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31/07/2018 - 00h30min

INDÚSTRIA

Empresários cobram medidas de Temer

Presidente afirmou que vai analisar os pedidos feitos em almoço na Fiesp

Alan Santos/PR Michel Temer participa de almoço com empresários na sede da Fiesp
Michel Temer participa de almoço com empresários na sede da Fiesp

Empresários da indústria aproveitaram nesta segunda-feira, 30, a visita do presidente Michel Temer (MDB) à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para cobrar medidas como a redução do custo de crédito, um programa de renegociação de dívidas das empresas do setor com bancos e o veto ao tabelamento dos preços de frete rodoviário.

Em discurso proferido em almoço com Temer, o presidente em exercício da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, elogiou a reforma trabalhista e o regime que estabeleceu um teto aos gastos públicos, mas disse que o sistema financeiro e a alta carga tributária do País inibem investimento e, como consequência, prejudicam a geração de emprego e renda. "Se os juros não fossem tão elevados, a arrecadação com impostos de renda seria bem maior", comentou o executivo.

Roriz cobrou do presidente a retomada dos investimentos em infraestrutura, uma ampla reforma tributária, que reduza o número de tributos e padronize alíquotas no território nacional, e medidas para reduzir custo de credito, classificadas como "cruciais". Nesse ponto, pediu que o governo estimule a competitividade no setor bancário.

O presidente da Fiesp disse que o setor não precisa de medidas protecionistas, mas cobrou isonomia em relação a países que competem com o Brasil no mercado internacional. Pediu ainda um programa de renegociação de dividas bancárias das empresas para, segundo ele, dar fôlego para a recuperação da indústria.

"As medidas aqui propostas não precisam esperar o próximo governo, e o senhor pode contar com nosso apoio", afirmou Roriz a Temer.

Desemprego

Temer reclamou de ser responsabilizado pelo alto índice de desemprego do País. "Tentam me colocar a pecha de gerar 13 milhões de desempregados", afirmou, no almoço. "Mas a realidade é que em apenas dois anos fizemos reformas importantes para a economia, coisas que outros governos de quatro, oito anos não conseguiram. Não podemos voltar atrás."

Ao lamentar o fato de as mudanças na Previdência não terem sido discutidas no Congresso, Temer comentou sobre a relação com os parlamentares e a aprovação do teto dos gastos e a reforma trabalhista. "Fizemos tudo isso em apenas dois anos. Enfrentei uma oposição radicalíssima", disse.

Após receber de representantes da indústria sua lista de pedidos, o presidente Michel Temer prometeu examinar as reivindicações.

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