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31/07/2018 - 22h41min

Turismo

Como viajar ao exterior com o dólar nas alturas

Em um momento intenso de flutuação da moeda, mais do que nunca é preciso planejamento para não gastar além da conta na compra da moeda estrangeira

Arquivo pessoal Professor José Ricardo Zamariolli viaja em outubro, mas está desde o início do ano comprando dólar
Professor José Ricardo Zamariolli viaja em outubro, mas está desde o início do ano comprando dólar

Dólar e avião nas alturas. Como equacionar esse movimento? Eis a dúvida de muitos brasileiros que planejam ou que estão com viagem marcada para o exterior nesse período de intensa flutuação da moeda americana. Para o professor da área de educação financeira e investidor Lucimar Sasso, a palavra de ordem é pesquisa.

Segundo ele, não existe expectativa de retração na cotação do dólar até as eleições presidenciais e, dependendo da incerteza do mercado financeiro em relação ao novo presidente, há grandes chances de o preço do dólar subir ainda mais, alcançando os patamares entre R$ 4,40 e R$ 5,00. Na tarde desta terça-feira, o dólar turismo estava cotado em R$ 3,92.

Uma das principais dicas para driblar os impactos da valorização do dólar frente ao Real é a aquisição da moeda aos poucos, ou seja, comprar pequenas e constantes quantidades que resultarão em um valor médio que pode ser vantajoso. "Dessa forma, mesmo se o valor subir próximo à data da viagem, a maior parte dos dólares já foi comprada", orienta.

Outra recomendação é pesquisar, no mínimo, em três casas de câmbio diferentes para comparar as cotações, que variam de acordo com a margem de lucro de cada instituição. A empresa também pode oferecer descontos e promoções. "Explore também os sites e aplicativos especializados para fazer o acompanhamento da moeda", acrescenta.

Sasso lembra que a compra do dólar precisa ser vista como a de qualquer outro produto. Segundo ele, as casas de câmbio não aplicam a cotação atual da moeda, mas vendem mais caro, porque é acrescentado o valor do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que é de 1,10% para a compra de dólares em espécie, além do lucro.

As criptomoedas, como o Bitcoin, por exemplo, são outra forma de otimizar o planejamento financeiro da viagem. Atualmente, são aceitas por muitos estabelecimentos comerciais nos Estados Unidos, Europa e Japão e suas transações não envolvem instituições financeiras, impostos e tarifas bancárias. O alerta para esse caso é ficar de olho nas taxas que a corretora de negociação cobra para fazer compras e transferências. "Outro ponto é que as criptomoedas também possuem valor flutuante, assim como o dólar ou o euro", afirma.

Cartão

O uso do cartão de crédito internacional durante a viagem pode ser um risco, mas não se houver planejamento. Isso porque as transações realizadas terão seus valores compensados em reais, equivalentes à cotação do dólar na data da compra e não no dia do vencimento da fatura.

Mesmo assim, custa mais caro do que comprar com dinheiro em espécie, já que o cartão de crédito internacional possui dois tipos de taxas: a cobrada pelo banco e o IOF, que é de 6,38% sobre o valor da compra. "É importante negociar com o banco para obter taxas menores ou até mesmo isenções de tarifas", lembra Sasso.

 

Fique de olho

Cuidados

  • Verifique se o país da viagem possui casa de câmbio que aceita o Real como moeda de troca
  • Verifique se o país da viagem não cobra imposto equivalente ao IOF na troca de moedas
  • Faça o pagamento em reais na troca por dólares em vez de cartão de crédito

Cartão pré-pago

  • Uma carta na manga para quem vai viajar ao exterior são os cartões pré-pagos, que são recarregáveis e usados na função débito, o que permite maior controle dos gastos. Em relação ao dinheiro em espécie, esse tipo de cartão possui como vantagens segurança e facilidade para carregar.
  • Em relação ao cartão de crédito, o pré-pago apresenta:
  • Maior controle - quando a carga acaba, não são permitidas mais compras
  • Não é necessário ter conta em banco

Observação

  • Altas taxas de adesão, saques e recargas
  • Não é possível parcelar a compra
  • O limite é a carga colocada, então pode não ter saldo em momentos de emergências
  • Não há programa de vantagens, como acúmulo de milhas
  • Cobrança de 6,38% de IOF por recarga
  • Calcule o IOF
  • Os valores de IOF cobrados sobre os valores de transações financeiras são os seguintes:
  • 1. Compra de moedas em espécie: 1,10%
  • 2. Venda de moedas em espécie: 0,38%
  • 3. Comprar com cartão pré-pago: 6,38%
  • 4. Venda com cartão pré-pago: 0,38%
  • 3. Envio e recebimento de remessas para o exterior: 0,38%
  • 4. Compra com cartão de crédito internacional: 6,38%

Fonte - Lucimar Sasso

Comprar com antecedência

Comprar uma passagem aérea com antecedência também pode garantir economia, como ressalta a empresária e agente de viagens Carla Stéfani Piloni. Segundo ela, a maioria das pessoas se programa de 90 a 120 dias antes de viajar, mas um planejamento mais extenso, de até 11 meses, pode ser convertido em vantagens que fazem diferença.

A agente diz que alguns roteiros são ajustáveis, mas que o ideal é sair do Brasil com a maior parte dos serviços já comprada, como ingressos de passeios e locação de carro, para evitar surpresas.

Adepto do famoso 'mochilão', o professor de inglês José Ricardo Zamariolli, de Catanduva, vai fazer da sua viagem ao leste europeu a mais econômica possível. Desde o início do ano ele está mais atento à flutuação do dólar e tem feito uma reserva estratégica do dinheiro. A viagem está marcada para o mês de outubro.

Com planejamento próprio, para passar 22 dias no exterior, ele pretende gastar entre R$ 8 mil e R$ 10 mil, incluindo passagem, hospedagem, alimentação, passeios e compras. "Já comprei moeda com antecedência quando percebi que ia disparar", diz ele, que já morou duas vezes fora do País e que agora não pretende usar cartão de crédito internacional, apenas cartão pré-pago e dinheiro em espécie. (EB)

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