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03/07/2018 - 00h30min

RECEIO MUNDIAL

Dólar volta a passar dos R$ 3,90

Para Bank of America Merrill Lynch, temor de guerra tensiona mercados

Johnny Torres 18/5/2017 notas de dolar
notas de dolar

O dólar acompanhou a alta generalizada da moeda dos Estados Unidos na economia mundial e fechou com valorização de 0,82% nesta segunda-feira, 2, cotado a R$ 3,91, o maior valor desde 7 de junho. A segunda-feira não teve atuação extra do Banco Central no mercado de câmbio, marcando a sexta sessão consecutiva sem leilões de novos contratos de swap (venda de dólar no mercado futuro).

O temor de piora na disputa comercial entre Estados Unidos e seus principais parceiros, sobretudo China e União Europeia, foi o que motivou a alta do dólar. O movimento ganhou força com as ameaças de Donald Trump de sobretaxar os veículos europeus.

Sem se comprometer com valores, o BC prometeu na sexta-feira atuar sempre que necessário no mercado de câmbio, com leilões de linha (venda de dólar à vista com compromisso de recompra) ou swap. O último leilão de swap extraordinário que o BC fez foi no dia 22, quando ofertou US$ 1 bilhão (equivalente a R$ 3,9 bilhões). A quarta-feira passada teve a última sessão com atuação discricionária, quando a instituição fez dois leilões de linha, que somaram US$ 2,4 bilhões (R$ 9,3 bilhões).

"O dólar subiu ante todos os parceiros comerciais com preocupações de escalada adicional de medidas de protecionismo comercial", afirmou o diretor da BK Asset Management em Nova York, Boris Schlossberg.

No fim de semana, a imprensa dos EUA noticiou que o país poderia sair da Organização Mundial do Comércio (OMC), mas ontem Trump negou a intenção e disse que a Casa Branca está próxima de anunciar acordos comerciais "justos". Essa declaração ajudou a tranquilizar as Bolsas americanas. "Uma saída da OMC removeria qualquer barreira para Trump adotar políticas protecionistas", destaca Schlossberg.

Temores de uma guerra comercial estão deixando os mercados nervosos, ressaltou em relatório o Bank of America Merrill Lynch, que revisou para cima as projeções do dólar. Para o Brasil, o banco norte-americano vê o dólar a R$ 3,65 no fim do ano, mas alerta que, no pior cenário, caso da vitória nas eleições de candidato não comprometido com reformas, e com pouca governabilidade, a moeda pode bater em R$ 5,50 em 2019.

Bolsa

Depois de uma abertura negativa, o Índice Bovespa fechou aos 72 839,74 pontos, com alta de 0,11% - de manhã, a queda chegou a 1,14%. Os negócios somaram R$ 6,64 bilhões.

A virada das Bolsas de Nova York à tarde foi determinante para levar o Ibovespa ao terreno positivo. As ações da Petrobrás terminaram o dia com altas de 1,34% (ON) e 1,63% (PN).

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