porém, em junho de 2017 foi condenado novamente, desta vez a 10 anos de prisão. Em março deste ano foi sentenciado novamente a 10 anos de prisão.

Marcelo Odebrecht, porém, fechou delação premiada que limita a pena a 10 anos de prisão. Atualmente cumpre prisão domiciliar. A denúncia, decorrente da Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato, foi oferecida em fevereiro de 2017. No mesmo ano, o empresário ficou três meses preso, entre janeiro e abril, quando foi libertado por um habeas corpus do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Filho do ex-presidente da Vale, Eliezer Batista (morto neste ano), Eike Batista fundou o grupo EBX em 2007. O auge foi durante o governo da presidente cassada Dilma Rousseff, que chegou a defini-lo como "empresário modelo", e um "exemplo a ser seguido".

 

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