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05/07/2018 - 00h30min

TEM RIO-PRETENSE NA SELEÇÃO

Lívia Cais é intérprete do Brasil na Copa do Mundo da Rússia

Formada no Ibilce, a rio-pretense auxilia na comunicação de Tite e seus comandados com a imprensa mundial durante as entrevistas

Arquivo Pessoal A tradutora rio-pretense junto com o lateral esquerdo Marcelo, jogador que ela considera com um dos mais carismáticos;
A tradutora rio-pretense junto com o lateral esquerdo Marcelo, jogador que ela considera com um dos mais carismáticos;

Quem falou que não temos um representante de Rio Preto na Seleção Brasileira na disputa da Copa do Mundo da Rússia? Lívia Cais não entra em campo, mas é craque na ligação do time canarinho com a imprensa mundial. Ela é tradutora intérprete contratada pela CBF para acompanhar e auxiliar as coletivas de atletas e comissão técnica na base de treinos da primeira fase, em Sochi, e nos jogos em Rostov, São Petersburgo, Moscou e Samara.

Claro, estará com a delegação nesta sexta-feira, 6, em Kazan e espera manter a rotina até a grande final do mundial, em Moscou, fazendo a tradução simultânea da imprensa mundial para entrevistados e, claro, traduzindo as respostas. "Algumas rádios e TVs estrangeiras transmitem toda a tradução diretamente para o público," conta Lívia. "A experiência tem sido incrível, a Rússia é um país maravilhoso, as pessoas, muito ao contrário do que eu pensava, de certa forma lembram o brasileiro. Tentam agradar, estão felizes de conhecer a gente, estar perto. Adoram os brasileiros, é encantador. Até brincam que se o Brasil for para final com a Rússia sabem que vamos ganhar, mas vão ficar felizes também, são realmente fãs."

A rio-pretense formada pelo Ibilce/Unesp de Rio Preto trabalha como tradutora intérprete há 25 anos e já prestou serviços à CBF na Copa do Mundo do Brasil, em 2014. "São Petersburgo é uma cidade linda, maravilhosa presenciei um solstício de verão, o sol se pôs quase 23h30, ficou uma hora mais ou menos escuro e começou clarear de novo, foi lindo", conta a rio-pretense sobre sua primeira experiência em solo russo. "Tem muita história, cultura. Moscou com seus metrôs com obras de arte, é lindo demais. Todo lugar que vai tem museu, prédio histórico, uma arquitetura divina."

Mas, claro, que fazer parte da comitiva da Seleção traz muita responsabilidade pelo trabalho. Membro da Associação Internacional de Intérpretes de Conferências (AIIC), Lívia tem sua própria empresa e faz parte da Calliope Interpreters, uma rede mundial de intérpretes, com 22 membros distribuídos em vários países do mundo. "Sou o membro do Brasil. Como intérprete também organizo equipes de intérpretes para eventos em diferentes áreas", conta Lívia, que presta serviços na área médica no Hospital da Criança pelo trabalho com o Children's HeartLink dos EUA e Hospital do Câncer de Barretos.

No dia a dia junto da Seleção tem acesso a treinos e até fez uma foto com o lateral Marcelo, do Real Madrid. "Para trabalhar como intérprete simultânea é preciso de muita experiência, treinamento, estudo. Não é aventura para quem fala os dois idiomas muito bem", conta Lívia. "Não só na área de esportes, mas para outros trabalhos, nunca vou sem estudar algumas horas antes. Aqui, há quase um mês, todos os dias antes das coletivas entro na internet, pesquiso os times que jogaram contra o Brasil, sobre último jogo, o jogador que vai ser entrevistado como o time está jogando, se tem alguém interessado em comprar ele no futuro, a experiencia prévia dele, infância, para tentar cobrir todo o leque de coisas que pode surgir em uma pergunta", disse Lívia, que coloca Marcelo, Paulinho e Casemiro como mais carismáticos..

Nesta quarta-feira, ela faria seu último trabalho em Sochi, já que agora o Brasil viajará conforme conseguir os resultados. O atacante Willian foi o escalado para a "resenha". Segundo Lívia, o trabalho gira sempre em torno das traduções do português para inglês e espanhol. O idioma russo não é usado. "Não tem tanta gente que fala inglês aqui, são poucos e não falam muito bem. Às vezes corremos o risco de receber informação errada", diz.

Sua ligação com esporte vem de muito tempo. São-paulina de coração, também frequentou as arquibancadas do Teixeirão por muito tempo. "Sempre gostei de esportes, principalmente o futebol. Quando era jovem em Rio Preto meu pai comprou cadeira cativa do América para eu ir aos jogos", conta Lívia, que hoje mora no Rio de Janeiro. "Sempre vou para Rio Preto visitar minha família, que é muito unida e gosta de se reunir. Eu amo Rio Preto. Sempre será minha cidade do coração."

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