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07/07/2018 - 00h30min

INVASÃO FRANCESA

Franceses dominam e chegam à semifinal

França domina Uruguai e, com gols de Varane e Griezmann, avança à semifinal da Copa da Rússia para enfrentar a Bélgica, na próxima terça-feira, às 15 horas

Folhapress Zagueiro Varane comemora o primeiro gol francês
Zagueiro Varane comemora o primeiro gol francês

Os goleiros nascidos na Argentina protagonizaram os maiores frangos da Copa do Mundo na Rússia. Ambos no estádio de Nijni Novgorod. Willy Caballero presenteou Rebic com o primeiro gol croata quando a seleção de Lionel Messi perdeu por 3 a 0 na fase de grupos. Nesta sexta-feira, 6, Fernando Muslera, nascido em Buenos Aires, matou qualquer chance de reação do Uruguai ao deixar o chute de Griezmann passar aos 15 minutos do segundo tempo.

Foi o lance que definiu a vitória da França por 2 a 0 e a classificação da equipe europeia para a semifinal da Copa do Mundo. O placar final foi reflexo do domínio da França na partida. O Uruguai sentiu a ausência de Cavani, autor dos dois gols nas oitavas de final contra Portugal. Ele sofreu lesão na panturrilha direita e foi vetado para as quartas de final.

Desde o início ficou claro que a França tinha mais qualidade no toque de bola e velocidade no ataque. O plano do Uruguai era negar os espaços que o adversário encontrou contra a Argentina, nas oitavas, e tentar achar os laterais Cáceres e Bentancur em velocidade. Estes deveriam lançar Suárez ou Stuani na área. Não deu certo nos primeiros 45 minutos. Tanto que o Uruguai, sem alternativas, começou a apostar nos lançamentos longos da defesa para o ataque. Era uma maneira de fazer a bola não passar pelos meias que a seleção do maestro Tabárez não tinha.

A França tocava melhor, os sul-americanos lutavam em campo, como que para justificar a opinião do técnico argentino Carlos Bianchi, de que a seleção uruguaia não tem "dois testículos, tem quatro". É uma análise que quase esbarra no chavão do que se esperava da partida. Mas os chavões são assim porque contêm certas verdades.

Apesar de conseguir rondar mais a área, a França não criou grandes chances para marcar. A estratégia de fazer a ligação direta para o ataque, empregada pelo Uruguai, não foi 100% equivocada porque os sul-americanos conseguiam ficar com os rebotes, depois de Suárez ou Stuani brigarem pelo alto com os zagueiros rivais.

Estava tudo bem para eles, desde que a defesa segurasse os franceses. Deu certo por 39 minutos. Até que Varane subiu mais que os uruguaios em cobrança de falta de Griezmann para fazer o primeiro gol.

Com um time experiente, os uruguaios não se desesperaram e tentaram sair para o jogo, mas sem desguarnecer a defesa. Poderia ter empatado, se Lloris não tivesse feito a defesa mais bonita do Mundial até agora em cabeçada de Cáceres aos 43 minutos. O rebote sobrou para Godín na pequena área, mas o zagueiro chutou por cima.

Os sul-americanos voltaram mais acesos no segundo tempo, adiantaram a marcação e tentaram pressionar. As jogadas pelas laterais aconteceram em sucessão, mas as bolas cruzaram a área sem encontrar nenhum atacante. O principal problema da equipe de Oscar Tabarez era que Stuani e, especialmente, Suárez, recebiam a bola sempre de costas para o gol, em situações que não conseguiam levar perigo.

Com paciência, a França esperou o momento de contra-atacar. Recuou as linhas de marcação, deixou Griezmann no meio-campo e Mbappé mais adiantado. Poucas vezes eles receberam em condições de partir para cima da marcação.

Como é de sua personalidade, o técnico francês Didier Deschamps começou a considerar a possibilidade de administrar o placar. Tabárez arriscou porque não havia mais o que fazer. Trocou atacantes (Stuani por Maxi Gómez), meia por atacante (Nández por Urretaviscaya) e volante por meia (Bentancur por Cristian Rodríguez).

Todos os planos que o treinador tinha para mudar a história do confronto se esvaíram por entre os dedos de Muslera no chute de Griezmann.

Nos 30 minutos finais, a partida entrou em compasso de espera. A França já não tinha nenhum interesse de ir para a frente, sabedora de que o Uruguai teria de atacar com cada vez mais desespero. Mas os sul-americanos não tinham força ofensiva para tal.

Ficha técnica

URUGUAI - 0

Muslera; Cáceres, Godín, Giménez e Laxalt; Nández (Urretaviscaya), Torreira e Vecino; Bentancur (Cristian Rodríguez); Stuani (Maxi Gómez) e Suárez. Técnico: Óscar Tabárez.

FRANÇA - 2

Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Lucas Hernández; Kanté e Pogba; Mbappé (Dembelé), Griezmann (Fekir) e Tolisso (N'Zonzi); Giroud. Técnico: Didier Deschamps.

Gols: Varane aos 39 minutos do primeiro tempo e Griezmann aos 15 minutos do segundo tempo. Árbitro: Néstor Pitana (ARG). Local: Estádio de Nijni Novgorod, em Nijni Novgorod, na tarde desta sexta-feira, 6. Renda: não disponível. Público: 43.319 torcedores.

Histórico condena Muslera

Fifa/Divulgação Muslera, do Uruguai, espalma, mas bola vai ao próprio gol
Muslera, do Uruguai, espalma, mas bola vai ao próprio gol

Fernando Muslera terá um dia para se esquecer. O goleiro rebateu para trás o chute de Antoine Griezmann que deu a vitória à França por 2 a 0. Por mais que seja titular absoluto da Celeste desde 2009, acumula falhas parecidas.

Em 2010, tomou dois gols muito semelhantes ao de Griezmann no mesmo jogo, em amistoso contra o Chile. O Uruguai também perdeu por 2 a 0 na ocasião, em Santiago. Em 2013, o goleiro tomou um gol ao rebater a bola de forma equivocada em amistoso contra a Espanha - derrota por 3 a 1.

Ele também havia deixado a desejar na disputa de terceiro lugar em 2010, ao rebater bola nos pés de Thomas Müller - os alemães venceram por 3 a 2.

"O Fernando merece todo o reconhecimento do mundo, todos cometem erros. Ele fez o que pôde, houve erro e acontece. Ele pode jogar partidas incríveis também", amenizou o capitão da Celeste, Diego Godín. O técnico Óscar Tabárez também evitou culpar o goleiro. "A França controlou as situações da partida e, quando fez o segundo gol, a vantagem era muito grande. Não há culpados", disse.

'Estava jogando contra amigos'

Autor do segundo gol da França na vitória contra o Uruguai, Antoine Griezmann optou por não celebrar o seu tento. Eleito o melhor jogador da partida, que deu a vaga para os Bleus na semifinal, o camisa 7 relembrou o atacante Carlos Bueno, ex-colega na Real Sociedad, e os companheiros Diego Godín e Jose María Giménez, de Atlético de Madri, para não ter comemorado.

"Eu não comemorei esse gol porque, quando comecei como jogador profissional, fui apoiado por um uruguaio que me ensinou as coisas boas e ruins no futebol. Então tenho muito respeito pelo Uruguai como país. Eu também estava jogando contra amigos, então por respeito eu pensei que era normal não celebrar meu gol", disse ao site da Fifa.

O camisa 7 exaltou os uruguaios e viu semelhanças entre a seleção sul-americana e o Atlético de Madri. "O Uruguai é um time difícil, que me lembra o meu time, o Atlético de Madri, onde todos trabalham duro no ataque e na defesa. E eu acho um prazer assistir, porque é algo que vejo no dia a dia. Amo a cultura uruguaia e os uruguaios. Tenho muito respeito por eles".

Além disso, o atacante exaltou a maturidade da seleção francesa durante a partida. "Não acho que (a França) tenha um estilo definido. Observamos o que acontece durante a partida e temos atletas que sabem como administrar o jogo, sabem quando parar ou atacar. Quando tenho a bola que eu tento levar o jogo para onde queremos que seja".

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